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jul 04 2013

Uma amostra da histeria coletiva, 80 anos atrás

6gkpt7m*não deixe de ouvir o Real Talk Show!

traduzido por Durga, do Fórum do Búfalo

por John Dias, para o The-Spearhead.com

Eu assino um serviço chamado Netflix, e com ele eu sou capaz de receber streaming de vídeo on-line para o meu aparelho de TV. Hoje eu vi um filme de 1931, intitulado “M”, do cineasta Fritz Lang. Ele foi criado na Alemanha, e foi um dos primeiros filmes falados do cinema. O filme é legendado em Inglês, e está disponível no Youtube.

O filme retrata uma comunidade urbana que é tomada pela histeria em massa e o medo, enquanto os habitantes lutam para rastrear e identificar um assassino de crianças. A polícia lança mão de todos os seus recursos para encontrar o assassino, mas depois de oito meses, eles ainda não têm nenhum nome ou pista para mostrar e justificar seus esforços. Um dos problemas que a polícia enfrenta, além do trabalho em excesso, é um dilúvio de falsas acusações vindas de um público hiper-assustado. Em uma cena comovente, um homem que está andando na rua é abordado por uma menina que pergunta a ele que horas são. Ele responde a ela, mas só este ato incita uma multidão de espectadores, acusando, gritando que este homem deve ser o assassino de crianças e que culmina com a polícia o prendendo para ser interrogado. Outra cena interessante mostra um grupo de homens sentados em torno de uma mesa, com extrema atenção, enquanto um deles lê um artigo de jornal. Esse artigo incitará um desses homens paranoicos a acusar outro deles, sentados diretamente na frente deles como sendo o assassino. Ameaças entre eles se seguirão.

Este filme foi lançado antes da ascensão do nazismo na Alemanha, mas vendo hoje eu acredito que dê para identificar os precursores sinistros de histeria coletiva que haviam se impregnado a opinião pública na Alemanha daquela época. De certa forma, eu vejo que essas mesmas influências permeiam nossa cultura hoje. Em termos de gênero, note que no filme todas as vítimas eram meninas. De alguma forma, o diretor deste filme sabia que de todas as possíveis vítimas que poderiam provocar uma reação visceral no espectador, eram as meninas que ressoavam mais forte do que quaisquer outras. Sabia que a ressonância da representação da vulnerabilidade feminina é algo palpável até os dias de hoje. O que me incomoda nisso é a maneira que uma reação tão visceral pode facilmente ser usada como uma ferramenta política para manipular as massas. A vulnerabilidade feminina pode ser usada como uma ferramenta política para manipular massas. A descrição da Netflix sobre o filme indica que os nazistas passaram a promulgar este filme como propaganda do Estado, em um esforço para mostrar os perigos dos desvios sexuais, ou seja, fazia demagogia sobre os desvios sexuais masculinos contra meninas, vítimas indefesas. Não vemos a mesma tendência de medo incutir esse medo sobre as ações dos homens em toda a nossa cultura hoje? Não são as nossas leis uma resposta do público aos reflexos do crime, desse sentimento de medo?

O papel exclusivamente masculino de protetor dos vulneráveis ​​era de fato ilustrado no início deste filme. Ver isto é algo quase singular. Em uma cena de abertura, uma menina estava prestes a atravessar a rua, mas foi surpreendida por um carro que se aproximava. Um policial nas proximidades a viu e tomou-a pela mão, acompanhando-a com segurança na rua. Quando eu vi aquilo, eu me perguntava: por que em nossa cultura nós não vemos mais representações positivas de boa-ação masculina como aquela?

Conforme o filme se aproxima de um clímax, um “sindicato do crime” decide organizar a população de rua da cidade em uma rede de informantes, que espionam cada canto da cidade e relatam a atividade suspeita de volta para o sindicato do crime (as atividades dos criminosos foram impedidas devido à intensidade da perseguição policial, e eles queriam que o assassino fosse pego logo para que a suas atividades criminosas pudessem retornar ao usual). O sindicato do crime encontra o assassino e, finalmente, julga-o em seu próprio tribunal criminal secreto, onde um público de criminosos grita exigindo a execução do assassino. O assassino faz um apelo apaixonado por sua vida, descrevendo sua doença mental em detalhes dolorosos, mas é no entanto vaiado pela multidão que exige a execução como a única solução permanente e eficaz. No último minuto, a polícia invade o local e prende tanto o assassino como também todos os membros do sindicato do crime, que silenciosamente erguem as mãos em sinal de rendição.

É um filme irresistível. Assistam ele pessoal. Vejam-no como um espelho através do tempo, quase 80 anos atrás. Veja se você consegue identificar as semelhanças culturais entre o nosso paradigma atual, e o tempo, lugar e cultura em que este filme foi lançado. Quando você ver, lembre-se o que aconteceu nessa época e lugar na Alemanha menos de uma década depois que esse filme de 1931 foi lançado. O mais assustador é que essas pessoas eram todas pessoas sofisticadas, urbanas, civilizadas. Mas o assista, quem sabe ele é um prenúncio do que está por vir.

fonte: http://www.the-spearhead.com/2010/08/03/a-glimpse-of-collective-hysteria-80-years-into-the-past/

4 comentários

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  1. Fernando

    Acabei de assistir a esse filme,realmente demonstra bem a mesma histeria coletiva contra homens que ocorre nos dias de hoje,o feminismo é só mais uma manobra política para destruir a sociedade junto com todos esses movimentos de esquerda que provocam caos social,eu acredito que dentro de em breve entraremos em uma Terceira Guerra Mundial que será travada entre EUA e China que vai supera os EUA economicamente e será provável que o EUA não aceite perder sua hegemonia pacificamente,e diante desse cenário é provável que o feminismo não sobreviva a uma Terceira Guerra Mundial.

    http://lobosagrado.blogspot.com.br/2011/01/sera-que-o-feminismo-sobreviveria-uma-3.html
    http://lobosagrado.blogspot.com.br/2011/01/sera-que-o-feminismo-sobreviveria-uma-3_15.html

    1. Paulo Joao

      não acredito que vc viu este filme e continua participando dessa histeria coletiva rsss…. acorda cara.

  2. aaaaaaa

    Esse vídeo da médica é irrefutável! E mais claro impossível, muito bom!

  3. Gustavo

    Barão, da uma olhada nesse vídeo sobre sexo anal e homossexualidade dada por uma médica: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=yhLwcJ0TKS4

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