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ago 28 2013

Falácias da ONU quanto a questão de gênero

onu* traduzido por Durga, Fórum do Búfalo

por Carey Roberts

Em 1998, Gro Harlem Brundtland foi nomeada como a primeira mulher diretora-geral da Organização Mundial da Saúde. Muitos saudaram a sua nomeação como uma oportunidade há muito esperada para introduzir uma nova ética da compaixão feminina nos níveis mais altos das Nações Unidas.

Na verdade, a Dra. Brundtland era uma conhecida defensora dos direitos das mulheres. Em 2003, ela apresentou esta análise à Comissão 59 das Nações Unidas sobre Direitos Humanos:

Milhões de mulheres aceitam o seu mau estado de saúde como sua sorte na vida e educam suas filhas a fazerem o mesmo. Por quê? Porque elas têm sido atribuídas um status inferior e são vítimas de uma persistente desvalorização da contribuição das mulheres na sociedade.

Na mesma época, outras mulheres entraram em posições de autoridade e poder dentro das Nações Unidas. Agora, a perspectiva feminista permeia muitos dos serviços da ONU.

Este artigo examina os programas de saúde específicos por gênero na Organização Mundial da Saúde e outros órgãos principais das Nações Unidas.

Estado geral de saúde de homens e mulheres

Em praticamente todos os indicadores, a saúde dos homens é pior em comparação com a das mulheres.

Em quase todos os países ao redor do mundo, os homens têm uma expectativa de vida mais curta do que as mulheres. A disparidade varia desde 4,0 anos em Israel, para 5,4 anos nos Estados Unidos, e perturbadores 12,6 anos na Federação Russa. Estas variações não podem ser explicadas por meras diferenças biológicas.

Mais homens do que mulheres morrem de todas as três categorias principais de morte, segundo a Organização Mundial da Saúde (link fora do ar)

Morte por doenças transmissíveis:

Homens: 9,252,000 Mulheres: 8.495.000;

Morte por doenças não transmissíveis

Homens: 16,998,000; Mulheres: 15,856,000

Morte por lesões:

Homens: 3,415,000 Mulheres: 1,647,000; (NT.: Nada menos que mais que o dobro)

O suicídio é particularmente preocupante. A OMS relata que, globalmente, a taxa de suicídio é de 24 para cada 100 mil homens, em comparação com apenas 3,5 para cada 100.000 no sexo feminino. O relatório da OMS conclui: “A taxa de suicídio é quase universalmente maior entre os homens em relação às mulheres por uma razão agregada de 3,5 para 1″ (link fora do ar também, infelizmente. Os dados são de 2001)

A diferença de expectativa de vida entre os sexos deve piorar no futuro. De acordo com o estudos da OMS, é esperado um aumento na expectativa de vida das mulheres em países industrializados até os 90 anos até 2020. Quanto aos homens: “ganhos muito menores em termos de expectativa de vida dos homens foram projetados em comparação com as mulheres.

Neste contexto de disparidades generalizadas de saúde que afetam os homens, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu uma ampla gama de programas específicos para o sexo. Estas iniciativas incluem um Departamento de Saúde da Mulher da OMS.

Programas similares não existem para os homens.

A justificativa para esta omissão pode ser encontrada na Recomendação Geral 24 da Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW), que aconselha que:

“Deve ser dada especial atenção às necessidades e direitos das mulheres pertencentes a grupos vulneráveis ​​e desfavorecidos de saúde”.

Aparentemente, morrer em média de 5 a 12 anos mais cedo do que as mulheres não qualifica um homem como vulnerável ​​ou desfavorecido.

Problemas de Saúde relacionados à guerra

Em 2000, 233 mil homens morreram de ferimentos relacionados à guerra, em comparação com apenas 77 mil mulheres, segundo o Relatório Mundial da OMS sobre Violência e Saúde. Isso representa uma disparidade sexual de 3 para 1.

Um exemplo recente ocorreu no Afeganistão. Ao longo de um período de 10 anos, o Talibã aterrorizava moradores étnicos. Conforme documentado em numerosos relatórios da Anistia Internacional, as violações mais flagrantes dos direitos humanos foram dirigidas contra homens civis, que foram muitas vezes mutilados, torturados e mortos.

O Talibã também maltratava as mulheres afegãs, que foram proibidas de obtenção de emprego e freqüentar a escola.

Em 7 de abril de 2000, o Conselho de Segurança das Nações Unidas registrou suas preocupações com a situação perigosa no Afeganistão. Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas, eufemisticamente aludiu à “separação de homens de suas famílias”. Neste caso, a “separação” realmente significava “nunca mais se ouviu falar dele.”

O Secretário-Geral, Kofi Annan, em seguida, emitiu uma denúncia de maus-tratos a mulheres:

“O Conselho de Segurança condena as graves violações dos direitos humanos de mulheres e meninas, incluindo todas as formas de discriminação contra elas, em todas as áreas do Afeganistão, particularmente em áreas sob o controle do Talibã. Ele continua profundamente preocupado com as constantes restrições sobre o acesso aos cuidados de saúde, à educação e ao emprego fora de casa, e sobre as restrições à sua liberdade de circulação e de intimidação, assédio e violência. O Conselho registra os recentes relatos de progressos modestos em relação ao acesso das mulheres para determinados serviços, mas considera que essas melhorias incrementais, embora bem-vinda, ainda estão muito aquém das expectativas mínimas da comunidade internacional, e exorta todas as partes, especialmente o Talibã, a tomar medidas para acabar com todas as violações dos direitos humanos das mulheres”

Aparentemente, as restrições de mobilidade que o Talibã impôs sobre as mulheres eram mais perturbadoras para o Sr. Annan que as execuções em massa dos homens afegãos.

Seguindo essa mesma lógica, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1325 em 31 de outubro de 2001. A resolução faz esta afirmação extraordinária “civis, principalmente mulheres e crianças, representam a grande maioria das pessoas afetadas pelo conflito armado.

A resolução contradiz claramente as informações apresentadas acima pelo Relatório Mundial da OMS sobre Violência e Saúde.

Quando ocorre uma guerra, as populações civis são muitas vezes deixadas desabrigadas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, uma vez fez o seguinte apelo em seu site: “O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados … Um milhão de mulheres e crianças … desabrigados, famintos, desamparados“.

O Alto Comissariado das Nações Unidas não tinha nada a dizer sobre os homens que também estavam desabrigados, famintos e desamparados.

Outros tipos de violência

No geral, os números da violência contam 14% das mortes entre os homens, e apenas 7% das mortes entre as mulheres. Mas o relatório da OMS sobre Violência e Saúde aborda a questão de uma forma que minimiza os efeitos da violência sobre os homens.

Por exemplo, a discussão sobre as crianças soldado não faz nenhuma menção ao fato de que a maioria das crianças obrigadas a combater são do sexo masculino.

Uma tendência de tratamento similar aparece no do Relatório de violência doméstica. Apesar do fato de que mais de 100 estudos demostram que as mulheres são mais propensas a iniciar agressão ao parceiro que os homens, o capítulo sobre violência doméstica retrata o problema demonstrando uma agressividade unilateral do homem contra a mulher.

Mesmo que a violência seja um problema que afeta desproporcionalmente os homens, a OMS maliciosamente apresenta a informação de forma a implicar que as mulheres sofrem, de fato, um risco maior.

Agenda de gênero que deu errado


Graças aos esforços determinados de Eleanor Roosevelt, a Organização das Nações Unidas ratificou a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948. Esta Declaração é a aliança internacional que define e afirma os direitos humanos essenciais.

O artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito à vida: “Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” E o artigo 2º do tratado de Direitos Humanos proíbe especificamente a discriminação em função do sexo.

Mas a oferta preferencial de serviços de saúde aos grupos de menor risco é um caso claro de discriminação.

Algo deu terrivelmente errado. Os programas de saúde da Organização Mundial da Saúde e outras agências estão violando os princípios fundadores mais queridos da ONU. Sob o pretexto de promover a igualdade de gênero na saúde, o sexismo agora domina a ONU.

fonte: http://www.fathermag.com/authors/Carey_Roberts/002/column/articles/31830.shtml

7 comentários

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  1. Powie STR

    Post nervoso esse tá louco.

  2. Cavaleiro Negro

    Me retorcia na frente do computador ,lendo este texto.
    Tanto nos adultos ,como as crianças do sexo masculino ,somos deixado de lado(abandonados) em todas as questões,envolvendo direitos(saúde,educação,direitos humanos) .Mas no momento das obrigações somos nós os primeiros a serem lembrados.

    1. Punisher

      Exato. E sempre somos lembrados com uma chamada do tipo “seja homem!”.

  3. Steel

    To falando, ta faltando botão de like nos posts desse site!

    1. Barãozin

      Infelizmente o facebook bloqueou os posts do Canal por lá.

      Então nem adianta por botão de like, senão o compartilhamento é bloqueado…

      1. Brasileiro

        Barão, também está havendo um problema na atualização da linha do tempo da Central, dificultando saber o que está acontecendo nos muitos blogs que fazem parte. Imagino eu que seja algo fácil de solucionar.

        1. Barãozin

          Vou falar com o Sr. X. pra ele ver isso, ele é quem mexe com a Central.

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