Ser pai é ser uma carteira ambulante?

por Doutrinador

No filme Shrek, em determinado momento, certo personagem começa a rir e fica perplexo pelo fato de ver Shrek expressando sentimentos. Ogros possuem sentimentos? Desde quando?

Homens e pais parecem ser os ogros da sociedade atual. Como pode um pai ter sentimentos reais sobre uma criança que não é “parte dele”? Muitas mulheres consideram crianças como parte de seus próprios corpos (inclusive usando isto como argumento para exigirem o direito de tirar a vida de um feto em desenvolvimento). O bebê, segundo o entendimento praticado até mesmo pela justiça, é prioritariamente dela. O pai é apenas um ogro que não tem o direito de ter sentimentos em relação à criança.

Se ele está biologicamente ligado à criança ou não, que diferença os genes do pai faz? Além, claro, de ser tratado como uma carteira ambulante ou um possível doador de esperma, qual o papel do pai? Segundo muitos, o papel do pai é completamente dispensável, sendo apenas uma “construção social” do patriarcado para oprimir mulheres.

Para estes, um pai é apenas aquele que paga uma gorda pensão alimentícia, muitas vezes maior do que a criança realmente necessita, e só. Quem sabe, pagar um sorvete para ela no dia dos pais. Os sentimentos dele para com a criança são, muitas vezes, ignorados ou vistos como se fossem algo estranho. Não se fala mais em referência de masculinidade, orientação e segurança no papel de um pai dentro da família. Ele foi reduzido a uma carteira ambulante sem emoções.

A pior parte é que homens são cúmplices disso. 

Quando uma mulher engravida, a preocupação imediata dos homens de hoje é com pensão alimentícia. Claro que há algumas mulheres que se aproveitam de excessos concedidos nos direitos de pensão alimentícia, mas a preocupação principal do homem deve ser com o ser humano que está em desenvolvimento ali, e que também é de sua responsabilidade (em caso de paternidade comprovada).

Irresponsáveis que são, alguns até incentivam a mulher a cometer assassinato (aborto), tudo para se verem livres de exercer o papel de pai. Estão assinando embaixo daqueles que tratam a figura paterna presencial como opressora e apenas importante financeiramente.

Poucos homens hoje se preocupam em serem pais presentes, dedicados a ensinar valores e dignificar a criança. Acham que ser um bom pai é depositar uma boa quantia como pensão alimentícia, dar um bom presente de natal e que “pagando o que a lei exige para não serem presos” já estão fazendo tudo que se espera de um pai. Reduzem a importância da paternidade a um mero depósito bancário. Agem como meras carteiras ambulantes e ainda se acham importantes por isso. Concordam que pai bom é aquele que dá dinheiro e fica longe para não atrapalhar o controle da mulher sobre a criança, como se fosse propriedade dela.

Estes esquecem que para um criança em desenvolvimento moral, o dinheiro é apenas um papel que se pode rasgar. O valor real para uma criança na lida com um pai ou mãe vem de sentimentos, do cuidado e da educação moral e intelectual que recebe. Vem do convívio, e não do material. É lamentável ver que a preocupação primária dos ao lidar com a realidade de um ser humano em desenvolvimento seja unicamente o dinheiro que vão gastar com isso.

É lógico que uma preocupação importante do pai é de como pode garantir um bom futuro financeiro para a criança. Óbvio que deve se preocupar com isso. Mas o papel de um pai está longe de ser reduzido ao financeiro. Você não é uma carteira ambulante que vê seu filho uma vez por ano e sai para comprar sorvete para ele no dia dos pais. Isso não é ser um bom pai. Um bom pai deve se preocupar em participar da infância da criança, dando-lhe uma boa estrutura emocional, conselhos, referência de um bom comportamento, acompanhar de perto o seu desenvolvimento, dar ajuda em todos os momentos e ser o herói que elas esperam que o pai seja.

Se você é pai e não mora com a criança, não reduza sua preocupação à pensão alimentícia. Não fique satisfeito em apenas depositar dinheiro na conta da mãe dela. Cuide disso também (não só pague como procure um bom advogado, não deixe ser explorado por uma espertinha) e acima de tudo esteja mais preocupado em se manter perto de seu filho(a). Se você é pai e mora com ela, dedique-se. Não se contente apenas em trazer o sustento material. Preocupe-se com o desenvolvimento dela, mostre ao mundo que o papel do pai é sim de muita importância.

Caso seja separado e com filhos, evite ficar criando confusão e brigas inúteis com a mulher, deixe o seu ego de lado e mantenha seu foco na criança. Preocupe-se em dar-lhe uma boa estrutura moral, boa educação e conselhos que só um pai pode dar.

Pai não é carteira ambulante. Pai não é figura descartável na família. Se você tem essa responsabilidade, resgate o valor da paternidade e dê um bom exemplo para os outros homens. Resgate o respeito ao sexo masculino exercendo um papel influente na sua família. Invista no futuro de seu filho, não seja um “vidaloka” paspalho de merda que coloca crianças no mundo e as deixa aos cuidados de terceiros.

É de seu legado e do legado de homens de bem que estamos falando.

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