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maio 30 2014

[DCS 6] Novas tecnologias

puaVisão global

Provavelmente em uma tentativa para se diferenciarem das inúmeras companhias que não faziam nada além de oferecer um Mystery Method com um rótulo diferente, alguns caras nesse mercado vieram com ideias criativas. Novas ideias eram focadas na sociabilidade, ou introduzindo conceitos como “estado” e inner game, ou coisas malucas como o tapping. A ideia era que você poderia resolver todos os seus problemas sem nem mesmo sair de casa. Isto era chamado de inner game. Aparentemente tal método descreve tudo que ocorre dentro da sua cabeça quando o assunto é se envolver com uma mulher. Conserte seu inner game primeiro e seu outer game melhorará automaticamente, eles diziam. Infelizmente, um dos maiores problemas das pessoas que são má sucedidas com o sexo frágil é que eles já tem muita coisa na cabeça. Assim, é duvidoso que tal aproximação pode ser uma solução para seus problemas.

Afirmações

Não seria maravilhoso se você não pudesse arrumar seu inner game ao simplesmente dizer para si mesmo o quão maravilhoso você é? Simplesmente fique em frente ao espelho e diga a si mesmo: “sou rico e famoso. sou rico e famoso. sou rico e famoso.” O maior problema com isto, porém, é que você não é realmente rico e famoso, e ficar se dizendo que é é algo esquisito e de certa forma me lembra as histórias relacionadas ao Barão de Münchhausen, que é famoso por suas histórias extravagantes de seus feitos e habilidades, que entre elas inclui se puxar de um pântano pelos cabelos.

Talvez você se sinta melhor lendo um ebook ou ouvindo uma programação de áudio que tenta “arrumar seu inner game” ao fazê-lo repetir frases como “eu não dou desculpas pelos meus desejos como um homem”. Mas quem você acha que está numa melhor situação, o cara que fica na frente do espelho balbuciando coisas idiotas ou o João Coragem que basicamente não tem nenhum monólogo interno e simplesmente chega logo na mulher que ele se interessa?

“Tapping”

Na primeira vez que eu li sobre o tapping eu explodi em gargalhadas. A ingenuidade das pessoas parece não conhecer limites. Nomes estranhos para esta técnica foram inventados por algum tempo, e parece que o nome mais em voga agora é EFT (“Emotional Freedom Techinique”, algo como “Técnica da Liberdade Emocional”). Uma das suas maiores defensoras é Erika Awakening, uma mulher na casa dos 40 que notou uma oportunidade de negócio em cima disto. A EFT seria uma “auto hipnose” que envolve em se tocar em locais particulares de seus corpo, como seu peito ou o seu pulso. Suas aplicações são múltiplas, incluindo e não se limitando a ansiedade de aproximação, construção de auto confiança ou mesmo fazer dinheiro. Talvez Erika deveria se tocar para conquistar a paz mundial? Um Prêmio Nobel talvez daria bastante motivação para isso.

Eu nem me preocupo em apontar os absurdos da premissa do EFT. Qualquer um com um cérebro mais ou menos em ordem deve perceber que isto é uma idiotice completa. Entretanto, eu te dou uma pequena amostra. Meu amigo TheLetter compartilha esta tragicômica história sobre um cara chamado TheMantis, que ele encontrou em uma das salas de bate papo da mASF:

TheMantis passou meses sentado em seu quarto, não se aproximando de ninguém, apenas usando a EFT em si mesmo. Mesmo assim, ele ainda achava que valia a pena participar de salas de bate papo e até mesmo oferecer conselhos. Ocasionalmente, ele saia por aí e fazia contato visual com algumas mulheres, mas não se aproximava delas nem se elas se mostravam receptivas. Este cara sofria uma depressão severa e tinha muitos problemas, e é triste ver que alguém convenceu ele que a EFT seria sua melhor maneira de melhorar seu relacionamento com as mulheres (ao invés de simplesmente ir lá e conversar com elas). Da última vez que eu ouvi, ele conseguiu juntar coragem o suficiente para ir em salas de bate papo 3D para chegar em avatares femininos, que provavelmente são caras de 40 anos que vivem em algum quarto escuro na casa de suas mães.

Este relato também nos mostra outro problema, que pessoas que tem muitos problemas em atrair parceiros podem ter sérios problemas psicológicos.

“Estado”

Para poderem se diferenciar dos competidores, a Real Social Dynamics se focou em ensinar o que eles chamam de “natural game”. O ápice disto podemos encontrar num box de 20 DVDs chamado “The Blueprint Decoded“. A nova pílula mágica que este produto nos oferece se chama “estado“. O que este estado realmente seria não fica muito claro. Aparentemente você está “no estado” quando se sente bem consigo mesmo. Uma pena que normalmente você não se sente bem consigo mesmo toda a hora. Mas não se preocupe, é para isto que The Blueprint serve: se você se sente pra baixo e não quer conversar com ninguém, então você tem que se “dessufocar”. Em Londres eu acabei trombando com um membro da RSD que frequentemente dava gritos de guerra num bar (!), dizendo que fazendo isso o faria imune a pressão social e que “ele ficaria no estado”. Eu balancei minha cabeça, incrédulo.

Rob Judge me deu uma pequena recapitulação e uma explicação do que porque em sua opinião o tal estado acaba é piorando as coisas:

Os defensores do “natural game” louvam o estado como se ele fosse o segredo para atrair as mulheres. Entretanto, a ideia que você precisa “gerar” o estado conversando com um monte de pessoas aleatórias ferra mais os caras do que os ajuda. Isto põe na cabeça deles que eles tem que trazer a confiança deles para fora de si mesmos, ao invés de apenas chegar na garota (como qualquer cara normal e atraente faria). Além do mais, isto força caras que são naturalmente introvertidos a incorporarem uma persona falsa e fazer com que fiquem envergonhados caso eles não consigam conversar com cada idiota aleatório num bar. Para mim, eu apenas escolho me associar com dois tipos de pessoas quando eu saio por aí: meus amigos e belas mulheres. Que se foda o estado!

Eu concordo que se forçar a fazer algo que não queira faz mais mal do que bem (isto não se aplica no caso de você ter uma fobia social severa, mas nesse caso é melhor você procurar ajuda médica). Você vê ideias parecidas por aí, como “se aproxime de x mulheres numa noite”, ou “saia x vezes numa semana”. Ao contrário, você deveria fazer o que você achar melhor. Se você tem que se forçar assim, você já está perdido.

fonte: http://www.aaronsleazy.com/files/Aaron.Sleazy.Debunking.The.Seduction.Community.pdf

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