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mar 03 2014

A psicologia do ódio

psicologia ódiotraduzido por Thoth, da Equipe Búfalo de Tradução

por Paul Elam, do A Voice for Men

Anos atrás, em outra vida, eu apresentei em seminários e conferências que forneceram  educação continuada em unidades para re-certificação de profissionais. Em um módulo em particular, eu usei um quadro portátil em uma sala em frente ao qual meu público esperava. Sem me apresentar ou dizer qualquer outra coisa, eu usei uma caneta para escrever as palavras “Os homens são …” na parte superior do tabuleiro, e depois silenciosamente convidei o público a terminar a frase.

Quase invariavelmente, “porcos” ou “cães” foram as primeiras palavras, acompanhados por uma sala cheia de risadinhas. Eu aceno com a cabeça e anoto-as no quadro e volto-me para a platéia, ainda em silêncio, pedindo mais.

“Controlador “, diz um. “Com medo de compromisso”, diz outro. “Agressivo”. “Macho”, “Com medo de intimidade.” “Violentos”. “Sexista” e “sedentos de poder.” Vários adjetivos pejorativos, e quase unicamente pejorativos, veio da audiência até o quadro estar cheio.

Eu, então, viro o quadro para o lado oposto. “As mulheres são … ” foi a sugestão, e as respostas foram ainda mais rápidas do que quando eles estavam definindo os homens. “Forte “. ” Capazes”, “Poderosas”, “sensíveis”, “educadoras”. E assim por diante voavam da platéia para o quadro como uma saraivada de flechas, até que esse lado também estava cheio.

“Vocês imaginam,”, perguntei, dando uma pausa estratégica para um gole de água “que estas respostas nos dizem muito sobre a natureza real do sexismo na nossa forma de ver homens e mulheres?”

Fazendo-lhes uma pergunta com palavras reais ditas por eles buscava atira-los num loop, porque a resposta a essa pergunta era quase invariavelmente uma sala cheia de rostos cognitivamente dissonantes e perplexos. E essa confusão geralmente deu lugar à irritação, claramente contra mim, apesar de cada resposta em ambos os lados do quadro terem vindo deles. E, a propósito, quem eram os participantes desta multidão? Eles não eram contadores ou enfermeiros, professores ou consultores financeiros.

Eles eram profissionais de psicologia.

Eles eram conselheiros, psicoterapeutas, assistentes sociais e outros; as próprias pessoas que gostam de imaginar possuir a objetividade de superar a mentalidade do fanatismo e do sexismo. E essas pessoas, apesar de nossa vontade de acreditar em seus trabalhos, são as menos prováveis em realmente fazê-lo.

Eu queria por um pouco mais de pressão, então eu fiz mais perguntas. “Como isso pode afetar a nossa aliança terapêutica com os pacientes? – Isso poderia tornar nossas relações permissivas com as mulheres e punitivas com os homens?” E sempre, a pergunta final que eu perguntei foi “Não levamos o sexismo contra os homens, inconsciente ou consciente, em nosso trabalho com cada cliente? ” com essa pergunta a raiva geralmente era intensificada.

Em uma conversa, uma assistente social, saltou de sua cadeira e jogou seus papéis pra todo o lado. “Você é o machista”, ela sussurrou para mim, e saiu da sala. Mais tarde, ela escreveu cartas de reclamação tanto sobre o tema que eu abordei quanto de não subscrever a sua presença.

Bem vindo ao mundo maluco da psicologia.

Isto é um estudo revelador na psicologia do ódio. Na verdade, para descascar as camadas de fantasia da profissão , somos forçados a atingir uma conclusão mais preocupante. Psicologia é ódio. Pelo menos tal como é praticada na cultura ocidental.

É mais evidente no mercado da psicologia “popular”. Desde meados dos anos oitenta, muitos gurus da psicologia enriqueceram através da venda de seus livros. Livros como de Robin Norwood, Women Who Love Too Much, de Susan Forward, Men Who Hate Women and the Women Who Love Them e outros têm sido sucessos fugazes, todos baseados em estereótipos rígidos de homens que odeiam e as mulheres que amam, todos apenas sendo algumas  adições ao nosso quadro já lotado.

Algum tempo atrás, Karen Salmansohn apareceu em um segmento da Fox News para mulheres executivas. Ela recebeu uma ficha agradável para seu novo livro, Bounce Back. Eles poderiam ter, e provavelmente devem ter,  interesse em mantê-la, dado o seu crédito por sua publicação anterior, How to Make Your Man Behave in 21 Days or Less Using the Secrets of Professional Dog Trainers (N.T.: Algo como como “Como fazer seu homem se comportar em 21 dias ou menos usando os segredos dos adestradores profissionais de cães”). Eu não inventei o que está acima. Infelizmente, eu não preciso disso.

Atualmente, o rei da misandria Phil McGraw reinam nas avaliações, e não vai demorar muito para outros emergirem, lutando para serem o líder no linchamento moral do homem. Tudo que você precisa é de uma visão de mundo distorcida e um aceno da Oprah. E estes são apenas os vendedores ambulantes da mídia. Pelo menos, podemos dizer que os homens e mulheres que abraçam seus esquemas misândricos para fins lucrativos são apenas mais um grupo emburrecido em uma cultura de mídia dos emburrecidos.

Os mais culpados e perigosos são aqueles que tem o ar de legitimidade. Essas pessoas não escrevem, ou não ficam só nisso. Elas ensinam, fazem pesquisas , e mais terrivelmente, saem de suas zonas de conforto e ajudam a infectar o mundo e uns clientes ingênuos ao mesmo tempo.

O mundo da psicologia, em termos acadêmicos e práticos, se tornou uma arma no campo da política de gênero. Quase toda a pretensão de objetividade e integridade acadêmica foi jogada no lixo por ideólogos que estão usando o disfarce repugnante de ajudar os profissionais para promoverem sua agenda. Se você acha que isso é exagerado, continue a leitura.

O site Allaboutcounseling.com é supostamente uma fonte de informação e encaminhamento para as pessoas que procuram os serviços de psicologia. Mas, na realidade, ele é um portal que induz as mulheres à mentalidade de que é o flagelo vil da masculinidade que é a raiz de seus problemas. E eles oferecem o feminismo como a solução antes da primeira sessão ser reservada.

Alguns conselhos do site incluem alguns exageros detalhados sobre os fundamentos do feminismo e algumas garantias de que nem todas as feministas são lésbicas. Suponho que mulheres heterossexuais precisam saber disto. E é bom essa pré-venda para superar as objeções antes de serem levantadas. Pergunte isso a qualquer vendedor de carros usados.

O site ainda têm uma seção bem bacana promovendo uma nova masculinidade. Essas pessoas têm a chave para a re-engenharia dos homens, para o melhor, com a implicação de, é claro, a forma com o os homens são agora é um defeito e precisa de um conserto.

Parte dessa revisão é uma mordaça. Este é apenas um dos destaques, como aparece palavra por palavra no site.

Abertura – Para os outros (especialmente para mulheres ) as críticas aos nossos comportamentos e atitudes, ouvir, ouvir um pouco mais, e só falar se o crítico precisa de uma opinião.

Isto não é nem falar quando se fala. Isso é calar a boca e aceitar. Fale com permissão somente de qualquer mulher que atacá-lo. Ah…, os aspectos mais delicados da psicologia.

Eles têm muito mais lá. Estatísticas falsas suficientes sobre violência doméstica, estupro e abuso sexual para uma convenção feminista, e defesas firmes do feminismo amarradas diretamente com a mensagem de aconselhamento. Seu ponto final é claramente que a saúde mental para as mulheres depende delas abraçarem o feminismo, e com ele o ódio contra os homens. Este é um bom conselho para aqueles que procuram o amor e a intimidade, se alguma vez viram isso.

Neste ponto, nosso quadro negro já tem mais tinta nele do que quadro…

Eu gostaria de poder dizer que este foi o fundo do poço, que a infecção termina aí, mas ainda estamos lidando mais com os sintomas do que com a doença real.

Digite a Associação Americana de Psicologia, e sua Divisão 51 do grupo  The Society for the Psychological Study of Men and Masculinity. (SPSMM).

Aqui estão dois dos pontos principais da sua Missão:

1 – Promover esforços para corroer e restringir as definições de masculinidade que, historicamente, inibiram o desenvolvimento dos homens, a sua capacidade de formar relacionamentos significativos e que têm contribuído para a opressão de outras pessoas;

2 – Reconhecer sua dívida histórica para estudos feministas de inspiração, e comprometer-se a apoiar grupos como mulheres, gays, lésbicas e pessoas de cor que foram oprimidas exclusivamente pelo sistema de gênero/classe/raça.

E com ela vai o último pedaço restante de quadro. Os homens são defeituosos, desgraças perniciosas para a sociedade civilizada, incapazes até mesmo de ter amor saudável e conexão emocional. O feminismo, é claro, a ideologia que assim calunia-os, é a resposta.

Mesmo os nossos especialistas mais reverenciados na natureza humana estão falando tais barbaridades.

E é assim que eles fizeram na antiga União Soviética. É prudente considerar que estamos na era dos Gulags descritos por  Solzhenitsyn, onde dissidentes políticos eram tratados com mão de ferro, onde a maioria dos dissidentes foram presos em “sanatórios”, onde a lógica é que se você não concorda com o Estado, deve haver algo de errado com a sua cabeça.

Isto também foi uma estratégia – sim, dele mesmo – do regime de Hitler, para envenenar as mentes da população com desinformação sobre os judeus, preparando as pessoas a olharem para o outro lado enquanto milhões eram mortos em nome da criação de uma raça superior.

Os planos para os homens podem ser menos radicais e de maior duração, mas estão a acontecer no entanto. Os homens estão sendo marginalizados ano após ano. Seus números nas salas de faculdade estão diminuindo nos EUA. Eram 42% na última contagem. Eles são 80% dos que perderam o emprego na atual recessão. Eles estão morrendo por suicídio e todas as outras formas de morte que faz com que a vida das mulheres se pareça férias em Fiji.

É algo louco saber que temos todo esse poder. Seria interessante saber como nós encontramos tempo para oprimir o mundo com ele, muito menos como achamos tempo para torcer nossos bigodes e dar risadinhas enquanto fazemos isto.

Mas a máquina do ódio anti-macho mantém a moagem continuadamente. O SPSSM e outros orgãos, sem dúvida, classificam o movimento dos homens como uma massa compartilhada de psicóticos, e seus ativistas em especial como ameaças para a sociedade. Na verdade, isso já está acontecendo.

Eu costumava me lembrar sorrindo sobre o modo como aquela assistente social  fez uma birra na minha sala. Era uma imagem engraçada. Mas isso foi há alguns anos. Na época, eu sabia que o sexismo estava lá, mas não tão profundamente enraizado como é hoje. E eu, ingenuamente, pensava que ela iria embora e ficaria por isso.

Hoje eu não estou sorrindo mais disso.

fonte: http://www.avoiceformen.com/misandry/abc2020-the-psychology-of-hate-abc2020/

8 comentários

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  1. Euzinha

    Quando minha mãe se casou, ela deixou seu emprego para cuidar da casa e para que meu pai passasse a ser o provedor. Assim que engravidou e me teve, cuidou de mim até que crescesse e fosse para a escola, só depois disso voltou a trabalhar (apenas na parte da tarde, pois de manhã cuidava de mim). Fez o mesmo quando foi a vez do meu irmão, largou o trabalho para ficar com ele até chegar a hora de ir para a escolinha e depois sempre trabalhou apenas no período da tarde, pois de manhã cuidava de nós dois, nos levava para a natação, enfim… Meu pai trabalhava, provia, nunca fomos ricos, mas tínhamos tudo, principalmente, uma estrutura familiar perfeita! Hoje tenho 32 anos e tenho certeza que o problema que mudou tudo da minha geração pra cá, foi isso… Foram se perdendo as estruturas familiares… As mães não ensinam suas filhas como se portarem, na maioria das vezes estão mais preocupadas com si mesmas do que com os filhos e essa falsa liberdade que o feminismo criou transforma as mulheres em produtos…. Sou chamada de careta, mas me incomoda ver o tanto de bunda e peito que se mostra hoje em dia, eu teria vergonha de ver uma filha minha se vendendo dessa forma e sei que meu pai teria vergonha se fosse eu. Os valores foram perdidos, as pessoas se casam por casar, as mulheres engravidam para segurar homens e depois não cuidam das crianças (afinal que amor há nisso)…. Sei lá… Só pensando….

  2. Luiz Alberto da Silva Lima

    Se eu fosse Deputado Federal, o feminismo já teria sido criminalizado há muito tempo!!!

  3. rodolfo

    Bacana o artigo. Esse experimento que ele explica no início é um tapa na cara de gente dissimulada, e é um bom artifício para palestras.

  4. Anjo Censurado

    Assunto relativo…
    Coluna publicada no jornal Tribuna do Norte de Apucarana-PR, por Sonia Aracy no dia 22/02/14:
    “MACHISMO? Apenas 42% dos homens ainda acham que devem prover o sustento da família – segundo pesquisa do Families and Work Institute. Esta e muitas outras porcentagens estão no livro o Poder das Mulheres Fortes, de Marcus Buckingham, que a Sextante lança em março. Em 1977, esse índice era de …74%. Foram entrevistadas 46 mil pessoas, em vários países, num período de 40 anos.”
    Não questiono os dados, mas faço questionamentos sobre a “evolução” que isso representa, Pq não comparar a evolução destes dados com o número de mulheres com problemas psiquiátricos ou que tomem remédios anti-depressivos ou parecidos? O número de crianças envolvidas em crimes? De desquites? Existe algum índice auto-declarado de felicidade?! seria interessante um paralelo! Lógico que os homens não querem mais prover, quando encontrar uma que vale a pena prover ou dividir as contas eu me caso, mas ta dificilll….

    1. edu

      E a maioria não quer prover por quê? Porque sabe que estas que estão à espera de provimento, são balzacas e/ou vadias e não mulheres honradas.

  5. Punisher

    Nojento, simplesmente nojento. É o gramscismo em sua mais clara expressão.

  6. Fb

    Excelente artigo, dissecando como está enraizada a misandria na nossa sociedade…

  7. Felipe Reis

    O mais incrível de tudo é que todas essas ‘qualidades’ direcionadas aos homens, também servem e muito para as mulheres, principalmente nos dias atuais.

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