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abr 13 2012

Testosterona: o hormônio dos deuses?

traduzido por Durga, usuário do Fórum do Búfalo

por Darren Blacksmith

A testosterona tem uma má reputação. A imagem pública de que está estreitamente ligada à ideia da agressão estúpida, dos homens das cavernas. Mas esta é uma imagem longe de ser completa. Nos últimos anos, novas pesquisas estão começando a mostrar que seria mais preciso associar esse hormônio muito difamado com Newton, Da Vinci, Einstein e Edison do que o Neanderthal rude e brutal. A testosterona, ao que parece, poderia ser o verdadeiro motor das nossas civilizações.

Satoshi Kanazawa, da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, estudou as biografias de 280 cientistas e relacionou suas realizações intelectuais com as suas idades. Ele descobriu algo extremamente revelador: as curvas de idade/realização dos cientistas não só foram repetidas em músicos de jazz, pintores e autores, mas refletem as curvas de idade/atividade penal em criminosos. Além disso, tanto a atividade criminosa como a realização intelectual pareciam cair quando o cientista ou criminoso se casou e constituiu família.

Interessante, não acha?

Criminalidade e altos níveis de atividade intelectual têm o mesmo motor subjacente de acordo com Kanazawa: testosterona.

Isso também explica porque a maioria penal e alto nível de atividades intelectuais são realizadas pelo macho da espécie humana.

A testosterona é um hormônio que os homens produzem em quantidade muito maior do que as mulheres. A produção começa enquanto o indivíduo ainda está no útero e tem muitos efeitos no desenvolvimento do cérebro. Os níveis de testosterona tendem a atingir o pico no início dos vinte anos, e na meia-idade caem drasticamente.

Elevados níveis de testosterona foram relatados como correlacionados com o comportamento dominante. Este domínio não necessariamente se manifesta de forma agressiva. É mais de uma resposta geral do competidor. Além disso, curiosamente, a relação entre os níveis de testosterona e comportamento funciona das duas maneiras: participando de atividade competitiva pode elevar os níveis de testosterona, além disso, ganhar pode aumentá-lo, perder pode fazê-lo diminuir.

O estudo de Kanazawa não é prova absoluta de que a testosterona é o principal motor do comportamento masculino excepcional, mas é um argumento elegante e persuasivo. Deveria mesmo ser uma surpresa que os homens têm historicamente um monopólio tanto sobre a atividade criminosa e o gênio criador das realizações? Será que realmente a acreditamos que isto é tudo uma coincidência, e a verdadeira razão para o comportamento masculino é o “patriarcado”, como as feministas e os politicamente corretos querem nos fazer crer?

A área relacionada com a unidade de testosterona pelo domínio é o desejo sexual.

Domínio sexual é um conceito evasivo. É difícil de medir porque só pode realmente ser medido objetivamente com a atividade (ou seja, quantidade de atividade sexual a qual alguém se entrega). No entanto, esta medida é um vetor. Um vetor é uma combinação de dois fatores (neste caso: oportunidade de fazer sexo + desejo de ter sexo, ou falta de vontade de se abster de sexo x conduzir a ter relações sexuais ), portanto, não podemos resolver esses dois fatores e determinar se a pessoa tem uma grande energia sexual, ou simplesmente tem muitas oportunidades de fazer sexo ou uma força de vontade para resistir muito baixa .

No entanto, mesmo que nem sempre possamos medir o desejo sexual de uma pessoa objetivamente, não significa que ele não existe. E às vezes as coisas que não se pode medir objetivamente podem simplesmente ser observadas ou percebidas pelo senso comum. Os homens certamente, pelo menos historicamente, têm tido uma maior expressão do desejo sexual que as mulheres. Especialmente homens jovens, que estão muitas vezes em um frenesi de dormir com quantas mulheres quanto for possível.

O desejo sexual – como a água – pode ser gerenciado e canalizado, mas é muito mais difícil de eliminar. Em vez disso, você deve procurar dar-lhe outros canais de expressão.

Talvez o desejo sexual seja outra forma de medir o sucesso, ou melhor, como a canalização do desejo sexual pode ter algo a ver com o sucesso.

Os líderes são leitores, e um livro se destaca mais do que qualquer outro na história como uma bíblia dos ricos: “Pense e Enriqueça” escrito por Napoleon Hill. O Sr. Hill passou anos estudando os ricos e trabalhando para saber o que os fez assim. Em seguida, ele escreveu muitos livros sobre o assunto, dos quais o mais famoso é ” Pense e Enriqueça “. O Capítulo 10 do livro é intitulado “O mistério da transmutação sexual”.

Aqui estão algumas citações interessantes deste capítulo:

“Destrua as glândulas sexuais, seja no homem ou animal, e terá removido a principal fonte de ação. Para provar isso, observe o que acontece com qualquer animal depois de ter sido castrado. Um touro se torna dócil como uma vaca.”

“Um professor que já treinou e dirigiu os esforços de mais de 30.000 vendedores, fez a descoberta surpreendente que homens altamente sexuados são os vendedores mais eficientes. A explicação é que o fator de personalidade conhecido como “magnetismo pessoal” não é nada mais nada menos que a energia sexual.

E aqui é a frase mais importante:

“Descobri, a partir da análise de mais de 25.000 pessoas, que os homens que conseguem se sobressair de uma forma extraordinária, raramente o fazem antes da idade de 40 anos, e mais frequentemente não atingem o seu ritmo real até que estejam bem além da idade de 50 anos.”

A principal razão pela qual a maioria dos homens que têm sucesso antes da idade dos 40-50 anos é a sua tendência de não saber dissipar suas energias através da expressão física exagerada da emoção do sexo.

A maioria dos homens nunca aprendem que o desejo sexual tem outras possibilidades, que em muito transcendem em importância a expressão física simplesmente. A maioria daqueles que fazem esta descoberta, fazem-na depois de ter desperdiçado muitos anos do período em que a energia sexual está no seu auge, antes da idade de 45-50 anos. Isto é geralmente seguido por realizações notáveis.

Biografias de industriais e financistas americanos estão cheias de provas de que o período de 40-60 anos é a idade mais produtiva do homem.

Bem, aí está. Quando os jovens perseguem mulheres por sexo, eles estão jogando sua energia selvagem contra o vento. Eles estão se dissipando suas energias em um curto-circuito para obter uma rápida centelha de prazer que, em seguida, deixa-os na escuridão. A fim de obter uma contínua fonte de luz é necessário que haja um elemento de resistência (chamado o filamento de uma lâmpada). A resistência faz a luz.

Nós, sem dúvida, vivemos em uma época sexualmente carregada. O sexo é usado constantemente por publicitários e profissionais de marketing para atrair os homens a comprar coisas. Além disso, as mulheres e meninas hoje rotineiramente se vestem com roupas extremamente provocantes, mesmo no local de trabalho. Tudo isto somado a muito mais convites para pensar sobre o sexo hoje do que os homens sofreram no passado. Se não fosse por meu ódio da linguagem vitimista eu chamaria isto de uma forma de assédio sexual contra os homens.

Este assédio desempenha funciona muito bem nas mãos das mulheres, que, obviamente, não gostaria de nada mais do que manter em alta o valor de mercado de seus favores sexuais.De fato, esta relação entre a necessidade de aumentar seu valor de mercado sexual e a crescente “sensualidade” de aparência das mulheres pode ser observado na sociedade. Como as mulheres tornaram-se mais duras e menos femininas em alguns de seus comportamentos (assim esgotando a atratividade de suas personalidades para homens), eles tiveram que compensar aumentando o volume dos seus recursos físicos: saias mais curtas, tops, expondo o abdômen, etc. Isso porém acaba as prejudicando, pois elas são desejadas só para o sexo, e não por sua personalidade.

Uma atitude mais regrada em relação ao sexo seria mais saudável para homens e mulheres. Isso permitiria que os homens se concentrassem em coisas mais importantes, e poderia permitir às mulheres desenvolver as suas personalidades e não apenas sua aparência.

Referências científicas:

‘Why productivity fades with age: The crime–genius connection’, Kanazawa, S., Journal of Research in Personality 37 (2003) 257–272

‘Testosterone and dominance in men’, Mazur,A. and Booth, A., Behavioral and Brain Sciences (1998) 21, 353–397

fonte: http://www.mensnewsdaily.com/archive/a-b/blacksmith/2005/blacksmith040605.htm

3 comentários

  1. Paulo

    Não é sobre a testosterona, mas saiu recentemente um estudo sobre o cromossomo Y e como é vital para a sobrevivência: http://www.iflscience.com/plants-and-animals/y-chromosome-its-not-just-sex

  2. Victor

    Seu imbecil, o texto fala exatamente que o desejo sexual canalizado para outras coisas é capaz de realizar coisas notáveis! Esses mesmos que vc citou não praticavam sexo, mas mudaram o foco do seu “tesão” para as artes, para as ciências, outros focam no esporte, e assim por diante.

  3. Leandro

    Mas os grandes gênios da história da humanidade kagavam e andavam pra sexo. O maior gênio do Renascimento, o Leonardo Da Vinci ñ teve filhos e nunca se casou. Thomas Edison, q iniciou a Revolução Industrial Americana, qdo ele se casou pela primeira vez, esqueceu as núpcias e enfiou-se na oficina, e de lá só voltou de madrugada. Entao, estes grandes gênio ñ tinham muito desejo sexual. Eles ñ apenas moderavam os sua libido, eles realmente kagavam e andavam pra sexo…

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