Os homens não se interessam nas mulheres? Culpa deles!

 
 

por Shedding of the Ego

Existem poucas certezas na vida: a morte, os impostos e que o homem sempre será culpado pelo comportamento feminino. O último exemplo disto apareceu num artigo do site CNET, sobre uma entrevista publicada na BBC com um psicólogo preocupado porque os homens estão preferindo os video games e a pornografia do que se relacionarem com mulheres. Isto não é novidade alguma para nós. Porém, ao invés de culpar as mulheres por estarem tão tóxicas ao ponto de estarem afastando os homens delas, o psicólogo culpa o homem por estar “viciado” e diz que isto seria uma “crise da masculinidade”.

Agora vamos olhar esta situação mais de perto, e observar a dissonância cognitiva e o ginocentrismo em ação. O psicólogo em questão se chama Philip Zimbardo, de Stanford. Não custa lembrar que a psicologia é uma industria voltada à mulher (tudo do melhor para manipulá-lo, meu querido) (Willyard, 2011). Darei a Phillip o benefício da dúvida, e assumirei que sua manginice nada mais é que o resultado de saber onde está pisando, e que se ele pretende manter seu emprego numa área que é voltada à mulher ser um mangina simplesmente faz parte do acordo.

Zimbardo crê que o cérebro dos jovens estão sendo “reconfigurados digitalmente” pelos jogos online e pela pornografia. A evidência que o leva a esta conclusão veio de um garoto anônimo que disse que “quando estou na escola, ele preferiria estar jogando World of Warcraft. Quando estou com uma garota, eu preferiria estar vendo pornô, porque ali nunca sou rejeitado.” (Matyszczyk , 2015).

Vamos dividir esta fala em partes menores e examiná-las.

Quando estou na escola, ele preferiria estar jogando World of Warcraft.

Quer dizer então que a escola é chata? Não diga! Não sabia. Quer dizer então que as crianças preferem fazer algo divertido do que ficar sentado numa sala de aula? Que magia demoníaca tomou a mente das nossas pobres crianças?

Francamente, isto tem nada a ver com a sexualidade. Pergunte a qualquer menino de 5 anos se ele prefere ir pra escolinha ou ficar em casa jogando video game (ou vendo TV, brincando com seus brinquedos, o que seja) e veja o que ele irá responder. Você só se impressionará com a resposta se for um completo idiota, ou um psicólogo mangina de Stanford.

E isto não é um problema exclusivamente masculino. As mulheres jovens também prefeririam ficar em alguma rede social ou conversando com seus amigos do que ficar numa sala de aula. Será que isto quer dizer também que o cérebro delas está sendo “reconfigurados digitalmente” pelas redes sociais ou que estamos tendo uma “crise da feminilidade”?

Quando estou com uma garota, eu preferiria estar vendo pornô, porque ali nunca sou rejeitado.

Este problema realmente é mais masculino do que feminino porque toda a pressão em se aproximar do outro é jogado no colo do homem. A mulher nunca precisa se preocupar em ser rejeitada, já que na pior das hipóteses ela simplesmente não será notada por quem ela quer. Já no caso do homem, sempre há o risco dele não apenas ser rejeitado, como ser vítima de piadinhas, humilhações e outros inconvenientes.

Tal problema já não acontece com a pornografia. Este é um problema que está aí a séculos e agora que a mulher está cada dia mais narcisista e se achando a última coca cola do deserto, isto simplesmente piorou. A mulher está progressivamente ficando menos atraente e fresca, enquanto o pornô está se tornando mais realista e acessível. Não é difícil entender porque elas estão sendo preteridas em favor do pornô, mas é claro que o psicólogo não vai botar nenhuma responsabilidade na mulher por rejeitar os homens que se aproximam delas.

Zimbardo continua a entrevista discutindo sobre uma desordem mental novinha, chamada P.I.E.D (Porn-Induced Erectile Dysfunction, ou Disfunção erétil induzida pela pornografia) (Matyszczyk , 2015). Aparentemente é um fenômeno onde a mulher moderna, com suas banhas, atitudes narcisistas e um massivo senso de merecimento causaram a repulsa dos homens. A mulher se tornou tão tóxica que o homem nem consegue mais ficar de pau duro enquanto olha para suas celulites ao mesmo tempo enquanto percebem o quão larga suas vaginas são pelos quilômetros de rola que já passaram por ela. Sei que você está chocado ao ler isto, mas é um problema sério. Se o homem não são escravos de seus pênis, e estiverem dispostos a glorificarem a sagrada vagina, o que a sociedade irá virar?

Felizmente o dr. Zimbardo tem a solução para isto, mas você precisa comprar seu livro “Man (Dis)Connected: How technology has sabotaged what it means to be male” to learn what it is (Matyszczyk , 2015).

Eu não vou comprar essa porcaria, mas eu já sei que uma das soluções é algo que já li milhões de vezes: que o homem precisa “virar macho“, parar de ser tão egoísta e se sacrificar pela felicidade da mulher, porque se eles não fizerem isto… como ficarão as crianças?

Esta é só mais uma maneira de fazer com que o homem volte às senzalas. E Zimbardo nem tenta fazer isso de forma minimamente atraente ao homem, mas simplesmente toma a tradicional rota feminista de envergonhá-los enquanto retira da mulher toda a responsabilidade por suas ações e comportamentos.

Deixe me explicar o conceito básico disto usando como exemplo o jogo “Roller Coaster Tycoon”: eu poderia muito bem ir numa montanha russa real do que ficar jogando esse jogo em casa, porém se o parque ficar muito longe, ou for muito caro, se tiver fila demais, os brinquedos forem mal mantidos ou os funcionários forem mal educados cada vez que eu vá lá, é melhor eu ficar em casa mesmo e ficar na minha montanha russa virtual.

O artigo fecha questionando se tais coisas são sabotagens ou um novo progresso (Matyszczyk , 2015). Eu diria que é um progresso. O homem já foi escravo de seu pau por muito tempo, e isto permitiu às mulheres tomarem conta e destruírem as sociedades nas quais vivemos. Os homens competiram por mulheres desde o princípio dos tempos, e agora (pela primeira vez na história) que elas estão sofrendo uma pequena competição, já estão perdendo a cabela.

Será que ninguém pensou que se o homem está trocando a mulher pelo pornô, talvez o problema não seja com a pornografia?

Bibliografia

FRAC. (n.d.). Overweight and Obesity in the U.S. Retrieved May 31, 2015, from Food Research and Action Center: http://frac.org/initiatives/hunger-and-obesity/obesity-in-the-us/

Matyszczyk , C. (2015, May 10). Porn and video games engender masculinity crisis in boys, says psychologist. Retrieved May 31, 2015, from CNET: http://www.cnet.com/news/porn-and-video-games-engendering-masculinity-crisis-says-psychologist/#ftag=CAD590a51e

Willyard, C. (2011, January). Men: A growing minority? Retrieved May 31, 2015, from American Psychological Association: http://www.apa.org/gradpsych/2011/01/cover-men.aspx

FONTE

internet husband



 

Deixe uma resposta

 

Leave a reply

 
  1. Crazy Bald says:

    02/10/2017 at 15:43

    Eu pensei que só fosse aqui no Brasil que coisa está feia pelo visto a epidemia é geral, mas aqui no Brasil a coisa está um pouco pior já fui em boates onde a GP teve a cara de pau de falar que não estava fazendo programa que só estava ali para beber e conversar então saí de lá na hora nas outras vezes que voltei lá depois eu a repeli sem dizer uma palavra a ela.

Switch to desktop version
%d blogueiros gostam disto: