TOP10 – Filmes sobre Honra

por Doutrinador

Você está cansado de ir ao cinema e só ver em cartaz filminhos como “Crepúsculo”, “Comer, rezar e amar” ou “Sex and the City”??!! Calma amigo, seus problemas acabaram! Abaixo está a melhor lista dos melhores filmes que todo homem deveria ver.

Esses filmes que listei abaixo são filmes que mostram o sentimento do dever, ações justas, respeito e dignidade. Isso tudo é honra e é o que mais falta hoje no mundo, cheio de pessoas egoístas, querendo dar uma de esperto. Agora pegue seu lápis e anote os filmes para baixar ou comprar.

 1 – Confúcio: a Batalha pelo Império

Uma superprodução que mostra Confúcio como um poderoso e influente ministro que se destaca por seu prestígio e autoridade em um dos impérios da China antiga. Mas tanto poder traz consigo inimigos invejosos. Uma traição política coloca o imperador contra Confúcio e ele é injustamente deposto de seu cargo e mandado para o exílio. Lutando contra os imperadores, Confúcio não irá somente unificar uma nação, mas mudará a história da humanidade. Confúcio é um exemplo de honra, um homem que defendeu seus ideais a sua vida inteira e que foi exilado por uma conspiração. Viveu na pobreza, passou fome e apesar de tudo sempre defendeu seus ideais e ensinou aos seus discípulos sem cobrar, acreditava na educação universal e gratuita. Um grande exemplo, que nos ensina que mesmo em tempos de crise, devemos prosseguir vivendo com honra, ética e benevolência.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: A Batalha Pelo Império (Confucius)
Ano de lançamento e país de origem: 2010 (China) 
Gênero: Drama 
Direção: Hu Mei

Atores principais: Yun-Fat Chow, Jianbin Chen

2 – Red Cliff: A Batalha dos Três Reinos

Uma produção extremamente cara e qualitativamente extraordinária, que se impôs facilmente nos mercados cinematográficos. A narrativa deste épico histórico relata-nos os acontecimentos da maior batalha da história da China. Durante a Dinastia Han, o território chinês estava dividido em 3 reinos rivais, sem esperança de sobreviver ao aumento do domínio do reino principal. Os reinados de Xu e Wu formaram uma aliança sem precedentes, juntando forças numa grande batalha contra o terceiro reino, liderado pelo instável imperador Han e controlado pelo primeiro-ministro Cao Cao, cuja ambição é unificar o país e tornar-se Imperador. O conflito, envolvendo um milhão de soldados, conhecido atualmente por Batalha de Red Clif, mudaria para sempre o curso da história do continente asiático. A direção de John Woo é extremamente popular, aliado ao vasto orçamento que possibilitou uma competente caracterização e uma fantástica fotografia. As grandes cenas bélicas são fenomenais e exibem com grande pormenor as estratégias orientais de ataque e defesa. (Obs.: Há duas versões, a oriental com 2 filmes de 2 horas e a versão ocidental que juntaram em um único filme de pouco mais de 2 horas, para lançamento mundial. Quem quiser saber de forma mais detalha assistam as 2 partes da versão original). Esse filme é altamente indicado pra quem leu Sun Tzu, a Arte da Guerra. Honra virtude, respeito e estratégia é que não falta nesse grandioso filme.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: A Batalha dos Três Reinos (Chi bi / The Battle of Red Cliff) Ano de lançamento e país de origem: 2008 (China)

Gênero: Drama Direção: John Woo

Atores principais: Tony Leung Chiu Wai, Takeshi Kaneshiro e Fengyi Zhang

3 – Homens de Honra

Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) é um homem persistente, filho de um agricultor. Carl deixa a casa dos pais em busca de uma vida melhor. “Nunca desista… seja o melhor!” Essas foram as palavras de despedida de seu pai, e Carl leva estas palavras dentro do coração. Ingressa na Marinha e deseja tornar-se mergulhador de elite da divisão de buscas e resgates. Billy Sunday (Robert De Niro), oficial da marinha e seu instrutor de treinamento, não quer saber de Carl e nem de suas ambições. Submete-se às piores provas de resistência na tentativa de fazê-lo fracassar e desistir. Com a convivência, nasce um respeito mútuo que os levará a lutar juntos para defenderem a honra e protegerem suas vidas. Homens de Honra é uma história inspirada no espírito humano e na determinação de um homem.

 Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: Homens de Honra (Men of Honor)
Ano de lançamento e país de origem: 2000 (EUA)
Gênero: Drama Direção: George Tillman Jr.
Atores principais: Robert De Niro Cuba Gooding Jr. e Charlize Theron

4 – Rock Balboa

Agora, Rocky Balboa (Sylvester Stallone) é um viúvo cinqüentão que administra um restaurante na Filadélfia. Enquanto isso, Mason “The Line” Dixon (Antonio Tarver) é o maior vencedor de boxe da atualidade. Mesmo estando fora dos ringues há alguns anos, Balboa retorna ao esporte de olho no título mundial. E nesse filme, Stallone resgata, de forma brilhante, os valores precedidos pelos cinco filmes anteriores da saga, fazendo uma síntese perfeita sobre honra, coragem, determinação entre outros. Não se trata simplesmente de ganhar ou perder, ou de enfrentar alguém 30 anos mais jovem, trata-se de procurar a superação e ser o exemplo de força e determinação para ele mesmo e para seu filho. O saudosismo de Rocky e as lembranças de sua honrosa e falecida esposa são o fio condutor no início da história. A lição de moral que ele dá no filho é o melhor diálogo do filme, um discurso que representa toda a essência do personagem. O discurso pode ser conferido aqui: 

Mas, é no final, na luta a redenção, que ele ouve “todos te achavam uma piada, inclusive eu….agora ninguém tá rindo”, essa frase de seu filho pra ele no meio da luta vale tanto para o Rocky quanto para o próprio Stallone. E quando tio Paulie fala “Rocky…é o último round da sua vida!!” o coração dispara e somos levados a torcer como em uma luta real. No final…a merecida homenagem ao verdadeiro campeão e a sensação de OBRIGADO STALLONE!

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: Rocky Balboa (Rocky Balboa / Rocky VI)
Ano de lançamento e país de origem: 2006 (EUA)
Gênero: Drama Direção: Sylvester Stallone
Atores principais: Sylvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Tony Burton, Mike Tyson.

5 – O Grande Mestre 1 e O Grande Mestre 2

Por trás de todo o grande homem se esconde um grande professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee, que aclamava como seu mentor um homem chamado Ip Man. Um gênio do Kung Fu, estilo Wing Chun (ou Ving Tsun), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Apesar de ótimas cenas de lutas, o filme não fica só na pancadaria, tem uma estória muito interessante e emocionante, mostrando tradição, honra e virtude das artes marciais. No segundo filme, mostra Ip Man quando ele imigra para Hong Kong, em 1949, depois dos conflitos com os japoneses. Em Hong Kong, ele intenciona propagar sua disciplina Wing Chun para o mundo, mas ele esbarra no ciúme dos seus rivais e na opressão dos britânicos. Ambos os filmes, mostram claramente princípios como dignidade, honra, respeito, honestidade, humildade e amor a família. Uma grande lição de vida. (Obs.: saiu um terceiro filme com o nome IP Man – Nasce Uma Lenda, mas com diretor e alguns atores diferentes, apesar de boas cenas de lutas, me decepcionou, pois os dois primeiros filmes são perfeitos).

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: O Grande Mestre (Yip Man)
Ano de lançamento e país de origem: 2008 (Hong Kong)
Gênero: Drama 
Direção: Wilson Yip
Atores principais: Donnie Yen e Simon Yam

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: O Grande Mestre 2 (Yip Man 2)
Ano de lançamento e país de origem: 2010 (Hong Kong)
Gênero: Drama 
Direção: Wilson Yip
Atores principais: Donnie Yen e Sammo Hung Kam-Bo

6 – 13 assassinos

O filme se passa durante o Japão feudal. O filme já se inicia com uma cena que demonstra a honra desses guerreiros. Um samurai, sentado à postura tradicional, abre seu quimono, apanha uma faca e comete o harakiri. Seu rosto fica corado, as veias da têmpora saltam tamanha a pressão que ele está exercendo, os lábios tremulam na tentativa de gritar de dor, porém ele mantém a altivez, honra e dignidade de sua classe. 

Logo descobrimos que esse suicídio ocorreu em protesto às ações desonrosas de Lorde Naritsugu, irmão do atual Shogun. Naritsugu é um sádico, um psicopata, que cruza o país cometendo atrocidades ao seu bel prazer. Para acabar com o insano postulante ao xogunato, um conselheiro pede a um samurai que forme um grupo de assassinos (os tais 13 do título). Esse grupo é bastante heterogêneo: além do líder, temos o velho samurai arrependido, dois irmãos gêmeos, o anti-herói bêbado e jogador, o samurai honrado, entre outros.

Cada um com sua personalidade, estilo e técnicas de lutas próprias. O filme é um pouco lento no desenvolvimento dos personagens e na elaboração do plano de ataque. Porém, em seu ato final, (tomado completamente por uma épica batalha) o filme cresce e mantém o espectador preso a cadeira. O diretor constrói uma sangrenta batalha entre os treze assassinos e o exército que protege o lorde. As diversas sequências de lutas são muito bem coreografadas e sem medo de expor a violência estética. O filme é uma intensa, visceral e poética história sobre a honra de uma classe que dominou com grandiosidade todo um país.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: 13 assassinos (13 Assassins)
Ano de lançamento e país de origem: 2010 (Japão)
Gênero: Ação 
Direção: Takashi Miike
Atores principais: Kôji Yakusho, Takayuki Yamada,Gorô Inagaki, Masachika Ichimura, Mikijiro Hira, Yusuke Iseya

7 – Samurai do entardecer

Aqui temos um filme realista, sem lutas acrobáticas ou cenários deslumbrantes. Uma interessante história de honra, coragem, humildade e dedicação a família, que se passa no final do período feudal e início do Período Meiji.

Seibei Iguchi (Hiroyuki Sanada, que depois fez O Último Samurai), lida com as misérias do cotidiano com a simplicidade que a vida lhe impôs. Viúvo, com 2 filhas pequenas para criar, e a mãe idosa sofrendo de uma doença degenerativa; ele trabalha em um serviço burocrático que mal permite colocar comida em casa, Seibei parece um típico perdedor. Ao contrário dos espadachins que só viviam para lutar ou aqueles que só abusavam do status de samurai para se acomodarem, o protagonista do filme mostra-se um homem sensato e fiel a seus sentimentos e princípios

Suas obrigações com a família (e para economizar recursos) obrigam-no a estar em casa antes do anoitecer, e por não poder socializar com os companheiros após o trabalho, recebe o apelido pejorativo de “Samurai do entardecer”. O diretor privilegiou a parte dramática, ao contrário de outros filmes do gênero, já que apenas dois combates são mostrados, e de forma muito crua e real. Uma grande lição de honra e humildade, de um samurai mais humano já retratado. Todos nós devemos um “domo arigato” ao diretor, ao elenco e a todos que ajudaram no filme.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: O Samurai do Entardecer (Tasogare Seibei)
Ano de lançamento e país de origem: 2002 (Japão)
Gênero: Ação 
Direção: Yôji Yamada
Atores principais: Hiroyuki Sanada

8 – Gran Torino

Clint Eastwood é Walt Kowalski, um viúvo veterano da Guerra da Coréia que é forçado pelos vizinhos imigrantes a confrontar seus próprios preconceitos. Nosso herói não é tão perfeito ou honrado quanto os personagens dos outros filmes, mas é um grande exemplo frente a crise particular e coletiva dos tempos atuais, em que falta fé, honra e coragem para se sacrificar pelo que se considera correto. E, no caso de Kowalski, se sacrificar para dar oportunidade para um jovem que tem uma vida inteira pela frente.

Gran Torino é um filme sobre mudança comportamental e controle de si mesmo, mostrando que podemos lutar contra nosso egoísmo e contra nossas sombras do passado. As lições que ele dá pro moleque chinês são bastante interessantes. Um grande filme que deveria ser passado em todas as escolas, onde os jovens atuais não possuem mais senso de respeito e disciplina.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: Gran Torino (Gran Torino)
Ano de lançamento e país de origem: 2008 (EUA / Alemanha)
Gênero: Drama 
Direção: Clint Eastwood
Atores principais: Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her.nnie Yen e Sammo Hung Kam-Bo

9 – A partida

A Partida mistura com propriedade humor, drama, honra e questões políticas. O enredo narra a vida do músico Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) que, após a orquestra em que trabalha ser desmanchada, volta para sua cidade natal no interior do Japão junto com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki).

Enquanto se adapta à nova vida, acaba se candidatando ao que seria o emprego dos sonhos, um “agente de viagens” muito bem remunerado. Somente quando vai à entrevista é que descobre a ocupação real do trabalho: preparar corpos mortos para a partida. Sem muita escolha o músico aceita a vaga.

A partir daí se dá a história; enquanto Dario trabalha como nokanshi (algo como um agente funerário espiritualizado), enfrenta preconceitos de todos à sua volta, que sentem nojo do ato de lidar com cadáveres e menosprezam a profissão. O filme aborda as relações entre vida e morte, mas foge de clichês do gênero.

Num primeiro momento a morte é vista como item comercial, posteriormente, no entanto, ela é espiritualizada, tratada de maneira mais íntima. O ritual da preparação dos corpos é artística, poética. A visão do protagonista e dos demais personagens acerca do preparo dos corpos muda conforme eles vão compreendendo o real significado da cerimônia. A trilha sonora e a fotografia casam com a temática, tornando o filme uma obra de arte a ser observada. 

Pela história parece que é um filme parado, mas eu garanto o filme não é chato, é reflexivo na medida exata para atingir todos os gostos. Não é entediante e consegue manter o ritmo, com doses leves de humor. Daigo, em todo momento se mostra um homem honrado e integro, além de demonstrar disciplina, respeito e profissionalismo, bons exemplos para qualquer profissional.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original: A Partida (Okuribito)
Ano de lançamento e país de origem: 2008 (Japão)
Gênero: Drama 
Direção: Yôjirô Takita
Atores principais: Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki, Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshiyuki.

 10 – Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera

Retrata a vida de dois monges, um idoso e outro jovem, mostrando as situações vividas por eles em estações e anos diferentes e o ciclo de vida que vai se formando. Qualquer ser humano, por mais puro que seja, está incondicionalmente inserido em um mundo onde há desejos, sofrimentos, paixões, instintos e ambições.

O filme aborda vários valores, símbolos e ritos de passagem na relação entre um Velho Monge e seu discípulo mais jovem. O filme nos faz refletir sobre como devemos nos “desapegar-se” das coisas e das paixões e como devemos dar mais valor às coisas simples da vida, a ter mais paciência e serenidade. Mostra que o lado angelical feminino pode atrair e acalentar, mas que o lado sombra feminino pode transtornar um homem puro e o influenciar a cometer atos horrendos. Mas que para retornar a essência deve-se passar por períodos de purificação e redenção. Belíssima fotografia, poucas falas… Um filme pra refletir. Uma obra de arte.

Ficha Técnica:

Título no Brasil e título Original:Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera (Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom / Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring)
Ano de lançamento e país de origem: 2003 (Coréia do Sul / Alemanha)
Gênero: Drama 
Direção: Ki-duk Kim
Atores principais: Yeong-su Oh, Ki-duk Kim, Young-min Kim, Jae-kyeong Seo

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