«

»

jun 14 2012

Revistas masculinas: o lar dos emasculados

por Rookh Kshatriya

Enquanto corria na orla de uma praia carioca numa manhã, Helio Gracie – o pai do Brazilian Jiu Jitsu – viu um homem se afogando. Sem nem se preocupar com sua própria segurança, ele se jogou nas águas cheias de tubarões, dominou as águas bravias com suas braçadas poderosas e por fim salvou o homem. Como um homem latino ativo, Helio não precisou de nenhuma revistinha dizendo a ele como “agir feito um homem” em tal situação – ele simplesmente era um homem. No entando, dando uma olhada pela anglosfera para analisar o batalhão de “revistas masculinas” que temos – GQ, Esquire, Vanity Fair, Playboy e tantas outras (NT: No Brasil, o exemplo maior é a revista Alfa) – todas elas dizendo como os homens de classe média devem se portar para “serem homens” e oferecendo “modelos” de masculinidade.

==

==

==

(NT: Uma pequena amostra brasileira:

Vamos examinar isto. Como pessoas que leem o meu blog e sites associados sabem muito bem, a cultura anglo saxã dispoem aos países angloamericanos uma matriarquia ginocrática – resumindo, homosociabilidade, misandria e repressão. Isto rende à masculinidade um papel fraco e marginalizado na cultura angloamericana, com uma escassez crônica de modelos masculinos. Sabendo disto, não há muito espanto em ver tais revistas absurdas brotarem, dizendo aos homens como “serem homens”: onde a masculinidade é vilificada, tais “guias práticos” se tornam tragicamente essenciais.

Em culturas hispânicas ou lusitanas, a masculinidade nunca sofreu uma marginalização tão forte assim. Não há duvidas porque Hemingway usava como cenário de seus melhores livros o mundo hispânico. Como um autor que enaltece a masculinidade e seu heroísmo, o mundo emasculado anglo americano não seria muito relevante para tal propósito. O Velho e o mar, por exemplo, necessariamente usa um homem latino que mesmo velho ainda está firme e forte como herói. Na verdade, mesmo o conceito de paternidade é manchado na cultura anglo saxã, como um interessante experimento pode nos mostrar. Se mostramos para italianos a foto de um homem sozinho num parquinho com crianças, grande parte deles achará que tal homem é pai de uma das crianças dali. Em contraste, se mostrarmos a mesma foto para alguém da cultura anglo saxã, a grande maioria achará que tal homem é um pedófilo. Até mesmo quando o arquétipo universal do pai protetor é tão denegrido, como as nações anglo saxãs esperam que seus homens assumam uma postura masculina confiante?

Em tais circunstâncias desagradáveis, os homens não – na verdade, não podem: e é aí que tais revistas absurdas tomam conta, com suas listas de “homem do ano” latentemente homossexuais e modelos fracos e manginas de “modelos de masculinidade”. Tais “manuais de masculinidade” absurdos timidamente negociam com a misandria generalizada e institucional que domina a anglosfera ginocrática.

Uma coisa bem interessante que há nestas revistas é bem divertida. Elas muitas vezes fazem “entrevistas detalhadas” com lindas jovens, pensando que suas visões rasas tem algo a acrescentar. Como todos sabemos, se Megan Fox fosse uma gorda de 50 anos e mãe de 3 filhos,  sua opinião tão celebrada seria vista como realmente é – puro lixo. Mas a fascinação sexual, entretanto, dá a seus pontos de vista insípidos algum tipo de “peso” –  como se ela pensasse por si mesmo, e não apenas paga pra falar o que eles mandam. Isto me lembra aquelas lindas jovens que acham que subiram na vida só porque são inteligentes e habilidosas, e não por causa de sua mini saia e salto alto. É claro, quando elas atingirem a meia idade seu verdadeiro valor será exposto cruelmente para todos verem, motivo este que tantas mulheres sofrem da chamada “crise da meia idade”.

Para terem algum valor para o homem, tais revistas deveriam se ater a postar fotos nuas da Megan Fox e das suas coleguinhas sem conteúdo – afinal, o único valor delas é apenas como objetos sexuais. A beleza é a sua única moeda de troca no jogo da vida, sem esta moeda suas opiniões fúteis seriam solenemente ignoradas. Assim, expor vadias descerebradas como Megan Fox e companhia como meros objetos para auxiliar a masturbação faz total sentido – na verdade, isto expõe não apenas o animalismo primitivo como a mais perfeita integridade existencial.

fonte: http://kshatriya-anglobitch.blogspot.com.br/2010/02/gq-home-of-anglofag.html

9 comentários

Pular para o formulário de comentário

  1. Abreu

    Eu acho que o senso critico da nossa nação esta amaciado.
    São capazes de tudo para um boa alucinação, investindo goela abaixo do homem frio em pensamentos e desonrado uma roleta russa sem um exemplo concreto e honrado.
    Estão se esquentando na mídia, que direciona a vida de milhares jovens e até adultos que acreditam no conto da carochinha, feminino do amor perfeito e que todos temos a mesma chance de ser jogador de futebol profissional, mas tenha paciência devemos ser
    aquilo que podemos adquirir.
    Hj somos Réus em nossas atitudes e na formação na honra, mas amanha seremos juízes.
    Vamos ver ate onde isso vai dar quantos neymares vao ter que viver e trasnsmitir de forma errônea a uma vida desenfreada e desregrada. Com miras em sentidos variados sem um meta um foco.
    Acho que existiu varias crises e lutas mas nunca como a de hj que é a desvalorização do homem masculino.

  2. Léo

    “expor vadias descerebradas como Megan Fox e companhia como meros objetos para auxiliar a masturbação faz total sentido” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk muito bom!Texto arrasador como sempre!

  3. wolverine-mt

    Quando vi o primeiro anúncio da revista “Alfa”, no seu lançamento, minha reação foi “ahuahuhuahshusashha!”. Acho que nunca inventaram uma piada tão tosca. A manginice era evidente desde o início.

  4. el

    ouvi alguem aí falando PdH?

    1. Barãozin

      Se vc trocar esse H por M (de mangina) pode ser rs

    2. Henrique Camilo

      Incrustradas de feministas, comunistas, marxistas, fetichistas, masoquistas homens e temas idiotas para fazer o homem sentir-se insatisfeito consigo mesmo, tais revistas ao menos ainda (pelo menos não vi) não fizeram apologia à fio-terra na cara dura como eles. De resto ambos são escória igual.

  5. a

    essas revisitinhas tidas masculinas é a versão feminina da revista atrevida claudia etc…

  6. Marcos

    O final foi a parte mais chocante do texto!

  7. jv

    “Tais “manuais de masculinidade” absurdos timidamente negociam com a misandria generalizada”

    Melhor pedaço do texto.

Deixe uma resposta

Switch to mobile version
%d blogueiros gostam disto: