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set 26 2013

Repressão, liberdade e o mundo Asteca: algumas reflexões

astecapor Rookh Kshatriya

Eu sei que tenho alguns leitores do México, esta terra obscura e viril cheia de ruínas exóticas e mistérios fascinantes. Tempos atrás eu reli um livro que tinha encontrado a uns 20 anos atrás, o romance histórico “Orgulho Asteca” de Gary Jennings. Este maravilhoso romance nos trás reflexões muito interessantes, expondo a disfunção repressiva que atinge o coração da cultura anglo saxã e como isto se exprime de forma suprema com o movimento feminista misândrico. . Gary Jennings passou mais de 10 anos no México pesquisando a cultura local para poder escrever seu livro, se dedicando tanto a esta missão que chegou a aprender a esotérica arte da escrita asteca e o Nahuatl, a língua antiga da região. Esta imersão total na cultura asteca mostra seus frutos em seu livro, que nos mostra um sofisticado mundo de comércios, guerras e disputas políticas totalmente livre da repressão anglo saxã – ou melhor dizendo, Ocidental – e sua misandria crônica.

O narrador fictício é um certo Mixtli, filho de hábeis artesãos que por seu bom julgamento e pela sorte crescem até chegar a classe mercantil e por fim, por um curto período durante a conquista espanhola do México, até a nobreza asteca. Suas memórias “autobiográficas” são cheias de aventuras e jornadas extraordinárias nas três nações do mundo Nahuatl, sem falar também dos fascinantes povos da América Central, incluindo os Maias, com quem eles praticavam o comércio.

A luz que os Astecas nos joga sobre a questão do mundo atual é muito interessante. A cultura asteca era galante, masculina e viril, sem nenhum traço da misandria feminista ou do “apaziguamento” feminino. Esta civilização “masculina” floresceu porque os astecas eram totalmente livres de repressão sexual. Consequentemente, a mulher asteca não tinha nenhum status intrínseco no antigo México apenas por ser mulher, só tinha o status baseado em sua classe social de nascimento. Isto nos mostra que o feminismo não teria como existir no contexto de uma cultura realmente liberada. Quando o sexo é tratado como um produto precioso e escarço ele vira uma espécie de sacramento conferido pelas mulheres ao homem, assim criando um clima misândrico que permite tanto o surgimento de um movimento feminista quanto a marginalização do homem.

Não importa aonde Mixtli vá, belas jovens estão disponíveis para seu entretenimento sexual. Em cada estalagem de beira de estrada há um prostíbulo adjacente a ele, com suas camas, bebidas e refeições disponíveis. Uma dedicada prostituta está sempre disponível, servida como uma taça de vinho ou uma boa refeição, um corpo aberto ao aproveitamento masculino. A doentia repressão saxã é inexistente no mundo Asteca – e com isto, o odioso feminismo misândrico de variante anglo saxã.

O que acabei de mencionar acima ilustra muito bem a íntima relação entre a repressão sexual e o feminismo. Em culturas repressivas, o status feminino automaticamente é elevado como “portadoras” do sexo, enquanto o macho é denegrido como meros seres sexualizados. O feminismo misândrico surge de tais condições tão díspares, e com ela a viciosa misandria que define a anglosfera contemporânea. Na verdade a cultura anglo saxã com sua doentia “homossocialidade”, sua misandria endêmica e a glorificação do feminino exemplifica os perigos da repressão de forma muito clara.

Tempos atrás, a mídia britânica abusa da humilhação contra os famosos jogadores de futebol Peter Crouch e Wayne Rooney pelo simples fato deles se servirem dos serviços de prostitutas. Este opróbrio hipócrita e histérico nos mostra muito bem o puritanismo repressivo que ainda caracteriza o mundo anglo americano. Se homens jovens, saudáveis e viris desejam um sexo casual, qual é o problema? Eles estão apenas expressando os saudáveis instintos de um macho jovem. Para confirmar ainda mais esta agenda puritana, entretanto, a mídia inglesa reflexivamente execra Rooney e Crouch como monstros depravados apenas por terem agido como homens adultos saudáveis. Abaixo desta retórica raivosa, a cultura anglo saxã tem como característica inerente considerar os apetites sexuais saudáveis como algo “pervertido” e “pecaminoso”, assim demonizando todos os homens por tabela. Vejamos os resultados disto: a falha educacional do homem (mesmo tendo uma inteligência superior), taxas rampantes de suicídio masculino, a “feminização” da vida intelectual anglo americana, e muitos outros efeitos nefastos.

O contraste com o mundo masculino livre de Mixtli é ardente e absoluta. Na sociedade asteca, o homem poderia experimentar uma total liberação e a mulher não tinha poderes; na anglosfera contemporânea, o homem é suprimido sexualmente e a mulher tem todo o poder. Claramente, o feminismo tende a florescer onde a liberdade sexual masculina é nula, e é por este motivo que nossa cultura nutre a forma mais misândrica de feminismo existente. O que comprova nossa tese, mais uma vez.

fonte: http://kshatriya-anglobitch.blogspot.com.br/2010/09/repression-freedom-and-mexicatl-one.html

4 comentários

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  1. Motta

    Muito bom, assim que li artigo logo tratei de ir procurar o livro. Estou lendo e devo ressaltar que o livro é viril. Tem muitos ensinamentos do pai de Mixtli. É uma lição de virilidade e honra pra todos que se interessarem em ler.

    aqui o link do livro online (em inglês)
    http://pt.scribd.com/doc/133347101/Aztec-Gary-Jennings-pdf

  2. laveley

    Discordo bastante deste artigo.

    Na verdade, tudo que esse cara argumenta é exatamente o oposto do que está ocorrendo.

    Ele critica a “repressão sexual” da sociedade anglo-saxã mas parece não ter se dado conta que essa mesma sociedade nunca, em nenhum momento algum de sua história, jamais teve tanta liberdade sexual como há hoje em dia. E ISSO É JUSTAMENTE UMA DOS ORIGENS DO MAL FEMINISTA.

    Pegue a civilização que mais reprime a sexualidade do mundo, que é a árabe, e veja se o feminismo tem algum poder por lá.

    E ai? Qual a explicação do autor do texto? Repressão sexual não gera feminismo e “poder” pras mulheres?

    Por favor…

    Há um documentário interessante (por hora não me recordo do nome) a respeito da sexualidade masculina nos países árabes. O documentário demonstra como que a maioria dos homens árabes não possuem qualquer contato com outras mulheres que não sejam da sua família até a fase adulta, aos 20 e poucos anos, quando terminarão os estudos, começarão a trabalhar e adquirirão o direito de ter uma esposa. Detalhe: em muitas culturas os casamentos são arranjados, por conta disso o pobre coitado não tem nem direito a escolha, vai ter que se contentar com o que vier mesmo.

    O resultado disso é que a maioria dos homens dessa cultura tem apenas uma parceira sexual por toda vida.

    A exceção são aqueles muito ricos que possuem o direito de ter mais de uma mulher (mas esses são minoria absoluta).

    A prostituição é bastante reprimida nessas nações também. Por conta disso, o homem árabe comum está realmente perdido em termos de sexualidade. Vai ter de se contentar com a sua esposinha, seja ela feia ou bonita (não é atoa que eles tem tantos filhos, não é mesmo?).

    Ele também se esquece que a “repressão sexual” é para ambos os lados, tanto o feminino quanto o masculino. Se os dois jogadores de futebol citados são condenados pela sociedade por frequentarem prostíbulos abertamente, o que falar de alguma famosa que saia pra “rodar a bolsinha” por ai? Será manchete de jornal e taxada de p*ta pela sociedade no mesmo instante.

    Se você pegar as sociedades puritanas de antigamente, o cafajeste era tão socialmente reprimido quanto a vadia. Hoje em dia ambos são glorificados. Vai dizer que não?

    São poucas as sociedades que ainda abrigam algum tipo de pudor quanto a isso (a inglesa sendo uma delas). E nego ainda vem me falar de repressão sexual.

    Que repressão sexual, cara-pálida?

    Se as coisas continuarem do jeito que estão, nossos filhos sairão nas ruas e vai ser normal pra eles ver suruba em praça pública.

    Uma coisa que eu vejo dentro da real é essa preocupação tosca que o feminismo vai acabar com a prostituição. Pelo amor! É justamente o contrário caralho!!! O que o feminismo está fazendo é apenas trocar uma prostituição a moda antiga por uma prostituição velada, MAS EM QUE O PROCESSO É EXATAMENTE O MESMO!

    A vida do cafa nunca foi tão fácil como o é na sociedade moderna!!!

    Antigamente (na época dos nossos avós/bisavós) o cara comum que queria comer uma buça não tinha muitas opções: ou arranjava uma namorada (com direito a ir na casa da moça e encarar o sogrão pra pedir permissão pro namoro) ou ia pra zona e pagava por sexo.

    Hoje não é necessário nem um nem outro.

    NUNCA FOI TÃO FÁCIL ARRANJAR UMA BUCETA “DE GRAÇA” NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE!

    Hoje em dia tu arranja buça sem nem precisar sair do conforto do lar: abre a porra do badoo e em 2 horas tu arranja uma pra descarregar o saco. Só vai gastar com gasolina e motel, as vezes nem isso.

    “Vejamos os resultados disto: a falha educacional do homem (mesmo tendo uma inteligência superior), taxas rampantes de suicídio masculino, a “feminização” da vida intelectual anglo americana, e muitos outros efeitos nefastos.”

    Se isso é resultado de alguma coisa, com certeza não é da tal dita “repressão sexual” tanto quanto da liberalização sexual, cada vez maior na sociedade anglo
    saxã atualmente.

    O autor parece que nunca abriu um livro de história na vida: glorifica a putaria generalizada do antigo império asteca e critica o puritanismo anglo-saxão, mas parece se esquecer que a civilização asteca se extinguiu a muito tempo atrás e o puritanismo foi justamente um dos maiores responsáveis por criar as bases éticas e morais que levariam essas nações a serem as mais poderosas do mundo atualmente, tanto política, como economicamente, com destaque para os EUA.

    Puritanismo esse que estava em plena extinção até que essa última onda do neopentecostalismo recente surgiu (e não pensem que esse é um fenomeno brasileiro, nos EUA esse movimento tem muita força também, talvez muito mais que em terras tupiniquins).

    Se isso é bom ou ruim é outros 500. Mas culpar o puritanismo pelas mazelas da sociedade moderna é um disparate absurdo.

    E quem duvida da força que o puritanismo teve, que pegue o bloco dos 20 países mais desenvolvidos do mundo pra ver se 90% dali não tiveram bases protestantes/puritanas.

    Ou então vá ler max weber mesmo.

    Outra coisa:

    “Na sociedade asteca, o homem poderia experimentar uma total liberação e a mulher não tinha poderes; na anglosfera contemporânea, o homem é suprimido sexualmente e a mulher tem todo o poder.”

    O problema não é a mulher ter “poder” ou não. Mulher nunca vai ter poder em sociedade alguma se esse poder não for cedido de bom grado pelos homens. Não é atoa que nenhum matriarcado deu certo na história da humanidade. Pq sem nós, a engrenagem não gira. Mas por mais orgulhosos que possamos ser, temos que admitir uma coisa: sem o apoio delas a coisa também não funcionaria!!!

    E esse é outra das origens do mal: a mulher moderna foi deslocada do seu papel de principal apoio do homem para seu principal inimigo. A mulher hoje vê o homem como inimigo. Isso foi um grande mal que o feminismo fez a nossa sociedade. E não podemos achar que as tratando também como adversárias resolveremos o problema, justo pelo contrário, apenas iremos agravá-lo.

    1. Barãozin

      Ele também se esquece que a “repressão sexual” é para ambos os lados, tanto o feminino quanto o masculino. Se os dois jogadores de futebol citados são condenados pela sociedade por frequentarem prostíbulos abertamente, o que falar de alguma famosa que saia pra “rodar a bolsinha” por ai? Será manchete de jornal e taxada de p*ta pela sociedade no mesmo instante

      Tá louco?

      Meu, e essas cantoras que são exemplo de conduta? Atrizes, mulheres da mídia? Não se diferem mt de prostitutas.

      Viajou legal agora.

      Uma coisa que eu vejo dentro da real é essa preocupação tosca que o feminismo vai acabar com a prostituição. Pelo amor! É justamente o contrário caralho!!! O que o feminismo está fazendo é apenas trocar uma prostituição a moda antiga por uma prostituição velada, MAS EM QUE O PROCESSO É EXATAMENTE O MESMO!

      A vida do cafa nunca foi tão fácil como o é na sociedade moderna!!!

      Meu q tanto de merda. As vezes tu força a barra.

      Vamo lá.

      Essa liberdade q vc diz é pros DESTACADOS. Destacados.

      Pro cara “médio”, cortou a prostituição, tirou uma boa fonte do acesso ao sexo dele. O q sobra pra ele? Os restos.

      Aí vc me fala “ah, mas aí é só o cara se desenvolver!” E eu te falo grandes merdas.

      Não são mts homens q tem, nem diria o traquejo, eu digo a vontade de sair pegando geral por aí. Poucos são q nem o Renato Gaúcho, digamos, q tá nem aí com nada e sai passando a rola. Pra esses caras, essa “liberdade feminista” é algo perfeita. Porra, nesses países mesmo. Não é pouco cara q tem uma boa condição e não pega nada. Pq pra eles só sobra lixo. Pq é um cara mais tranquilo, quer logo arrumar lá uma mulher razoável e ficar na boa. E não acham. Ae o cara vai aliviar na zona, tem q se arriscar com polícia prendendo ele…

      Se o mundo virar uma putaria, não são os comuns q vão se aproveitar dela…

      O autor parece que nunca abriu um livro de história na vida: glorifica a putaria generalizada do antigo império asteca e critica o puritanismo anglo-saxão, mas parece se esquecer que a civilização asteca se extinguiu a muito tempo atrás e o puritanismo foi justamente um dos maiores responsáveis por criar as bases éticas e morais que levariam essas nações a serem as mais poderosas do mundo atualmente, tanto política, como economicamente, com destaque para os EUA.

      Mas é claro q se extinguiu.

      Ora, vem uma civilização mais avançada tecnologicamente e PASSA O CARRO em cima de vc, é claro q vai se extinguir. Digamos que aqueles marcianos do “Guerra dos Mundos” apareçam aqui e não tem aquele problema das doenças. Os EUA JÁ ERAM. O mundo já era. Vamos virar gado dos aliens.

      E veja q a vantagem da Espanha foi mais militar, pq social as coisas nem eram mt diferentes. Aliás, já li trechos de relatos dos conquistadores onde os espanhóis ficavam impressionados com a opulência e alguns dos avanços dos reinos da América Central. Claro, eles tinham suas deficiências como todo grande reino tem, mas esses caras não eram simples “selvagens”.

      Puritanismo esse que estava em plena extinção até que essa última onda do neopentecostalismo recente surgiu (e não pensem que esse é um fenomeno brasileiro, nos EUA esse movimento tem muita força também, talvez muito mais que em terras tupiniquins).

      Se isso é bom ou ruim é outros 500. Mas culpar o puritanismo pelas mazelas da sociedade moderna é um disparate absurdo.

      E quem duvida da força que o puritanismo teve, que pegue o bloco dos 20 países mais desenvolvidos do mundo pra ver se 90% dali não tiveram bases protestantes/puritanas.

      Ou então vá ler max weber mesmo.

      E o q foi o responsável pela expansão anglo saxã foi o capitalismo e o colonialismo, e não o puritanismo. Ah, pode falar, “mas o puritanismo incentivou isso!”. Ora, a Espanha nunca foi puritana e teve uma expansão fenomenal com seu colonialismo, e isso vindo de uma guerra ferrenha com os mouros. Outros reinos do Oriente também. Decairam, é claro. Como é normal de todo grande império. Como tá acontecendo com o domínio anglo americano atualmente. E como no futuro outros “reinos” serão mt mais avançados que os EUA são hj. Como a China tá sendo. E a China tem nada de puritana…

      Pode-se também falar “ah mas foi o incentivo puritano q criou tudo isso” e eu digo não. O q criou tudo isso foi o conjunto do conhecimento humano acumulado que por destino calhou dos ingleses notarem q podiam fazer algo melhor e dar um “passo a mais”. Parece q esse passo agora vai ser dado pelos asiáticos, q também usaram todo esse conhecimento acumulado.

      O problema não é a mulher ter “poder” ou não. Mulher nunca vai ter poder em sociedade alguma se esse poder não for cedido de bom grado pelos homens. Não é atoa que nenhum matriarcado deu certo na história da humanidade. Pq sem nós, a engrenagem não gira. Mas por mais orgulhosos que possamos ser, temos que admitir uma coisa: sem o apoio delas a coisa também não funcionaria!!!

      E esse é outra das origens do mal: a mulher moderna foi deslocada do seu papel de principal apoio do homem para seu principal inimigo. A mulher hoje vê o homem como inimigo. Isso foi um grande mal que o feminismo fez a nossa sociedade. E não podemos achar que as tratando também como adversárias resolveremos o problema, justo pelo contrário, apenas iremos agravá-lo.

      E quem tá falando q tem q ser inimigo ou não?

      O q ele tá falando aí é o seguinte: deu monopólio sexual pra mulher, VAI DAR MERDA.

      É basicamente isso o escopo do artigo.

    2. Leandro

      Meu Deus. Este Laveley só escreve merda.

      “Ele também se esquece que a “repressão sexual” é para ambos os lados, tanto o feminino quanto o masculino. Se os dois jogadores de futebol citados são condenados pela sociedade por frequentarem prostíbulos abertamente, o que falar de alguma famosa que saia pra “rodar a bolsinha” por ai? Será manchete de jornal e taxada de p*ta pela sociedade no mesmo instante”

      Ao contrário daquele direitor da CIA que foi descoberto em caso de adultério e se fodeu. Tiger Woods também se fodeu quando foi pego em caso com amantes e prostitutas. Por outro lado, a vadia do Crepúsculo, Kristen Stewart, é uma baita de uma vagabunda. E continua sendo uma das atriz mais bem paga. Não sofreu nenhum boicote.

      Vá observar a realidade, sua anta.

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