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maio 31 2012

Homem atual: o novo mercenário

por Rookh Kshatriya

Maquiavel deu grande importância ao fato que cidadãos motivados comporiam o melhor exército de defesa de um país. Mercenários podem ser excelente combatentes, mas – e bote ênfase neste mas – sua falta de lealdade fará deles um ponto fraco a longo prazo. Se eles são vitoriosos, eles irão desejar subverter o Estado para conquistar o poder para si mesmos. Se derrotados, eles simplesmente pulam fora da luta.

Em muitos aspectos, os homens ocidentais (e em particular os homens anglo americanos) foram reduzidos a meros mercenários pelo feminismo e pelas políticas sexuais. Eles não tem mais uma ligação legítima aos países em que vivem, cada vez mais evitam formar famílias ou assumir responsabilidades sociais ativas. Isto acontece especialmente com o homem de classe média, que tem uma existência nomádica como técnicos ou consultores comerciais enquanto se excluem da vida civil e social. De acordo com Maquiavel, tal estado de coisas fará com que uma nação enfraqueça e seja presa fácil para um ataque externo, já que mercenários não tem lealdade a qualquer Estado ou nacionalidade.

Eu diria que o nascente movimento pelo direito dos homens é uma expressão orgânica desta nova mentalidade “mercenária”. Qual sempre foram os prazeres de um mercenário? Dinheiro e sexo.  Então, por um lado nós temos os PUAs ensinando técnicas de como conseguir sexo fora das formas tradicionais e sem envolvimento, e por outro temos ativistas sérios ensinando que os homens ocidentais devem evitar se casar para poder proteger seus bens. Nenhuma destas estratégias deve ser condenada, é claro. Sendo tratados como meros mercenários pela cultura misândrica ocidental, eles não podem ser culpados por começarem a agir feito mercenários.

No passado, os homens ocidentais provavelmente se agrupariam se seu pais assim precisasse.  Intimamente ligada ao seu meio social, tal lealdade representava uma de suas obrigações sociais. Hoje, somente homens com pouca perspectiva de vida se alistam nos exércitos ocidentais em números expressivos (e isto explica a boa vontade das elites em jogar estes homens para lutar por causas perdidas). Em contraste, o homem padrão de classe média a cada dia que passa “lava suas mãos” por tais lealdades infrutíferas.

Tommy Fleming e outros conservadores anglo americanos alegam que esta retirada representa a deterioração da masculinidade ocidental. Eles não enxergam algo primordial, entretanto: a sociedade pós feminista na qual vivemos não recompensa a lealdade masculina. Trocando em miúdos: não se ganha nada pela conformidade sob o matriarcado feminista. Enquanto as antigas gerações de homens podiam contar com esposas fiéis, famílias sólidas e reconhecimento público por seus esforços, eles davam em troca sua lealdade social. O mundo pós feminista atual só os oferece a privação sexual, divórcios caros e a vilificação pública em troca de seu comportamento cavalheiresco.

Tommy Fleming e sua laia espera que os homens se sacrifiquem pelas mulheres em troca de nada. Neste modelo conservador, o homem é como um cliente que entra numa concessionária com milhões de dólares para gastar. E ele é obrigado a comprar com todo esse dinheiro um Uno Mille ferrado e ainda ficar contente por este imenso privilégio! Na verdade, estes conservadores (e boa parte deste “neo conservadorismo” feminista) desejam que eles fiquem felizes com isto, estranhamente gratos por este trambique.

E assim este estilo de vida mercenário só cresce. Os valores mercenários a cada dia que passa se espalham entre os homens de classe média. A poucas décadas atrás, 80% dos americanos em seus 20 anos eram casados; hoje mal passam dos 20%. Em poucos anos, este número chegará a zero – e isto ecoará em todo o ocidente.

Maquiavel argumentava que esta confiança em mercenários é a raíz do colapso de qualquer nação. Roma mesmo teve que usar de mercenários visigodos e, de acordo com Maquiavel, sua lenta e gradual decadência coincide com isto. De uma forma mais ampla, qualquer nação é dependente da boa vontade masculina para funcionar de forma efetiva. A contribuição feminina é largamente no campo humanista, nas artes liberais e em atividades como enfermagem e cuidado de crianças – insuficientes para manter uma sociedade industrial de pé. O desligamento masculino (ou expulsão, dependendo do ponto de vista) através do ocidente provavelmente levará a ruína das estruturas sociais e, mais importante, dos pressupostos informais que as sustentam. Na verdade, pode-se argumentar que tal processo já está bem avançado, especialmente na Inglaterra e nos EUA – os núcleos do mundo anglo saxão.

Muitos tradicionalistas do movimento dos direitos dos homens tem uma obsessão cega com “voltar aos bons tempos”, aos anos pré feministas antes de 1950. Isto é problemático de muitas formas, principalmente na anglosfera puritana onde a misandria data de séculos. Ainda mais, estruturas sociais complexas são irreversíveis, o que anula tais ambições reacionárias. Desde que um fenômeno social como o feminismo “amadureceu” numa cultura, ele não pode ser simplesmente apagado; sua influência se torna permanente.

Dados os fatos, desejar pelo retorno de uma era idílica pré feminista é tanto indesejável quanto inútil. O melhor é tentar criar novas condições usando a atual verve mercenária.

fonte: http://kshatriya-anglobitch.blogspot.com.br/2012/01/anglo-american-men-new-mercenaries.html

10 comentários

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  1. dick tracy

    Esse texto revela detalhes interessantes sobre os mercenários e o nosso Brasil é um exemplo. Antigamente o exercito escolhia os melhores e o cara apesar do cara sofrer bem mais que hoje,ele se sentia orgulhoso de ser escolhido,ainda mais quando ia a Brasilia,onde só os melhores dos melhores era escolhido para ir para la.
    Hoje em dia só os pobres ou pessoas sem perspectivas nenhuma de vida topam servir o exercito,pessoas com ótima formação estão cada vez mais raras e por isso nosso exercito tem decaído a cada dia mais; ninguém com boas perspectivas de vida quer servir o exercito,logo logo esse fenômeno chega ao Brasil..

  2. Paulo

    Eu não defenderia este terreno baldio chamado brasil nem por 1 milhão de reais por mês, JAMAIS / NUNCA daria minha vida para defender corruptos e interesseiras (maioria dos homens e das mulheres são assim).

    Eu me comporto como bicho, acasalar e se alimentar, resto é frescura.

    1. andre

      “eu me comporto como bicho, acasalar e se alimentar, resto é frescura”
      falou tudo….

  3. Realista

    Acho que no Brasil ainda podemos reverter a situação. Ja em países como os EUA e a Suécia, onde o feminismo ja esta em estado avançado e é generalizado, aí não tem jeito, mesmo…

  4. Henrique de Ávilla

    O grande problema meus caros é o seguinte acabou a honra ,os homem se vendem como mercenários para tudo ,antes o homem tinha palavra ,agora se jogam grana na mão do cara o mesmo trai todos a suas convicções ,isto é devido ao esquerdismo materialista ,patriotismo e convicções são vistos como ”ultrapassado ” mas mercenário é ”esperto” porque para esta sociedade o que vale é grana mesmo o cara sendo um merda escroto mangina de merda ,infelizmente .

  5. andre

    casmaneto, familia, puta que pariu isso ja era ja é passado, os tempos são outros, relacionamento moderno para o homem é escravismo na sua pura essencia.

  6. Mateus

    Acredito que, como outros que também partilham da ideia, que estamos no pico de evolução da raça humana, não uma evolução física ou mental, mas uma mudança nas dinâmicas.

    De acordo com a biologia, os períodos de pico de evolução, são dados por tentativa e erro, de forma que, as dinâmicas sociais promovem várias mudanças, várias ideias, resumindo, tenta tudo ao mesmo tempo, para ver o que se enquadra melhor no novo estilo de vida do Homo Sapiens-Sapiens, talvez um futuro Homo Mechanized Societatis .

    Dessa forma, posso estar falando um monte de merda, mas essa é a impressão que eu tenho quando faço uma análise geral da condição humana.

  7. Mr. K

    Uma coisa que ninguém fala, talvez só o bom o velho the truth, é que se o homem virou mercenário, pois não pode confiar na mulher atual, também do mesmo modo ou pior não pode confiar nos outros homens, inclusive “amigos”.

    O cenário é de extrema violência entre os homens, pois para um homem sentir ódio de matar outro homem, só basta, por acidente, esses homens trocarem olhares. Pronto já é o suficiente para justificar um assassinato entre homens.

    E ninguém fala disso! O nível de coesão entre homens está tão baixo que a violência gratuita entre homens só vai aumentar.

    1. Navarre

      Mr. K

      Isso é o resultado da nova competição sexual.

      Com a disolução da estrutura da célula familiar, estamos saindo de uma comunidade complexa de alta interação para seres isolados que se aproximam em época de acasalamento.

      Elas passaram a precisar do macho apenas para cópula. Sendo assim, a hipergamia feminina se revela claramente. Ela obviamente escolhe o mais apto (maior status).

      Com isso, passaram a surgir verdadeiros machos Alfas que “cruzam” com várias fêmeas. Enquanto isso, o resto dos machos Beta competem sangrentamente pelas que foram “deixadas de lado” pelo Alfa (o resto).

      Os machos da espécie humana estão virando pavões bombados metrosexuais, tremendamente competitivos, territorialistas, e agressivos uns com os outros.

      São como búfalos batendo cabeças para fazer um bom show para elas.

      1. andre

        exatamente cara, o homem moderno naum consegue seguir seu rumo não consegue ter amor a si prorprio. o negocio é viver em prol de mulé, tudo que ele faz é na tentativa de chamar a atenção delas 99,9% dos caras que malham não é porwque visam uma qualidade de vida, o intuito é ficar bombando pra consegui mulé. o bom e velho homem tradicional esta cada vez mais escasso é o proximo animal a entrar na lista d e extinção.
        repare quantos escravos que s e matam no trabalho vivem uma vida privada d e diversão tudo isso é para segurar uma relação amorosa com uma mulé, sendo que o mesmo poderia trabalhar só para beneficio de si proprio e poderia descolar algumas putas para trepar com menos gastos.

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