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abr 16 2014

[Os Doze Trabalhos] O Nono Trabalho: O Cinturão das Amazonas

hipolitapor DiomedesRJ

Ao mar, Hércules novamente seguia rumo ao dever.

Seu barco desta vez seguia para águas pouco amistosas. À noroeste da Trácia, havia um reino onde os Homens não viviam, e sua aproximação quase sempre lhes causava a morte. Apenas mulheres o lideravam, o defendiam, o gerenciavam.

Temíscira. O Reino das Amazonas.

Hércules fora para lá enviado por Euristeu para chegar até sua Rainha, Hipólita, uma semideusa filha de Ares, assim como Diomedes da Trácia, e tomar dela o cinturão que seu Pai lhe deu, símbolo de sua autoridade sobre as Mulheres. Conhecendo a ferocidade delas em relação a homens estrangeiros, o Filho de Zeus trouxe todo o seu arsenal consigo, ainda que tivesse estratégias alternativas a um confronto direto em mente.

Enquanto repassava seus planos mentalmente, uma conversação curiosa se dava no interior do palácio de Temíscira. Três jovens de idades próximas, num pátio cercado de fontes e flores, cercavam uma mulher pouco mais velha, e uma delas, mais alta e de ombros mais largos que as demais, exclamou:

– Isso é um absurdo, irmã! Mesmo que a notícia que recebemos seja verdade, você não pode fazer isso!

A mais velha se levantou, e respondeu:

– Posso e farei, Pentesiléia. E lembre-se que antes de ser a irmã de todas vocês, sou sua Rainha.

Hipólita olhou para as outras. Antíope, com seus longos cabelos, a mais bela da família, se mostrava indiferente, quase distraída; Melanipe, mais baixa e atlética de todas, a única com traje de guerra dentre elas, lhe reprovava com os olhos, ainda que se mantivesse silenciosa. Ela suspirou antes de continuar:

– Direi a vocês mais uma vez, e por respeito ao sangue de Ares, que nos une. Nosso Pai nos deu… ME deu… o Cinturão, dizendo que ele pertenceria sempre a quem tem autoridade sobre as Mulheres. E sabemos que a autoridade nada significa sem responsabilidades. Temos agora esse homem que possui a Centelha, como nós, vindo para nossas Terras, buscar nossa herança. Ele realizou feitos que nenhuma Amazona jamais ousou tentar, e que beneficiaram mulheres por toda a Grécia. Mas isto não é o mais importante.

Hipólita contorna uma coluna e se põe de costas para suas irmãs enquanto continua:

– Mulheres foram vilipendiadas, abusadas, estupradas, exploradas e oprimidas no governo de nosso meio-irmão Diomedes, na Trácia. Direta e indiretamente. Nós fazíamos idéia, irmãs, apenas fingíamos não saber. Admirávamos sua força, e achávamos que o silêncio das mulheres de suas terras eram meramente aprovação. Ignoramos os sinais… porque ele era nosso irmão, e o amávamos. Agora esse homem, Hércules, matou nosso irmão ensandecido, e agora todos sabem o que foi passado lá. E hoje eu tenho total consciência de que apesar de já termos vingado e feito justiça sobre muitas mulheres do nosso tempo, que não fomos, até hoje, mais do que cortesãs egoístas que só cuidam do que lhes interessa.

A Rainha das Amazonas se volta novamente para as irmãs, e sentencia:

– Se algum dia eu mereci esse cinturão, não mereço mais. Nenhuma de nós. Ele deve ir para quem realmente zela pelo nosso mundo, e pelo bem estar do nosso sexo. Entregarei o Cinturão para Hércules sem resistência ou derramamento de sangue. Está é minha palavra final como sua irmã mais velha… e como sua soberana.

Antes de partir, ela ordena:

– Pentesiléia, você virá comigo para anunciar minha decisão ao resto da Corte, e aguardar a chegada de Hércules. Melanipe, junte-se a nossas irmãs junto à vigília na costa, elas não podem ficar sem sua presença. Antíope, arme-se e vá para a Torre de Guarda, vigiar as Fogueiras de Tróia… falhamos para com a Trácia, não podemos falhar para com as troianas, se elas nos convocarem.

Hércules se aproximava do porto de Temíscira, e já via uma barcaça com três mulheres armaduradas se dirigir em sua direção. “As Amazonas não perdem tempo”, pensou enquanto calmamente tomou de sua clava, e pousou-a no ombro, aguardando pela aproximação delas, sem contudo jogar sua âncora.

– Alto, forasteiro! Você está nas terras sagradas de Temíscira, e aqui, sua presença masculina imunda não é tolerada! Dê meia-volta em seu barco, se não quiser ser enterrado no fundo da baía! – disse a Amazona à frente das outras, baixa o bastante para que ele visse que as outras duas lhe apontavam lança e flecha.

– Sou Hércules, servo do Rei Euristeu de Micenas. Vim para parlamentar com sua Rainha. E apenas com ela. Levem-me até ela, ou tragam-na até aqui, se preferirem. Mas não partirei sem cumprir meu dever.

As Amazonas saltaram no barco do semideus, ainda apontando suas armas, com sua líder gritando:

– Como ousa falar nesse tom com uma Amazona de Sangue Real? Faremos assim, então… se partir agora, nós o deixaremos viver, homenzinho sujo… se deixar sua língua como tributo a nós…

– Sangue Real, você disse? – falou Hércules sorrindo.

O Filho de Zeus passou num piscar de olhos pela líder, se dirigindo para as outras guardas. Uma flecha e a lança voaram na direção dele, mas com um giro, se quebraram contra a Couraça de Neméia nas costas de Hércules. Com um empurrão dele, as duas foram lançadas de volta para o barco delas.

A líder sacou sua espada e investiu. Hércules ofereceu sua cabeça resguardada, e viu os olhos dela se arregalarem quando a arma se quebrou contra a Couraça invulnerável. Na sequência, ele ergueu-a e a colocou deitada sobre um dos ombros, seu braço forte a mantendo presa ao seu corpo.

– ME LARGUE, SEU ANIMAL FEDIDO!!! – gritou Melanipe, batendo suas mãos contra as costas do Enteado de Hera.

Hércules se voltou para as guardas atônitas, e disse a elas:

– Voltem para o Palácio e avisem a Rainha que esta menina birrenta ficará comigo, até que ela aceite falar comigo. Quando ela chegar, minha cativa será libertada. Vão.

Alcançou o barco das Amazonas, e com um movimento do seu outro braço, o colocou em rápido movimento de volta para a costa.

– Enquanto isso, mocinha, deixemos a correnteza nos deixar no porto. Atracarei lá e esperarei no barco. Não se preocupe, não sujarei sua terra pura com… minha presença imunda – ironizou Hércules.

– JÁ DISSE PARA ME LARGAR, SEU PORCO! VOCÊ ME SUJA COM O CONTATO COM ESSE CORPO IMPURO! – gritava histérica Melanipe.

– Aquiete-se. Você não será ferida ou molestada. Mas está molestando os meus ouvidos. Cale-se, ou alegremente irei amordaçá-la, menina. – disse calmamente o Campeão de Micenas, sentando-se sem largar a Princesa de Temíscira.

À tarde, tudo fora acertado. Hércules estava a uma ponta do cais, segurando Melanipe, enquanto uma comitiva numerosa de Amazonas chegava. Uma mulher madura, a única sem trajes de guerra, seguia serena à frente de uma comitiva de mulheres de atitude pouco convidativa, e armas menos convidativas ainda.

A uma certa distância, com um gesto da líder, as Amazonas pararam, e ela seguiu sozinha.

Na metade da distância dela até ele, Hércules soltou Melanipe. Ela cuspiu contra o rosto do semideus e foi em direção de sua irmã, ainda gritando:

– VOCÊ VIU O QUE ELE FEZ COMIGO, IRMÃ??? ELE ME ENVERGONHOU EM FRENTE DE TODO O NOSSO POVO! QUERO ESSE MACHO SUJO MORTO AGORA MESMO!

– SILÊNCIO, Melanipe. Você me envergonhou também com sua conduta, mais do que eu posso tolerar. Desapareça da minha frente! – ordenou Hipólita, vendo sua irmã beligerante abrir caminho entre as Amazonas.

Hipólita tomou fôlego antes de começar a falar:

– Perdoe o comportamento de Melanipe. Ela é uma Amazona muito zelosa, e nossas práticas só permitem o contato com outros homens no Festival de Afrodite. Sou Hipólita, Rainha das Amazonas.

– Sou Hércules, Servo de Euristeu. Vim a mando de meu Senhor e Rei clamar seu Cinturão, Majestade. Não vim em busca de guerra, mas não partirei sem ele.

– Soubemos dos seus feitos na Trácia, e deduzi seu objetivo assim que os rumores disseram que estava vindo para cá. Soubemos de seus outros feitos também, e o congratulo pelo seu heroísmo e coragem, Hércules.

– Apenas cumpri meu dever, como o farei até minha liberdade ser devolvida.

– Conhecemos o significado disso. Vê aquela Torre, a mais alta com exceção do palácio? – disse Hipólita, apontando para uma construção – De lá vigiamos o Reino de Tróia. Se uma fogueira é acesa ao Oeste, no topo de um monte, é sinal que, conforme acordos ancestrais nossos, devemos ir até as terras troianas em socorro deles.

– Mas antes de lhe entregar o que busca, há algo que desejo lhe dar, Filho de Zeus – disse A Rainha de Temíscira, colocando sua mão por dentro de seu manto.

Antes porém que ela tirasse a mão, um burburinho aumentava entre as outras Amazonas. Ele cresceu até que uma delas gritou a plenos pulmões:

– ELE VAI SEQUESTRAR NOSSA RAINHA! HOMEM IMUNDO! VIOLADOR MALDITO! MATEM-NO! MATEM-NO!!!

Com gritos de guerra ensurdecedores, as Amazonas correram contra Hércules, sedentas de sangue.

Hipólita grita para as Amazonas pararem, mas seu clamor lhe abafa totalmente a voz. Ela se volta contra Hércules, a mão ainda no manto, e diz:

– HÉRCULES! NÃO AS MACHUQUE! O CINTURÃO É SEU! LEIA! O CINTUR –

Sem conseguir ouvi-la, Hércules toma o conteúdo da mão de Hipólita, arranca o cinturão de sua cintura, e junto com um golpe certeiro de sua clava contra a Rainha, grita “TRAIDORA!”.

Hipólita é arremessada ao mar, caindo imóvel por entre as ondas.

As Amazonas param sua corrida, paralisadas pelo ato. Alguns instantes depois, algumas saltam ao mar para buscar sua Rainha, outras caem ao chão em prantos, e as restantes investem selvagemente contra Hércules.

Enquanto as trombetas de Temíscira soam convocando o exército, Hércules golpeia incessantemente com sua clava, esmagando as Amazonas aos pares e aos trios, sempre se posicionando de forma que as armas de longa distância colidam contra sua couraça. Quando o número das atacantes reduziu o bastante, e antes que mais reforços chegassem, saltou em seu barco, e deixou lentamente o porto.

As Amazonas atacavam o barco com lanças e flechas, mas não conseguiam boa mira, por conta do grande número delas que pranteava sua Rainha, já trazida para o cais, mas morta instantaneamente pelo golpe de Hércules.

O semideus olhou então seu prêmio, o Cinturão… e o que ela tinha nas mãos, um pergaminho ricamente decorado, ambos sujos com o sangue da Rainha. Ele leu o texto… e sentou-se desolado ao ver que se tratava de uma confissão da inação das Amazonas quanto ao problema da Trácia, e a admissão de que Hércules era merecedor do Cinturão.

Ele olhou novamente para o porto. Estava próximo o suficiente, para que ele visse um pavão pousado sobre uma coluna próxima do corpo de Hipólita. E ele sabia que não existiam pavões nessa terra.

Um tapa seu contra a embarcação a agitou fortemente, enquanto ele dizia na direção de Temíscira:

– Eu sinto muito por tudo ter terminado assim, Hipólita. Mas fomos, eu e você, traídos. Maldita seja, Hera.

Alguns dias afastado de Temíscira, Hércules estava apreensivo. O Cinturão se mantinha sujo de sangue, por mais que o lavasse.

Ele olhou para Oeste. Havia algo diferente. No alto de um monte, uma luz estava acesa. A luz de uma enorme fogueira.

Tróia pedia pelas Amazonas. E elas, transtornadas pelo pranto por sua Rainha, não atenderiam.

Hércules olhou para o Cinturão, e disse:

– Você me deu seu último dever, antes e mesmo que eu tivesse tirado a sua vida, Hipólita. E eu o cumprirei para você.

O barco de Hércules mudou de rumo, sem demora, para as terras do Rei Laomedonte de Tróia.

O Filho de Zeus percebia que algo havia de muito errado nas proximidades de Tróia. Os pássaros marinhos estavam ausentes, e quase não se viam cardumes nos mares.

Após um tempo, naquele mesmo dia, um som começou a se destacar sobre o mar. Um som conhecido. Gritos de mulher. Vinham de uma pedra apenas ligeiramente destacada sobre a maré, onde ele agora podia ver uma mulher sobre ele.

Os gritos se tornaram palavras palpáveis agora:

– Por favor, SOCORRO, me tire daqui, pescador! Não quero morrer aqui!

Hércules respondeu:

– Acalme-se, mulher, estou a caminho! Quem é você?

– Sou Hesíone, Princesa de Tróia! Meus pais afrontaram aos Deuses, e eles me entregaram para ser devorada por um monstro marinho para salvar a cidade!

– Suas mulheres pediram por ajuda distante, e a Rainha Hipólita me enviou em nome dela, jovem Hesíone. Irei libertá-la assim que eu…

As palavras de Hércules são interrompidas por forte borbulhar na água. Hesíone grita:

– É tarde demais! Vá embora! Salve sua vida!

As palavras de Hesíone se transformam em gritos de puro horror quando do meio das bolhas, emerge uma espécie de serpente marinha, porém com braços.

Hércules, ao ver o monstro se colocar entre eles, se lança ao mar, e nada com todo o vigor de seu corpo de semideus em direção dela.

Antes porém que ele possa chegar até a pedra, os braços do monstro rompem as correntes, e a seguram sobre sua cabeça… e a largam, fazendo Hesíone entrar inteira pela boca do monstro.

Hércules, emergindo onde Hesíone estava, é tomado por viva indignação. Toma impulso, e salta sobre o corpo do monstro, lutando contra ele. Quando enfim é erguido, espera até estar na altura suficiente… e se liberta, entrando também pela boca do monstro, ainda com seu alforje nos ombros.

O monstro urra profundamente… e volta a nadar, indo para mais perto da costa de Tróia. Ele se detém sobre alguns rochedos, perto da praia, e com mais um rugido, se deita sobre as pedras, para digerir sua real refeição.

A tarde passa, e alguns aldeões veem o monstro à distância, e chamam outros. Um grupo se forma, observando o monstro adormecido, e lamentando a sorte de sua princesa. Ao cair da noite, todos se foram… com exceção de um rapaz, trajando porém as roupas finas da realeza troiana.

Ele observa o monstro, o rosto em lágrimas, mas como que a esperar.

Ele vê o monstro erguer a cabeça, procurar em torno de si, gemer de forma curta, até urrar de dor. Ele grita continuamente… até sua cabeça pender mole, com a língua para fora.

Ele olha assustado, até ouvir um som como de uma cortina se rasgando, primeiro de forma abafada, depois de forma aberta… até que um rasgo se forma no meio do corpo do monstro, seguido de um rugir ainda maior do que o do monstro.

O susto dele se transforma em alegria… quando ele vê Hércules emergir de dentro do corpo do monstro com Hesíone nos ombros. Ele está nu, com várias queimaduras, e totalmente sem pelos, assim como ela… mas ambos estão vivos.

O jovem toma uma das tochas deixadas na praia, e a agita para o salvador de Hesíone, que reúne suas últimas forças para nadar para a praia com ela.

Deixando o corpo da jovem ao seu lado, Hércules se deita, exausto de sua provação.

O rapaz sacoleja o corpo de Hesíone, acordada também, mas exausta, e diz:

– IRMÃ! Você está viva! Eu sabia que você não iria morrer! Eu vi esse homem e o que ele fez, eu sabia que ele não iria te deixar morrer!

– Meu… pequeno… Príamo… sempre… tão… confiante… – disse quase desfalecendo a princesa troiana.

– Hesíone, já disse para não me chamar assim! Sou teu irmão mais velho, e me chamo Podarces! Po-dar-ces! – disse cruzando os braços, o primogênito de Laomedonte.

– Mas é o melhor negociante* que eu conheço… e o mais baixo dos meus irmãos… não poderiam ter te dado melhor apelido que eu… – sorriu de volta Hesíone.

(* Nota do Diomedes: Príamo em grego arcaico significa “aquele que compra”)

– Vocês dois, esperem aqui! Vou pedir aos guardas para levá-los ao palácio! Papai ficará feliz em saber! – disse antes de correr em disparada, o futuro Rei de Tróia.

Após alguns dias, Hércules voltava a caminhar, mas seu semblante estava carregado.

Assim que recuperou suas forças, ele foi ter com o Rei Laomedonte pelo seu ato hediondo. Ele reconheceu seu erro em particular para o semideus, posto que o sacrifício de Hesíone não foi pedido pelos Deuses, mas um ato de desespero e covardia – um ato que fez a Rainha Temiste pedir ajuda para as Amazonas.

Hércules disse que pela vida de Hesíone, o Rei de Tróia nada lhe devia, pois ele atendeu ao chamado em nome das Amazonas, e que todos os agradecimentos eram devidos a elas.

Ainda sim, ele prometeu publicamente para Hércules entregar uma parte de uma manada de cavalos que recebera de Zeus, como que a devolvendo para seu beneficiário em penitência; mas no dia seguinte, foi expulso do palácio como um mendigo, pelos fundos, por toda a família real, com exceção de Hesíone. Hércules então deixou o palácio, prometendo retornar um dia e cobrar de Laomedonte e de sua família, sua dívida para com ele, e para com seu pai Zeus.

Enquanto caminhava pela estrada vazia, ele se lembrou do Cinturão, e o procurou em seu alforje.

Ele o encontrou. Limpo e imaculado, como tivesse sido entregue agora mesmo por Hipólita.

Hércules olha para o alto, e diz sozinho:

– Tenha seu descanso nos Campos Elísios em paz, Rainha. Tua dívida com os troianos foi paga. E agora, também sei que me perdoou.

O Filho de Zeus recomeçou a andar. Sem dinheiro e sem um barco, seria uma longa viagem até Micenas… e para o Décimo Trabalho.

Não deixe de ler a explicação do mito no próximo artigo!

1 comentário

  1. Cidi

    As palavras de Hipólita soam como uma sina… Alguns homens desde o passado se dedicando à evolução da humanidade, enquanto as mulheres cuidam dos seus interesses. Ao menos na mitologia uma mulher teve a coragem de admitir que seu gênero não faz nada além dos seus interesses…

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