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fev 06 2013

Morrendo pelo matriarcado

taleban_447797a* não deixem de ouvir o Podcast da Real em BH, 3ºepisódio!

por Rookh Kshatriya

Os estudantes da Alemanha Imperial eram encorajados a escreverem ensaios que louvavam o sacrifício pelo seu país. Não irá demorar muito, temo eu, para que os estudantes anglo americanos tenham que escrever ensaios sobre como devemos nos sacrificar pelo Matriarcado. Certamente, a anglosfera parece se mover para esta direção.

Com o suporte popular para as fúteis guerras no Oriente Médio minguando, a grande mídia está redefinindo tais guerras nos termos de uma verdadeira cruzada matriarcal contra o “barbarismo patriarcal”.

Uma das ferramentas que estão sendo usadas para isto é o caso de uma pobre garota afegã que foi baleada pelos talibãs. Não importa se o talibã nutra o mesmo desrespeito à vida com os afegãos de sexo masculino – todos os homens viram inimigos nesta redefinição grotesca, assim indignos de consideração ou simpatia:

ISLAMABAD, Paquistão – quando puderam finalmente escolher o tratamento médico para Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa de 14 anos que desafiou o Talibã e foi baleada por eles, sua família e doutores encontraram um mundo de possibilidades depois que uma comoção global ofereceu a eles assitência e apoio.

Não impora qual opção eles escolham, um avião hospital dos Emirados Árabes a aguarda para levá-la para qualquer hospital que desejarem. Oficiais paquistaneses e americanos discutem como arrumar um tratamento para ela no gigantesco hospital militar de Landstuhl, na Alemanha.

Uma boa oferta veio da antiga representante Gabrielle Giffords e seu marido, Mark E. Kelly, ela mesma tendo que passar por tratamento semelhante quando levou um tiro na cabeça no ano passado. Eles arrumaram desde um renomado neurocirurgião e até mesmo ofereceram uma opção de transporte pago por eles até os EUA – com uma celebridade da TV oferecendo de forma anônima a pagar os custos com combustível.

E dúzias de ofertas semelhantes se empilham, vindas de todas as partes do mundo. Mas quando a hora de tratar a estudante paquistanesa chegou, nas primeiras horas da segunda feita uma proposta da Inglaterra para tratar Malala em um hospital especializado em Birmingham se provou difícil de ser superada.

Mas primeiro, precisava mandá-la para lá.

Preocupados com que o Talibã realizasse a promessa de cumprir a ameaça de uma segunda tentativa de assassinato, o transporte feito durante a madrugada do hospital militar paquistanês de Rawalpindi até o aeroporto foi cercado de sigilos, disse Rehman Malik, o ministro do interior do Paquistão.

“Eu instrui o pessoal do aeroporto a manter segredo, porque havia um alerta, ameaças do Talibã de tentar matá-la,” ele diz. “Nós tomamos todas as precauções possíveis.”

Enquanto havia poucas dúvidas de cada uma dessas possibilidades, especialmente dado as tensões diplomáticas entre o Paquistão e os EUA, tal evento teve seu próprio risco político.

Inicialmente, oficiais paquistaneses se dirigiram à embaixada americana pedindo ajuda, os oficiais de ambos os países afirmam. Duas opções foram discutidas, segundo o ministro do interior: a possibilidade de usar a instalação militar americana que fica em Omã, e a evacuação para o Centro Médico Regional de Landstuhl, na Alemanha. “Nós disfarmos tudo muito bem,” um oficial americano afirmou. “Estávamos prontos, preparados para fazer qualquer coisa.”

Também tiveram ofertas privadas americanas – tanto da sra. Giffords e do sr. Kelly, incluindo outros 3 candidatos “sérios”, o oficial americano afirma. Uma delas veio de um empresário americano que tem ligações com pessoas importantes dentro do governo paquistanês; outra veio do senador John Kerry, que tem antigas relações com o país.

Enquanto isso o médico da sra. Giffords, o dr. Dong Kim, o líder do setor de neurocirurgia do Centro médico Memorial Hermann-Texas, estava preparado para viajar ao Paquistão. O sr. Kelly, antigo astronauta, disse que contatou uma celebridade americana, na qual ele omite o nome, que financiaria o combustível usado pelo avião que iria levá-los de Peshawar até Houston.

“Estávamos apenas querendo dar a melhor ajuda possível, já que passamos por algo parecido com isso,” disse o sr. Kelly.

O sr. Kelly também pressionou seus contatos políticos na Casa Branca, no Departamento de Estado e no Paquistão para agilizar o envio de ajuda. Ele disse que a Universidade Johns Hopkinsfez uma oferta similiar. Mas durante o fim de semana, o sr. Kelly foi informado por um oficial do Departamento de Estado que os “paquistaneses decidiram tratar este problema internamente.”

O contato britânico, entretanto, já estava bem estabelecido no ponto que dois médicos, ambos experts em traumas e sendo um deles de descendência paquistanesa, que estava no país durante o incidente onde a jovem foi baleada.

Os médicos foram rapidamente recrutados para os esforços de salvar a vida da jovem Yousafzai. Eles foram enviados até Peshawar para ajudar com o diagnóstico inicial no hospital de Rawalpindi. Eles compartilharam as decisões sobre quanto tempo a paciente deveria permanecer no Paquistão, segundo oficiais britânicos e paquistaneses afirmam, mantendo o nome dos dois em sigilo.

Na segunda de manhã, os médico foram acompanhados por uma brigada paquistanesa que protegia a jovem Yousafzai durante seu vôo até a Inglaterra. O avião especializado que a transportou foi oferecido pelo governo dos Emirados Árabes, país que mantem fortes relações políticas com o presidente Asif Ali Zardari.

Vários motivos foram alegados para que a ajuda médica vinda dos EUA não fossem aceitas, incluindo o demorado tempo de vôo até os EUA.

Mas a Inglaterra tinha outros atrativos. Enquanto os EUA e o Paquistao estavam numa guerra diplomática recentemente – principalmente depois do ataque ao esconderijo de Bin Laden, os ataques com VANT’s e as controvérsias rondando o agente contratado pela CIA, Raymond Davis – a Inglaterra cuidadosamente cultivou uma relação mais amistosa. A Inglaterra a décadas se tornou num dos maiores doadores de recursos ao Paquistão, e muitos paquistaneses de destaque, tanto na vida política e militar, foram treinados ou educados na Inglaterra.

“Se temos duas ofertas iguais vindas da Inglaterra e dos EUA, provavelmente iremos preferir a ajuda britânica,” um oficial sênior paquistanês afirma. “Faz mais sentido.”

Os detalhes exatos do estado de saude da jovem Yousafzai se mantém obscuro. Os médicos afirmam que ela precisa de tratamento para uma grave fratura craniana, causada pelo projetil que transpassou sua cabeça. Mais para a frente, ela poderá precisar de tratamento neurológico para poder se recuperar.

O pai de Yousafzai, Ziauddin, que inspirou ela a começar sua grande campanha para a educação das meninas e os direitos das mulheres em 2009, não viajou com ela para Birmingham, segundo oficiais paquistaneses.

fonte: New York Times

Num passe de mágica, a Guerra contra o Terror se tornou numa guerra para impor o feminismo em cima de pessoas que não desejam isto. É claro, tanto conservadores e feministas anglo americanas clamam por isto – afinal, ambos estão ligados pelo mesmo puritanismo misândrico que define as nações anglo americanas.

O único problema com essa agenda desonesta deles é o seguinte: poucos anglo americanos ainda estão dispostos a se sacrificarem pelo matriarcado. Além de Cavaleiros Brancos e lumpemproletários inculturados, não são poucos os homens que estão começando a ver o feminismo como uma séria ameaça contra suas vidas e suas liberdades. Ao ver tantos pais, tios e irmãos sendo consumidos vivos em divórcios fúteis, sem contar que eles mesmos estão sofrendo cada vez mais discriminação em todos os aspectos da vida adulta, poucos anglo americanos estão afim de defender os “direitos” da mulher.

Eu tenho uma solução alternativa. Se as feministas querem mesmo expandir sua influência, que tal elas mesmas botarem a mão na massa e fazerem isto?

fonte: http://kshatriya-anglobitch.blogspot.com/2012/12/on-dying-for-matriarchy.html

7 comentários

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  1. piloto

    gasta-se milhoes de dolares por causa de uma mulher, mas nenhum 1 dolar por causa de varios homens.

    ABSURDO

    ABSURDO

    1. INTERESSADO

      Absurdo sim. Porém vale muito mais a pena gastar com um único homem que queira ser ajudado do que estender ajuda a vários e não obter resultado nenhum. Nós somos o contrário delas. Nosso esforço é mais concentrado em nós mesmos. Somos mais individualistas nesse ponto. E isso é absolutamente saudável para nós.

  2. Leo Philalethes

    Por que diabos um homem se sacrificaria por um país que o trata como lixo? Quantos veteranos de guerra já viraram mendigos nos EUA?

    Às vezes o sujeito está lutando longe de casa quando recebe um e-mail da esposa pedindo o divórcio. Quando volta para os EUA já não tem mais casa, os filhos o odeiam etc.

    Aos poucos os homens americanos estão se conscientizando dessa situação.

    1. INTERESSADO

      O que é outra merda pois um país precisa muito de seu exército. Ainda mais os EU. Porém, nos dias de hoje Graças a Deus as guerras estão tendendo para um fim. À exceção do iminente conflito Israel X Irã. E também EU X Síria e até mesmo EU X Irã. Vou dar uma opinião sincera apesar de bastante polêmica até mesmo entre nós confrades: Não seria de todo errado uma pequena guerra nuclear entre os dois. Já que ambos insistem nisso. Porém, como a guerra é sempre um mal isto certamente vai gerar no mínimo um estresse muito grande entre as Coreias e também entre a Índia e o Paquistão. Apesar de no Oriente Médio um ataque nuclear Israelense de pequena ao monta ao Irã faça baixar muito os egos inflamados das nações islâmicas. Por que se for contar com exércitos de qualquer um desses países, a guerra terá(do ponto de vista moral humano) consequências muito mais sérias e sujas. Triste de qualquer jeito.

  3. INTERESSADO

    “Eu tenho uma solução alternativa. Se as feministas querem mesmo expandir sua influência, que tal elas mesmas botarem a mão na massa e fazerem isto?”

    Para a nossa felicidade isto não irá acontecer. Elas não tem mais cara de fazer isso. Já estão com a imagem bastante desgastada. Se acontecer será um fogo de palha, embora ainda vá fazer algum estrago. Mas aí será a grande virada. Elas terão queimado suas últimas fichas. Mas atrairão para junto delas gays, lésbicas, transexuais, manginas(os últimos que sobrarem) alguns negros metidos a intelectuais além de matrixianos e cavaleiros brancos de péssimo caráter. Tudo apoiado pela mídia e pela esquerda. Será um cenário épico e apocalíptico no meu entendimento. Todos estarão desesperados por suas causas e direitos. Mas não prevalecerão. O mundo todo que já sente e já tem em mente o tamanho do estrago que o feminismo, suas raízes e suas vertentes fizeram. Já não vão querer apoiar. Aí quem sabe será a hora da gente começar a dar nossas caras para o mundo novo. Sair das trincheiras do anonimato e partir para a luta derradeira já com a vitória nas mãos.

    1. lucas

      Eu fico triste quando vejo alguém jogar a culpa do feminismo na esquerda, se esquecendo que a direita conservadora tem tantos manginas e feministas quanto. Nos homens temos que nos livrar dessas ideologias idiotas seja: liberal,conservador,esquerdista ou de direita, nos temos que lutar por nossos direitos de homens livres segundo apenas a ética de ajudar qualquer homem que precisar de nossa ajuda.

      1. INTERESSADO

        A esquerda gosta de atear fogo, usar as massas para permanecer no poder. Se existe algum idealismo em evidência eles apoiam. Assim como a mídia. Não quer dizer que não existam conservadores ou feministas de direita. Existe sim. Afinal, político nenhum gosta de perder voto. E ainda mais no Brasil onde o conceito de partido não existe. Aqui se troca de partido como se troca de roupa. E se formos falar dos cidadãos comuns; aí o número cresce exponencialmente. A sociedade está bastante desorganizada. Você tem razão em não fazer disso uma causa política. Para mim devemos mesmo nos manter afastados de qualquer tipo de movimento político ou social. E principalmente dos holofotes da mídia. A ajuda que devemos dar a alguém tem mesmo de ser individual; ou em grupos pequenos e fechados onde todos se conhecem. Mas primeiramente, cada um tem de ser feliz mesmo no seu jeito de viver.

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