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jun 22 2012

Feminismo híbrido

por Antifeministtech.info

A maioria das mulheres não se ligam muito em ideologias. Elas não aderem estritamente a uma ideologia em particular. Esta é a chave para entender como a mulher comum se encaixa no feminismo e como o feminismo causou tanta destruição assim. Muitas vezes o feminismo é definido como um grupelho de lésbicas ou algum ouro grupo pequeno. Isto acaba terminando em considerarem o debate feminismo versus antifeminismo como algo puramente acadêmico, sem efeitos práticos no mundo real. Feministas não são apenas um grupo de extraterrestres do planeta Urano. Se fossem, não tinhamos com o que nos preocupar. Mas ao contrário, o feminismo (ou a supremacia feminina) existe em várias formas e de maneiras que varias mulheres e mesmo muitos homens não imaginam.

Entretanto, uma mulher não será puramente uma supremacista feminina conservadora (traduzindo: uma conservadora em questões sociais) também. A mulher comum enquanto não é 100% feminista também não é uma supremacista feminina conservadora também. A maioria das pessoas não pensam nos termos acadêmicos pós modernos para aderir a alguma forma de supremacia feminina. Não aderindo a uma forma pura de ideologia supremacista feminina não significa que a pessoa é anti-feminista/anti-supremacista. Mulheres em particular desenvolvem sua própria versão de supremacia feminina usando uma combinação de idéias de várias vertentes da supremacia feminina. O “feminismo híbrido” da “supremacia feminina híbrida” que elas criam não é pura em termos feministas ou do conservadorismo social ou de qualquer outra forma de supremacia feminina definida,  mas é o feminismo da sua forma mais importante possível. É sobre promover o crescimento da mulher às custas do homem.

Porque entender o conceito de “feminismo híbrido” é importante? Porque a mulher comum não se vê como uma feminista (ou conservadora) de forma alguma. Ela achar que “não é feminista” não a faz anti-feminista. Ela ainda tem crenças supremacistas. Já ouvimos falar coisas como “eu não sou feminista porque eu não sou lésbica”, “não sou feminista porque sou contra o casamento gay”, “não sou feminista pois sou contra o aborto”, “não sou feminista porque sou uma dona de casa tradicional”, “não sou feminista porque eu quero me casar”, “não sou feminista porque isto é prejudicial às mulheres”, “eu não conheço nenhuma feminista”, e assim vai. Estas “não feministas” ainda se divorciam com seus maridos, acusam homens falsamente de estupro e assédio sexual, mandam seus filhos para serem emasculados em escolas públicas, vota em políticos que tiram o dinheiro do homem para dar a mulher através de ações afirmativas, etc. Mesmo se dizendo “não feministas”, tais mulheres não vêem problema algum em usar e apoiar programas e instituições feministas.  A tal lésbica do outro planeta (o que a maioria das conservadoras acham que são as feministas) não irá se divorciar do seu marido para arrancar metade dos bens dele, ou terá seus filhos matriculados em escolas feministas (pelo menos não no planeta Terra).

A questão que deve ser perguntada sempre é aonde estão estas mulheres “não feministas” na hora de lutar contra o feminismo? Nunca se acham elas, tirando assuntos que não afetam diretamente o homem, como o casamento gay ou o aborto. Sempre terão desculpas como “estou ocupada cuidando da minha família!” E mesmo “tão ocupadas”, elas não deixam de protestar contra o casamento gay e o aborto. Elas somente estão “ocupadas” quando o assunto envolve algo que as pode fazer perder dinheiro agora ou no futuro, como eliminar as leis de divórcio que são totalmente desvantajosas ao homem e vantajosas a ela ou na eliminação de programas governamentais que beneficiam exclusivamente as mulheres.

O debate que acontece entre feministas e conservadoras é somente para saber qual das duas consegue roubar melhor os recursos dos homens ou quem consegue manter os homens melhor encabrestados. Muitas conservadoras são apenas contra as feministas porque elas acreditam que muitos homens se beneficiam do feminismo e querem impedi-los de se beneficiar de qualquer coisa. É a mesma coisa do “feminismo híbrido”. Eles pegam várias combinações de idéias de supremacistas femininas que elas acreditam que servem melhor aos seus propósitos para pdoer manter melhor os homens debaixo do chicote.

fonte: http://www.antifeministtech.info/2011/01/the-spearhead-hybrid-feminism/

Comentário do Barão: Este “feminismo híbrido” pode muito bem ser observado entre as ditas “conservadoras” brasileiras. Se levantam com garra contra assuntos contra o casamento gay e aborto. Mas na hora de discutir sobre assuntos que atingem diretamente o homem, sai de baixo! Eu vejo muito na sessão de comentários (tanto nos sites quanto nas redes sociais) de sites conservadores como o do Júlio Severo e do Midia sem Máscara que quando eles tocam em assuntos que atingem o feminsmo, o que aparece de mulher (e alguns cavaleiros brancos asquerosos) que dizem coisas dignas de feministas roxas não está escrito! Eu pergunto: com “conservadores” assim, pra que as esquerdas e feministas tem que se preocupar?

5 comentários

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  1. Macello Real

    Nada mais nada menos que o nosso tão conhecido utilitarismo feminino.

  2. RC Junior

    É um negócio que sempre digo, mulher sempre diz que homem são machistas e que lutam a favor dos direitos, porém, sempre lutam a favor daquilo que é de agrado a elas. Você não vê mulher lutando a favor de alistamento para mulheres, pensão para homens, etc.

  3. Adrien

    Esse texto me foi muito bem vindo porque outro dia percebi claramente esse feminismo híbrido no meu círculo social. Uma amiga estava dizendo basicamente que é feminista porque gosta da independência de poder ganhar o próprio dinheiro mas na hora de pagar a conta não admite que o homem proponha a divisão das despesas. E o que mais tem é babaca querendo pagar a conta mesmo.

  4. Abigail Pereira

    Só posso dizer que o texto é excelente. É a hipocrisia feminina em ação.
    Beijos. E sucesso.
    Abigail

  5. Márcio

    O feminismo híbrido é típico da mente feminina, cheia de contradições e conveniências.

    Primeiro, a mulher não consegue discernir contradições e falta de lógica (por que será que nenhuma sociedade sã permitiu mulheres em posições de ensino superior e tomadas de decisões?).

    Segundo, mulher opera sempre no modo “conveniência”, como num restaurante self-service: escolhe o que lhe convém e recusa o que não lhe convém para o momento (com nenhuma consideração por sua comunidade, só por si mesma – ó, bicho egoísta!). Isso pode mudar se as conveniências mudarem (é uma criatura sem qualquer estabilidade, virtude básica para a manutenção do equilíbrio comunitário e social).

    Por isso, mulher é um bicho ao mesmo tempo desonesto e burro, um tremendo perigo social se for deixado solto.

    Há graus de feminismo, como as queimaduras, do mais leve ao mais profundo.

    O diabo também age e pensa assim. Como a mulher foi a que mais prontamente aderiu às tentações demoníacas no evento do pecado original (e ainda arrastou Adão), Deus a deixou como subalterna para não fazer mais estragos. A mulher corrupta consegue arrastar toda sua família para o inferno!

    Quem quer a supremacia da mulher é o capeta! Boa hora de começar a crer nos ensinos da Igreja…

    Quem for jovem e não souber disso é bom aprender logo!

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