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maio 16 2014

[DCS 2] O problema com a “Sedução”

pua* para que o título dos artigos seguintes não fiquem muito longos, eu ao invés de colocar o nome do livro todo “Desmascarando a Comunidade da Sedução” no títulos dos artigos, simplesmente colocarei [DCS] para ajudar a identificar os textos desta série que visa traduzir o livro de Aaron Sleazy. Boa leitura.

A sedução pode ser ensinada? Eu nego que tal coisa possa ser ensinada. Mesmo se você achar um cara que é extremamente bem sucedido com as mulheres, ele não pode te transformar numa cópia dele. A razão para isto é que todos nós temos nossa própria história e vivemos em ambientes diferentes. Eu geralmente me recuso a ensinar iniciantes justamente por esta razão. Alguns deles acreditam em técnicas que irão magicamente lhe trazer mulheres, enquanto a verdade é que toda a fonte de seus problemas residem neles mesmos. Enquanto as pessoas não perceberem isto e não tiverem muito sucesso, eles são difíceis de serem ensinados porque eles devem trabalhar no básico primeiro.

Por exemplo, eu sou famoso por chegar rapidamente nas mulheres na fila dos banheiros de boates. Entretanto, muita coisa entra na equação para que eu possa fazer isto. Um iniciante me pedindo para ensinar fazer todo o necessário para fazer isto ignora tanta coisa que não chega nem ser engraçado. Como se você fosse um gordo mal vestido e socialmente retardado e apenas com a aplicação de algumas técnicas você pode se tornar num instante num conquistador! Mas quando um cara avançado com uma história semelhante a minha e que já consegue pegar mulher, me pede para eu avaliar seu modo de ação e para dizer a ele a como ficar mais eficiente, eu posso ajudar. Mas caras que não tem sucesso com as mulheres tem toda uma fiada de outros problemas que eles devem corrigir primeiro.

A prevalência da crença acima é uma das maiores razões nas quais eu não me associo a comunidade de sedução. Há muitos outros problemas. Como minha namorada certa vez disse, quando eu a contei sobre alguns de seus dogmas: “tal comunidade é completamente ridícula.” E realmente é, e pelo restante desta primeira parte do livro eu irei discutir alguns dos pontos mais chamativos.

Principais problemas com a “escola antiga de sedução”

A “sedução” geralmente é ensinada como uma tarefa repetitiva. Isto não é apenas impressão minha. Mesmo o maior defensor do jogo indireto, Mystery, diz que “abrir sets” – é a sua maneira de dizer “ir pegar mulher” – era algo chato pra ele. O que é pior, você tem que aprender e decorar suas falas e histórias de novo e de novo. Nos primeiros boletins informativos de companhias de dicas de relacionamento como a “Real Social Dynamics” é defendido que se deve praticar suas rotinas de aproximação pelo menos de 15 a 20 vezes. Imagine o quão empolgante esta noite será! Assim, tal método é demorado para se aprender. Com uma aproximação mais natural a mulher você pode sair hoje mesmo, agora, sem qualquer prática prévia e provavelmente ter um resultado bem melhor do que estes macacos indoutrinados.

Assim que você passa da “fase de abertura” você então se mata para ter uma vantagem no “jogo central” e depois que você passa algumas horas com a garota, talvez você consiga seu prêmio e consiga transar com ela. Tal estrutura tem dois problemas além de assumir que todas as mulheres são iguais, são elas: que há um algorítimo para o sucesso com as mulheres e que as palavras importam. As palavras não importam tanto assim, e certamente muito menos do que a atração sexual. Resumindo, tal tipo de sedução perde o ponto.

O pior aspecto, embora, são todas aquelas complicações. Você tem o “text game”, “phone game” ou coisas sem noção como o “tapping” (NT: seria como tocar em algumas partes do corpo da mulher, como os cotovelos). Na verdade, a masturbação mental é rampante. Alguém pode dizer, é verdade, que isto é um passo acima da masturbação real. Infelizmente, isto é um passo além do sexo real também. Apenas veja uma lista dos termos redundantes e ridículos que eles usam! Você não precisa de todo esse vocabulário para descrever o processo, e não há nada disso de “arte da sedução” ou “ciência da sedução”. São apenas malucos conversando numa linguagem bizarra sobre coisas que eles mal entendem.

A armadilha mais comum

Me surpreende como as pessoas seguem tão cegamente qualquer autoridade auto proclamada. Seria bom se eles prestassem tanta atenção em seus professores de matemática quanto eles prestam nessas autoridades. Seus professores também ficariam muito felizes se tais pessoas lessem com tanto afinco os livros e matérias que eles passavam da mesma forma que eles devoram os inúteis livros PUA’s que são cheios de porcaria.

Mas o que acontece com um cara que aparentemente não tem a capacidade de pensar criticamente ou mesmo pensar por si mesmo? A receita básica para o fracasso é:

1 – “Me aconteceu X mas [coloque aqui o nome de algum guru da sedução] disse Y!”;

2 – Ele refuta sua própria experiência;

3 – Como consequência disto, ele nunca evolui.

Isto é triste. Se as pessoas pelo menos pensassem por si mesmas…

Quando eu comecei a postar regularmente no mASF, lá por 2008, realmente não faltava gente para aconselhar os outros. Mas devido a um rigoroso treinamento acadêmico, entretanto, eu adquiri o hábito de ignorar qualquer um que me desse a impressão de fazer afirmações não substanciais, de ser incompetente ou de inventar coisas do nada. Infelizmente, isto se aplica a maioria das pessoas. Eu não consegui encontrar nenhum instrutor útil, que era capaz de dar algum conselho prático ao invés de falar um monte de generalizações como tantos outros faziam.

Uma perspectiva global

Algumas pessoas consideram que o “Jogo” é um movimento global: homens emaciados se erguendo para retomar o que é deles e se libertarem das garras do feminismo. Nas minhas viagens, entretanto, eu tive a impressão que há um motivo muito forte para que tal comunidade se concentre em apenas 2 epicentros. Uma delas obviamente são os EUA e a outra é o Reino Unido, mais especificamente em Londres.

Eu acredito que a razão para isto se dá ao ambiente. Os EUA em particular é uma cultura incrivelmente monótona. Você acha as mesmas lojas em basicamente todos os quarteirões. As pessoas vivem em subúrbios, vão trabalhar, passam 10 horas trabalhando num cubículo e passam o resto de seu dia em frente a uma tv ou na internet. Eles parecem que esqueceram a interagir com outras pessoas. Londres é uma cidade mais variada do que, digamos, Nova Iorque, mas ainda assim é uma cultura fria e puritana.

Por outro lado, em grandes áreas do mundo parecem ser resistentes a influência da indústria da sedução. Talvez os homens do Leste Europeu e da América do Sul nem precisem disto. Assim sendo, o PUA não é um movimento global, mas na verdade um insignificante contra movimento em certas sociedades ocidentais.

CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO

fonte: http://www.aaronsleazy.com/files/Aaron.Sleazy.Debunking.The.Seduction.Community.pdf

1 comentário

  1. MisterKratos

    Meus parabéns pela tradução Barão, nunca acreditei (mais por instinto do que por experiência) nesses cursos de sedução nem em muitos livros de autoajuda, embora alguns deem umas boas dicas não podemos esquecer que 99,9% deles vêm dos Estados Unidos onde o poder aquisitivo permiti fazer muitas coisas impraticáveis em países como o Brasil.

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