jan 13 2012

Transtorno de personalidade borderline – um doente ou somente um imbecil maluco?

Só um aviso aos usuários do Fórum do Búfalo, estamos tendo instabilidades no sistema, por isso o fórum está com uma grande lentidão. Eu realmente não sei exatamente o que ocorre, mas acredito que seja alguma instabilidade nos servidores. Acredito que até o fim da tarde tudo retorne ao normal, geralmente os responsáveis pelo host que o Fórum está hospedado são competentes em arrumar esses problemas.

Agora, ao artigo:

por Paul Elam 

Tenho sido um admirador de longa data dos poucos profissionais que trabalham com psiquiatria que decidem lidar com a verdade, ao invés de apenas ficar vendendo o mais palatável para as mulheres neste senso comum misândrico.

Andar no caminho certo é difícil em qualquer área. Na área que lida com a “saúde” mental que é dominada por feministas, é algo brutal. Eu sei, eu vivi tal vida por algumas décadas. Eu posso lhe dizer por experiência própria que os maiores bombardeios que sofri foi por não ter seguido a linha oficial que o partido nos deu.

Meu primeiro conflito sério foi sobre o alcoolismo, que eu era obrigado a ver como uma doença. Isto era complicado para mim, já que o alcoolismo não é uma doença. Eu não estou especulando sobre isso, ou vendo as coisas sob a minha “perspectiva”. Eu falo que isto é uma verdade irrefutável. Não há nenhuma evidência, nenhuma, que o alcoolismo é uma doença, exceto que foi considerada assim no ano do meu nascimento, em 1957, pela Associação Médica Americana, sem a mínima evidência científica que a suporte.

Isto foi puramente uma decisão política e financeira, que permitia que os médicos começassem a ter motivos para cobrarem alcoólatras pelo tratamento da “doença” deles, o que permitiu que alcoólatras inveterados fizessem o que eles sabem fazer de melhor… jogar a culpa de seus problemas em outras coisas ao invés deles mesmos.  No fundo, todo mundo saia ganhando com isto.

Outra área significativa de conflito que tive que passar no campo saúde mental foi em respeito a tal Transtorno de Personalidade Borderline (ou limítrofe), ou, como acho mais apropriado, “imbecil perigoso que deveria ser evitado como a peste”.

Peço um pouco de paciência enquanto abordo um pouco do básico aqui. Se tratando de problemas psicológicos, nós estamos lidando com um imenso e diverso leque de problemas e suas causas. Temos desordens que são puramente fisiológicas em sua origem, como a Síndrome Cerebral Orgânica, onde uma doença ou lesão prejudica as funções mentais. Esta síndrome tem um termo um pouco antiquado, e foi até removida do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais por causa do aumento das descobertas que apontam para uma causa orgânica (fisiológica) de muitos transtornos psicológicos.

Mas o importante aqui é que descobrimos que muitas vítimas de lesões ou doenças cerebrais tem pouco controle sobre seus pensamentos, e muitas vezes de suas ações. Esta capacidade lhes foi retirada devido os efeitos de um trauma cerebral ou alguma doença.

A esquizofrenia, uma condição devastadora que causa uma série de deficiências cognitivas, suspeita-se que em parte acontece por problemas fisiológicos. Assim como outros problemas orgânicos cerebrais, a vítima é completamente impotente contra seus sintomas e as vezes não tem controle sobre seu comportamento. É uma doença destruidora que literalmente aterroriza suas vítimas. Imagine você vendo agora demônios vindo da parede e te rasgando em pedaços, ou sua mente te dizendo que deus está falando através de seu cachorro, mandando você matar alguém.

Esquizofrênicos não escolhem ter estas alucinações e pensamentos bizarros e sem ajuda médica ou até mesmo legal, eles muitas vezes não tem controle sobre como eles responderão a tais estímulos. De forma parecida, a desordem bi-polar pode resultar em uma psicose aguda, fazendo com que a habilidade que m indivíduo tem de controlar suas ações ficarem no mínimo questionáveis.

Há mais exemplos de quando uma causa fisiológica é a raiz de problemas psicológicos ou comportamentais graves. A depressão é um bom exemplo. Ela pode ter uma miríade de causas físicas e pode resultar em sintomas físicos muito perigosos, como o alcoolismo, abuso no uso de drogas, violência e suicídio.

Mas a depressão é uma desordem, mesmo tendo algumas possíveis causas fisiológicas, que demandam um tratamento diferente de doenças como a esquizofrenia.

Uma pessoa, não importa o quão deprimido esteja, ainda é capaz de fazer escolhas racionais sobre suas ações. 

Vendo sob esta luz, eles são totalmente responsáveis por usarem ou não álcool ou drogas, serem violentos ou até mesmo se matarem. Podemos dar a eles remédios e psicoterapia, assim como prover outros serviços de apoio, mas no fim eles são totalmente responsáveis por cada ação que eles tomam. Mesmo com sua mente ficando turva por causa do problema, eles ainda são capazes de determinar a diferença entre o certo e o errado assim como entender as consequências de seus atos.

E isto nos trás a desordem de personalidade borderline. Este indivíduo, geralmente uma mulher (sim, isto já foi observado) é alguém no qual seu estado mental faz com que ela seja um perigo emocional, psicológico e até mesmo físico para as pessoas que se envolvem com ela, em particular os homens no qual elas tem algum tipo de relacionamento amoroso.

A desordem de personalidade borderline é diagnosticada quando alguns ou todos estes sintomas estão presentes: 

  • um longo histórico de emoções turbulentas ou instáveis, incluindo frequentes demonstrações de raiva inapropriada;
  • um padrão de impulsividade e relacionamentos caóticos, incluindo, mas não limitado, a impulsividade de gastar dinheiro, uso de drogas, relacionamentos sexuais, compulsão alimentar e furtos em lojas;
  • reação intolerante, muitas vezes hostil, de ficar sozinha;
  • repetidas crises e atos de auto mutilação, como cortar os pulsos ou abuso de medicamentos.

Existe um exame mais aprofundado dos comportamentos comuns de uma pessoa que sofre desta desordem, mas você provavelmente não irá achá-las detalhadas na literatura médica disponível. O que vem a seguir são traços comportamentais que observei em anos lidando com mulheres bordeline em ambientes clínicos e na vida real.

  • Uma facilidade para mentir e manipular, particularmente usando a simpatia e a adulação, mas também  para listar a ação de outras pessoas que ela possa utilizar para vantagem própria no futuro, com fins vingativos ou de retaliação;
  • uma propensão para inventar acusações de estupro, abuso sexual e violência doméstica;
  • uma capacidade praticamente infinita para praticar vinganças pelos menores, ou imagináveis, motivos;
  • um prazer sádico de causar danos injustificáveis contra os outros que são vistos por ela como inimigos, ou mesmo contra aqueles que ela considera que não as ama o “suficiente”;
  • a capacidade de justificar e racionalizar qualquer comportamento abusivo, não importa o quão extremo ou quão inocente é a vítima. Não seguem um norte moral;
  • a demanda incessante que os outros gostem dela, mesmo com ela causando destruição na vida de inocentes;
  • a visão distorcida que o abuso que elas infligem não é abuso, mas reclamar ou reagir contra este abuso é algo abusivo para elas.

E mais uma coisa que precisa ser incorporado em seu entendimento sobre a desordem borderline. Elas sabem exatamente o que estão fazendo. Não há nenhum fator orgânico ou deficiência em seu auto controle que provoque elas a fazerem isto.  Seus atos são intencionais e premeditados. Elas sabem muito bem a diferença entre o certo e o errado, o que é apropriado ou não, o que é verdade e o que é mentira, realidade e fantasia.

Elas frequentemente tem empregos e se envolvem em situações sociais em que seu comportamento destrutivo acabam rapidamente prejudicando elas. Geralmente demonstra uma capacidade admirável de auto controle e comportamento apropriado. Qualquer noção de que elas não conseguem controlar suas ações, o que você frequentemente escutará da boca de algum borderline ou de um médico inescrupuloso que lucram com esta condição ajudando elas a racionalizarem seu comportamento, são totalmente fraudulentos.

Elas sabem muito bem o que estão fazendo, e muitas vezes até gostam disso.

Elas sofrem com o caos interno e emoções instáveis? Certamente. Assim como os depressivos, os alcoólatras e aqueles que tem desordens de ansiedade ou outras mazelas. Só não podemos permitir que se dê um desconto a eles ou que machuquem os outros e a si mesmo. E nem devemos.

Dado o potencial absoluto de destruição que um borderline pode ter na vidas dos azarados que acabem cruzando seus caminhos, é muito importante o entendimento do prognóstico de sua condição.

Não há medicamento psicotrópico e nem terapias cognitivas que funcionem em um borderline. Resumindo, eles tem uma condição intratável com o que temos atualmente. Eles não podem ser ajudados tanto quanto eles devem ser isolados para poder ajudar os outros.

Há uma piada corrente entres os psiquiatras que lidam com a borderline. E sim, nós fazemos piadas sobre problemas sérios. É uma das maneiras de aliviar o stress de ter que lidar com estes casos. De qualquer forma, é uma piada curta e grossa:

Você não trata borderliners, você simplesmente os ignora.

E assim, num sentindo mais amplo, é o conselho indireto que se dá para qualquer pessoa que tem o azar de se encontrar na mira de um borderline.

Fique longe dele. 

Siga outro caminho. Não vá atrás. Não pague 200 dólares. Simplesmente caia fora; esqueça qualquer perda que sofreu em sua experiência e fique feliz de não ter perdido mais.

As famílias dos alcoólatras são orientadas a ignorá-los quando eles estão bebendo. É um bom conselho que ajuda o alcoólatra encarar o problema e que salva sua família de muitos problemas. Mas lidar com um borderline não é tão simples ou fácil como ir a encontros do AA e aprender a ter limites. Sua patologia é muito mais séria e perigosa do que isto.

Escute isto, e não esqueça. Eles não irão melhorar. Nunca. Não há nada que você possa fazer, nenhuma bondade que você possa fazer, nenhuma simpatia que você possa oferecer, nenhuma mãozinha amiga, nem a combinação de toda a sua experiência pessoal que você possa oferecer pode fazer com que um borderline seja nada além de uma tremenda dor de cabeça e um pesadelo em potencial que está só esperando a chance de destruir tudo o que você tem, por dentro e por fora.

Na verdade, se você se encontra num eterno dilema se deve ou não sair de um relacionamento com uma borderline, eu sugiro é que você vá procurar ajuda. Ao invés dela, talvez tenha uma chance de ajudar a você descobrir as causas que te fazem ficar ligado a uma vida cheia de abusos, caos e perigo.

Afinal, sempre haverá a pílula vermelha da verdade.

fonte: http://www.avoiceformen.com/women/borderline-personality-disorder-sick-or-just-crazy-asshole/

922 comentários

1 menção

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    • ANNI COSTA em 05/09/2013 às 21:16
    • Responder

    COMO FAÇO PARA PARTICIPAR DO GRUPO

  1. Olha a border fazendo sua bordelises…

    No início do depoimento dela, a mãe, o padastro, o marido e o filho eram exemplo de amor incondicional e ela fala que manipulava, enlouquecia os outros, causava danos e estragos físicos e emocionais, era uma narcisista e transformava a vida de quem convivia com ela num inferno, mas mesmo assim eles ficavam com ela, apoiando-a. E pede para os homens não abandonarem suas namoradas borderline.

    Agora, no fim do relato, o marido virou um monstro insensível, espancador e estuprador, e ela a vítima indefesa que ama apaixonadamente e incondicionalmente o marido borderline, mas vai ser obrigada a abandona-lo.

    Ela inverteu os papéis e nem percebeu. Melhor aumentar a medicação.

    1. Pior q é msm, nem me toquei rsrsrs

      Mentira tem uma perninha tão curta.

        • Welington em 05/08/2013 às 15:05
        • Responder

        É Barão, ela me convidou para conversar, mas não me arisco, enfrento uma que já é dose para matar tiranossauro! Felicidades a ela!

        1. É mais seguro nadar numa piscina de tubarões e coberto de sangue rsrs

            • Welington em 05/08/2013 às 15:36

            Penso que num futuro , a detecção de transtornos como do Border passe a ser algo dominado pela medicina, e que programas obrigatórios terapêuticos possam ajudar essas pessoas e a salvar de sofrimento uma gama maior de vítimas que interagem com esses doentes crônicos! Utopia!

          1. Mais fácil ter a “borderfobia”.

            Se vc se recusa a se relacionar com uma bomba nuclear dessas, vc é “borderfóbico” e pode correr o risco de dar explicação pra juiz e quem sabe tomar um processo/cadeia no meio do rabo!

            • Welington em 05/08/2013 às 15:43

            Verdade kkkkkk para não chorar!

  2. Aos seis anos, perdi meus pais. A morte da minha mãe foi lenta, dolorosa para os familiares e para mim. Ela teve câncer e o processo durou 1 ano. Isso fez com que eu desenvolvesse um profundo sentimento de ansiedade, pois não sabia como viveria depois dela morrer. Minha tia borderline morava muito próximo da gente. Como andava muito na casa dela, minha mãe pediu para que eu ficasse morando com ela. No início concordei, mas ainda morando com minha mãe, fui percebendo que essa tia tinha algo de errado. Ao perceber isso me afastei. Pensei comigo que era melhor morar num orfanato do que morar com ela. No dia que minha mãe morreu, eu estava com muito medo. Ela percebeu minha ansiedade e me chamou para morar com ela. Eu não queria ir, mas estava tão fragilizado que aceitei precariamente, para depois me decidir. Ela não pediu a guarda, era tudo na informalidade. Meu avô era meu tutor, pois tínhamos imóveis e pensão, mas os valores deles eram distorcidos. Trataram nosso patrimônio para benefício próprio. Ele não tinha a menor condição de exercer a tutela, mas na época, a lei dava preferência aos avós paternos. Depois de um ano, fiz o que estava ao meu alcance para sair da casa dessa tia. Assumi a responsabilidade pela minha criação e educação, porque se fosse depender dos outros estaria perdido. Estudava numa boa escola particular pago com meu dinheiro junto com meu primo, o que de alguma maneira me beneficiou. Essa tia borderline de fato tomou a frente de algumas coisas que me beneficiaram. Até então, eu entendia as atitudes dela como algo precário e voluntário. Porém, não se deve subestimar o borderline. Depois de algum tempo, ela me veio cobrar o favor. Lógico, ela queria algo totalmente desproporcional ao benefício gerado. Queria morar comigo quando estivesse idosa, depois queria receber ajuda financeira ou um dos meus imóveis do espólio. Eu era uma pessoa atenta e de alguma forma consegui neutralizar as atitudes hostis dela, e até me beneficiar disso. O que me causou depois um sentimento de culpa foi exatamente ter me beneficiado da situação. Já ela usa sua fraqueza, como uma renda financeira baixa para manipular os outros e se vitimizar. Consegui sair da casa dela aos 16 anos. Fui morar com outra tia em outra cidade, mas não gostei de lá e acabei voltando para casa dessa tia border. Então passei mais seis meses e antes de completar 18 nos me mudei para a casa da minha avó. Depois de adulto, parece que fiquei burro. Era um jovem tão inteligente para lidar com a border e depois, quando comecei a querer me adequar as exigências dos outros comecei a ter problemas emocionais. Com meu esforço consegui passar num concurso público. Ela demonstrou muita inveja por este fato. Daí tentou de alguma forma se dizer responsável por isso e se achar merecedora de alguma retribuição. Eu discordo veementemente disso. Em funçao disso sou xingado de egoísta e ingrato. Apesar de não ter obrigação de me submeter aos caprichos dela, eu me sinto um pouco culpado pelo fato de alguma forma ter me beneficiado. Por conta disso, tenho percebido atitudes de autossabotagem da minha parte, como gastar demais. Gostaria muito de me livrar de vez dos maus sentimentos que essa pessoa me traz. Sei que esses sentimentos me trouxeram aprendizado, mas acho que já está bom.

    1. Compreendo o que você passou Neto, principalmente quando você fala:

      “Essa tia borderline de fato tomou a frente de algumas coisas que me beneficiaram. Até então, eu entendia as atitudes dela como algo precário e voluntário. Porém, não se deve subestimar o borderline. Depois de algum tempo, ela me veio cobrar o favor. Lógico, ela queria algo totalmente desproporcional ao benefício gerado”…

      É exatamente isso. Minha mãe borderline acha que tem direito a benefícios ilimitados porque “limpou minha bunda quando eu era criança”, porque “me levou ao médico quando eu estava doente quase morrendo”, ou porque “acordava cedo para me levar à escola” e outras obrigações naturais de qualquer mãe. Cobra a “dívida” com altos juros deixando você com sentimento de culpa se não atender seus caprichos. E ainda fala para os outros que você é ruim, ingrata, egoísta, pragueja que “vc vai sofrer muito na vida para pagar tudo o que fez sua mãe sofrer”, que “vc vai sofrer com seus fihos” ou “devia ter te abortado”, ou “vc será uma péssima profissional”…. sempre algo nesse nível…

      Também estou nessa busca de me livrar dos maus sentimentos, mas não é nada fácil… Boa sorte a você e valorize-se. Vc não tem culpa, se virou, assumiu sua própria vida em vez de ficar bancando o coitadinho vítima como a border. Esqueça-a, deixe-a sozinha com seus próprios demônios, corte de vez qualquer contato. Muitas vezes essa é a única solução para se autopreservar. Abraços.

      1. Pois é, Gisele. Há uns 4 anos fiz psicoterapia. A psicóloga disse para eu manter distância porque na sua visão espírita, ela era um espírito imaturo, uma criança com corpo de adulto. pessoa border faz com que a gente se sinta como se fosse ruim e ainda manipula os outros para conseguir o que quer. Gisele, acho que você tem sido muito boa de pagar as contas dela. Meu primo mudou-se para outro Estado e não liga para ela nem para desejar feliz aniversário.

  3. Bem, lendo o post e os comentários fiquei com medo de mim mesma pois não imaginava que o meu problema tivesse níveis tão extremos. Mas gostaria de saber de vocês que tiveram experiências traumáticas com borderlines se essas pessoas se trataram ou procuraram ajuda. Digo isso porque há mais de um ano faço tratamento psiquiátrico e a melhora no meu comportamento foi visível. Tenho um relacionamento de mais de seis anos que muitas vezes esteve ameaçado por minha culpa, indiscutivelmente. Depois da medicação a qualidade do relacionamento melhorou MUITO especialmente em relação aos ciúmes, a possessividade e aos episódios de raiva/ódio por motivos fúteis. Meu convívio em sociedade melhorou também, a mania de arrumar confusão com tudo e agir como se todos fossem inimigos o que me levava a querer “destrui-los” (!) meio que desapareceu, consigo ver as situações com lucidez e de maneira racional. Não sou psiquiatra ou especialista mas acho que há exceções em relação a essa regra de que nenhuma borderline tem salvação, gente.
    Devo afirmar, é claro, que minha psiquiatra me situou num patamar “positivo” do transtorno pelo fato de eu, apesar do comportamento, conseguir manter uma relação estável por tanto tempo, ter um trabalho em que sou bem sucedida e principalmente por ter percebido que algo estava errado e ter procurado ajuda. Segundo ela todos os borderlines que já tratou fracassaram na vida e nem sequer admitiam o problema, permaneciam justificando maliciosamente seus atos, eu portanto me diferenciava deles. Com isso entendi que havia uma salvação pra mim, teve que ser algo que veio de dentro de mim, medicação de nada adianta se não houver conscientização e vontade de ser uma pessoa boa! Pessoal, não quero julgar as experiências de vocês mas às vezes pode haver melhora sim, às vezes vale a pena ajudar ao invés de abandonar…. Abçs

    1. Arrisco dizer que talvez você não seja border.
      Borderline de verdade não tem essa consciência e não tem cura.

  4. Sempre a mesma linha de pensamento:

    “Eu manipulava, enlouquecia os outros, causava danos e estragos físicos e emocionais, era uma narcisista e transformava a vida de quem convivia comigo num inferno maaaaas sentia um grande vazio emocional e uma grande culpa, e ficava muito triste =( , que peninha de mim”.

    Como se o “vazio emocional” e a “culpa” fosse uma desculpante. As prisões estão cheias de homicidas/estupradores/agressores/ladrões/sequestradores/traficantes “arrependidos” e com “sentimentos de culpa”. Mas isso de algum modo repara ou compensa os danos que eles causaram nos outros? NÃO. O arrependimento deles é inútil, o estrago já está feito e é irrecuperável.

    O texto é pra preservar a saúde mental de quem convive com as borderline. Eles que sofrem E NÂO TEM CULPA NENHUMA. Não fizeram nada errado e são sistematicamente infernizados por pessoas manipuladoras e cruéis.

    O sofrimento que as bordeline causam nos outros é ABSURDAMENTE maior que o “sentimento de culpa” que AFIRMAM sentir. Tanto é que pouco tempo depois já estão lá fazendos suas borderlinizes mesquinhas e cruéis.

    Borderline só procuram ajuda quando percebem que estão queimados demais no meio deles, que as pessoas começam a desistir de ser esculachado de graça (quem diria). Caso contrário não tem MOTIVAÇÂO para mudar. Porque mudariam se todo mundo que ela maltrata tem “amor incondicional” e fica nessa situação “sindrome de estocolmo”?

    Essa idéia de “acreditar e dar carinho pra um borderline arrependido” é linda, mas ilusória. Como disse o Barão, qual o percentual de Border realmente comprometidas com a melhora ? 1%, 2%, 5%? As outras 95% não estão nem aí, e vão fingir arrependimento ou fazer um tratamento de fachada pra ter uma desculpa pra continuar fazendo o que sempre fazem.

    A troco de que, um homem de bem deve investir tempo, recursos e sanidade mental numa pessoa que tem 95% de maltrata-lo? Falta empatia ao Borderline pra perceber isso.

    Maria de Fátima, você fala como boder comprometida em mudar e na sua cabeça você acha que merece o reconhecimento e vale a tentativa. Mas me pergunto? Todas as outras são como você? Você aconselharia seu filho a se relacionar com uma pessoa que tem 95% ou mais de manipula-lo e maltrata-lo, tudo em nome de uma chance irrisória dela estar realmente comprometida? Sejamos francos, você não faria isso. Você não conseguiria “ler a mente da sua nora” pra saber se ela está comprometida ou não.

    A vida e relacionamentos já são suficientemente díficeis quando as pessoas agem com lealdade, comprometimento e franqueza. Por que aumentar desproporcionalmente essa dificuldade se relacionamento com pessoas dificeis?

    Mulheres se divorciam e terminam relacionamentos por motivos mais banais, porque os homens devem se esforçar o triplo pra manter relacionamentos disfuncionais com pessoas problemáticas?

      • Welington em 05/06/2013 às 10:40
      • Responder

      É Sapo, você disse somente a verdade!

      1. Perfeita sua colocação Sapo.
        Minha mãe border, mesmo depois que a família toda se afastou, inclusive as filhas, continua suas manipulações e maldades. Está sozinha, velha e doente. Nem assim ela teve motivação para procurar tratamento e mudar. Continua culpando o mundo por sua infelicidade e está convicta de que todos estão errados, só ela está certa. Esta semana eu soube pela minha irmã que ela foi à delegacia de polícia nos acusar de “abandono”, mas esquece que mora em nosso apartamento, nós pagamos condomínio, IPTU, luz, telefone, faxineira, alimentação, etc. A vida inteira ela viveu às custas do “santo” do meu pai e agora que ele está doente e inválido, eu e minha irmã garantimos o sustento material. Ela tem 70 anos e ainda consegue infernizar. Não tem fim… A única vez que aceitou fazer terapia, usou como desculpa para mais manipulação do tipo “sou doente, tenho depressão, sofri muito, coitadinha de mim, a culpa é de vocês”… Foi inútil.

        1. Acho que o Estado se mete demais em questões de foro íntimo. É muito difícil que uma pessoa abandone a mãe, mas quando isso ocorre, muito provavelmente a mãe tem sérios problemas de caráter. A pessoa border é destrutiva, intimida as pessoas para obter a submissão delas, mente, inventa, distorce os fatos. É instável, invejosa, parasita, canalha. Os familiares sentem-se na obrigação de se afastarem para não enlouquecerem. É preciso que as pessoas se apoiem, pois pode surgir um sentimento de culpa pela decisão do abandono. Pode ter certeza, que se não for assim, o border não aprende. Se a pessoa for compassiva, eles se aproveitam. Se oferecer o dedo, eles querem o braço. Então, eu entendo que o melhor é deixá-los onde estão, pois não adianta ajudá-los. É perda de tempo.

    1. Sapo, você fala como se só os homens sofressem com borders. Saiba que existem homens borders também, viu?
      E todos os sintomas descritos não tem gênero, são da doença e não do sexo!
      Meu relacionamento (que estou desesperadamente tentando romper) é com um border.
      Agradeço o blog pq me abriu os olhos e me tirou aquela sensação de ‘compaixão’ que estava me impedindo de terminar um relacionamento conturbado que já está me fazendo mal.
      Estou em exílio, enquanto ele está no meu apartamento e quando peço pra sair, toma manipulação e choramingas.
      E claro, postagem no Face se fazendo de coitadinho e frases em que sugere que eu sou a instável!

    • Maria de Fatima em 05/03/2013 às 16:44
    • Responder

    Boa tarde Sr. kageyama. Não sei o que lhe aconteceu, nem que experiências deploráveis teve que o levaram a tal conclusão. Mas acredite o senhor e todos que os que leem este blog nem tudo o que se vê na internet é a mais absoluta verdade. Há médicos que simplesmente estão cansados de sua profissão apesar de amá-la. Sou border e o primeiro psiquiatra que me tratou teve a mesma posição que a sua, o que aconteceu foi que meu tratamento estagnou,pois ele fez sentir-ma intratável. Mudei de médica, uma doutora particular que me tratou de cortesia fez um ótimo e surpreendente trabalho me reeducando para viver em sociedade. Uma psicóloga particular que também me tratou de cortesia me fez ter as melhores epifanias da minha vida e me ensinou a reagir e lutar para ser diferente. Dois anos de tratamento, recebi alta e tenho um filho que é a razão de todo o meu esforço para sair da de fato preguiça mental que tem o borderline ( vamos ser honestos, ela existe, assim como em qualquer transtorno de personalidade). Meu filho é uma criança saudável de 3 anos, muito esperto e sensível, que assim como eu gosta de literatura ( leio pra ele desde a gestação), brincadeiras ao ar livre, música ( toco diversos instrumentos e o estimulo desde a gestação, também canto para ele e lhe faço canções de ninar). Isto lhe parece alguém que não se dispõe mudanças? Sem futuro? Amo blogs, acho muito instrutivos, mas tenho filtro e sugiro que todos tenho. Gosto de diversos posts seus, e continuo acompanhando. Só vamos fugir de ser taxativos, pois qualquer leigo pode ter acesso a artigos discriminativos e crer piamente neles. Borders podem ler o seu artigo e isto pode acabar por reforçar comportamentos conformados de agressividade, acho que me entendeu. Não comprometa o tratamento de outros que assim como eu podem, sim ter a chance de conhecer o equilíbrio e a felicidade! Obrigada.

    1. O problema é: qtos se dispõem a mudar?

      1%? 5%? 10%?

      Muito poucos.

      Pontos fora da curva não contam para muita coisa. Se vc conseguiu superar o problema, ótimo, meus parabéns. O texto não é para esses que enxergam q tem um problema e querem sair dele.

      Mas os outros 99% tão nem aí e só querem ferrar com a vida dos outros, como são deixados de forma clara nos relatos acima. Para esses q é voltado o texto. Logo, como não se sabe se a pessoa tá realmente tendo dificuldades em sair do problema ou tá fazendo manha, a prudência e o afastamento é mais do q necessário para aqueles q não tem paciência de Jó (ou sofram de masoquismo).

        • Welington em 05/03/2013 às 17:21
        • Responder

        Creio que tenho um diploma de convivência com um Borderline que preenche todos requisitos e atitudes para Freud falar que este é o exemplar perfeito do Borderline. Um Borderline completo não tem solução! Quem está se tratando pode ficar feliz, pois não é Borderline!

          • Maria de Fatima em 05/08/2013 às 8:58
          • Responder

          Olá, se ainda estiver por aqui gostaria de conversar com você com um pouco mais de seriedade ( que não se entenda que também quero destruir a sua já condenada vida, nem tampouco te encorajar a permanecer no inferno, conheço essa infelicidade, só acho que… ) Bem se aceitar conversar … é cmaryWilde@gmail.com

        • Maria de Fatima em 05/03/2013 às 17:42
        • Responder

        Ah, assim parece mais claro! Obrigada por não me xingar ( brinks). Realmente tem gente que faz manha. No consultório o melhor profissional vai saber mandar a real para este paciente e não passar a mão em sua cabeça. Apenas isto pode salvá-lo. É um trabalho cansativo quando o profissional tem uma visão clínica enérgica e fria. Eu tive dois anjo que me deram muita bronca, mas me puseram no meu lugar. não aceito menos que a normalidade, ninguém nasce normal na realidade. Eu conquistei minha normalidade. Tenho mais equiliibrio e sensatez do que outros que não têm nenhum transtorno diagnosticado. Posso de dizer que a maior dificuldade foi o karma de ” estou doentinho opor isso tenho o direito de explodir o mundo” mas isso só acontecia porque um certo Doutor fez um estrago imenso em minha auto estima. E as doenças que mais deformam o caráter da pessoa são as que trazem consigo o narcisismo, mal este que é compartilhado tanto por psicopatas graves quanto pessoas normais que fazem más escolhas. Na verdade mesmo existe um retardo inestimável na academia de psicodoutores do país, a questão é que no Brasil há retardos em quaisquer âmbitos da medicina. Os profissionais estão tão preguiçosos quanto seus pacientes borders ( ou bipolares, ou depressivos…)

        P. S.: Por favor moços, não abandonem sua namorada borderline, ela tem jeito se você a respeitar como uma pessoa normal. A principal doença é o diagnóstico ( É ele que traz a licença pra matar). Mandem a real. Procurem um profissional que faça o mesmo. E carinho é aquilo que faz crescer e ao mesmo tempo que faz sentir bem. Se faz sentir bem, mas não amadurece a pessoa não é carinho você está manhando a criatura.Seu foco deve ser: ” Ela realmente gosta de mim?” Se a resposta for positiva repare no comportamento dela, não nas palavras. Se ela se corta por você nem sempre é pra manipulá-lo. Você pode saber se é ou não. Quando ela se cortar ou enlouquecer e você souber por terceiros, não pela própria. A decisão é sua. Trabalho maior têm-se com pessoas mais frias que traem e mentem ardilosamente. Conheço uma mulher normal que acaba com o marido e o torna indigno perante os amigos dele e toda a família, posso dizer com certeza que a dor dele e o trabalho que ele tem para tentar mudá-la é visivelmente imensurável

          • Maria de Fatima em 05/03/2013 às 18:00
          • Responder

          Welingnton, pode acreditar, a convivência é o maior engano de percepção que existe, pois você está afetado o suficiente para enxergar as coisas mais dolorosas do que são. Muitos desistiram de mim, você não tem ideia. Fiz estragos. Mas aprendi que nem tudo é irreversível. Meu diagnóstico foi certeiro. Enlouqueci os que estavam mais próximos. Só que também conquistei muita coisa, e descobri aqueles que realmente me amavam. Não existe amor sem subtrações. Minha adolescência todas foi repleta de danos.Em determinadas condições o border realmente manipula só que há grande exagero no artigo. O border tem uma carência enorme de aceitação dos outros, mas não com razões sádicas e narcisistas. Eu já manipulei, conheço borders que manipulavam, e percebo neles um grande vazio emocional e uma grande culpa. Ainda hoje acordo de madrugada de pesadelos horríveis de coisas que eu fiz. E me dói muitíssimo. Não pelo contingente de pessoas que eu expulsei de minha vida, mas pelo grau de importância que representa a presença delas que não pode mais estar comigo.Permaneceram minha mãe, que me ama incondicionalmente, meu padrasto que embora não admita muito se preocupa bastante comigo e agora visivelmente me respeita como pessoa ( ele que sempre achou que fosse birra e sem-vergonhice chegou a comprar meus medicamentos quando eu não pude), e ainda meu marido, apesar de sua própria imaturidade e despreparo para lidar com uma esposa doente ( na época). E claro o mais importante… O meu filhote que traz o paninho da cozinha pra mim sempre que me vê chorando por coisas passadas.

            • Welington em 05/06/2013 às 9:44

            Maria , muito bom você estar se equilibrando a vida, é o que todos fazemos, querendo ou não. Creio que cada um com um universo distinto. No meu caso são vinte anos de convivência , não são dois dias nem dois meses. A loucura é tanta que nunca tive coragem de contar a ninguém pois ninguém vai acreditar, nem eu acreditava! Me atrevo a dizer, em convivência, sou PhD , 20 anos tentando entender essa maluquice, mas por acaso descobri que já havia um diagnostico, e se eu o conhecesse antes, poderia até concordar com você, já me formei nesta escola! Mas deixa isso para lá, o importante é que você está em plena conquista, ok Quem dera minha esposa tivesse 0,0000001% da sua visão. felicidades!

            • Mister X em 05/19/2013 às 10:01

            Fátima, Wellington, Barão e demais amigos nesta roda:
            Minha esposa é borderline, e eu só consegui entender isto há pouco mais de um ano. Estudei a fundo e hoje sei que as chances de sucesso numa tentativa de recuperar um Borderline são muito pequenas.
            Welington: vivo com uma Borderline mais tempo que você. Eu daria tudo para não ser o detentor deste recorde. Vou para o Guiness na parte dos recordes indesejáveis – se é que ela existe. Sei o que você passou e/ou está passando.
            Quero acrescentar à conversa algumas coisas que aprendi nas pesquisas e em minha vivência nada fácil, e que talvez ajudem aqui:
            Primeiramente, há uma generalização do termo Borderline. O transtorno Borderline pertence ao grupo maior chamado TPEI (Transtorno de personalidade emocionalmente instável). Este tem dois sub-grupos: o Impulsivo e o Borderline. Cada um deles tem cinco requisitos. Basicamente o impulsivo abrange todos os comportamentos comentados aqui: acessos inexplicáveis de fúria, violência verbal e às vezes física, comportamento caótico, manipulação, vinganças cruéis, ausência de arrependimento, etc. e o Borderline tem isso e mais: vícios, compulsões, tendências suicidas, atitudes de auto-lesão, sexualidade instável, etc. As referências que li põem tudo no mesmo saco, com o nome Borderline – por isso eu também misturo tudo com o nome Borderline.
            Fátima: Talvez você seja TPEI tipo impulsivo e bem leve. A Borderline ou Impulsiva típicas não se veem como tais: todos os outros é que são loucos, impacientes, agressivos, desestruturados, nunca ela. Acredito que você vai melhorar continuamente e vai ser uma das poucas a sair desse atoleiro.

            Outro aspecto que quero chamar atenção (ao menos para os namorados/maridos de borders) é da importância do momento em que se toma consciência do problema. É um momento quase igual ao de um novo nascimento. A partir dele você passa a enxergar outros caminhos. E tem mais: alguém diz que convive há dez anos com uma border, mas tomou consciência de todas essas explicações há um, é bem diferente de outro que convive os mesmos dez, mas teve essa revelação há nove. Aí, seriam nove anos de imobilidade. O primeiro vai sofrer muito e sair do relacionamento. O segundo vai precisar de muita ajuda terapêutica para começar a se mover no sentido de sair.

            Quero colocar essa questão aqui, uma frase que pode ser dita por todos maridos/namorados de uma borderline. “Agora que sei que não sou louco, e todos os problemas passaram a ter explicação, o que fazer?, e como fazer?” No meu caso, quero evidenciar o problema, encaminhá-la a um tratamento e separar. Todas as referências quando falam em separação mencionam que não se deve contar o motivo real, que isso piora as reações, que de qualquer jeito vão ser pesadíssimas. Quero saber o que vocês pensam disso.

            Abraço,

        1. “Por favor moços, não abandonem sua namorada borderline”

          A pergunta q não quer calar: O QUE O CARA GANHA COM ISSO?

          Egoísmo do caraio esse…

            • Nuno em 05/06/2013 às 13:32

            Concordo com você, não existe nada de bom nesse tipo de relacionamento, se viver infeliz 99,9% do tempo fosse vantajoso pra alguém..

            Os border´s são perigosos, larga você pra se apoiar em outro como se fosse apenas um galho, vive a mesma rotina de erros, parece que a vida dessas pessoas está em um eterno looping: conhece a pessoa, esconde o que tem debaixo de uma grande máscara, ganha a confiança, destrói a moral minando diariamente com boas pitadas de maldade pura até que acabe o relacionamento com a pessoa descobrindo tudo, e partem novamente pra fazer a mesma coisa do principio, como se da próxima vez fosse ter um resultado diferente conhecendo outra pessoa….

            Sinto pena de quem veio depois de mim, isso não é justo com pessoas de bem, e geralmente é assim, eles não se apegam a quem não presta, pois não tem bondade ali para sugarem, são vampiros da condição psicológica alheia, não existe base alguma que sustente um relacionamento saudável, só existe a destruição moral, só insatisfação diária, nada mais que isso para quem convive com border.

            • Gisele em 05/07/2013 às 2:22

            Brilhante sua sacada Nuno. Borders somente atacam pessoas boas, nunca outros borders como eles… São parasitas emocionais, alimentam-se da generosidade alheia sugando toda a energia boa dos outros, que sabem farejar com extrema precisão.

            • Maria de Fatima em 05/07/2013 às 22:23

            Saibam pessoas que eu conheço os dois lados, meu marido é um borderline! What a pity! Mas estou com ele porque realmente o amo com abnegação. Ele faz muitas coisas, é controlador, obsessivo, explosivo, já me bateu tanto quanto bati nele. Estou tentando convencê-lo a buscar o tratamento, mas ele rejeita totalmente. Revoltou-se tanto que disse não acreditar em psicologia,pode? Sei que tenho muito a aprender nesta vida. Talvez ele nunca mude e por isso as vezes penso sim em pegar meu filho e ir embora, tamanha a cegueira dele em não admitir que tem o trastorno. A questão é que é exatamente igual ao que eu era. continuo aqui porque depois que recebi alta completa do meu tratamento e ganhei carta branca pra viver sem medicamento algum passei acreditar que com ele poderia acontecer o esmo por causa do nosso filho. Estou esperando, é muito doloroso porque ele me humilha muito. Quando eu estava em crise, numa depressão bem profunda e de cama ele me levantava a ponta és, me chamava de preguiçosa, e já fez coisas muito mais destrutivas ainda. Mentiras constante, negligência conjugal, estupro ( quando eu não conseguia ter relações sexuais… Acreditem estou aqui porque sei que é possível e acredito que ele possa mudar, apenas porque eu conseguir. Sei que a confiança tem prazo de validade, mas nossa história já teve muitas felicidades, são 10 anos de história. Linda e incorruptível apesar de tudo. Mesmo que eu perceba que definitivamente ele não mudará vou embora, sim, mas ele ainda viverá em mim talvez pelo resto da minha existência.

          1. Tem gente q é masoquista msm…

            Ou seja, a pessoa insiste em ficar com um cara q já se mostrou violento e maluco e ainda acha isso bonito.

            Depois o maluco te crava uma faca nos cornos e aí vem o Fantástico, o Datena, ou seja lá o diabo q for e vem falar “aien meu deusss, os homi tão violentus dimaisss, tem q cortar o saco deles td fora pra ver se eles ficam menos violeeentuuuusss”, “aaiii tem q reforçá maria da penha” e outras merdas.

            É foda. Por causa de alguns psicopatas e suas fãzinhas q nem vc, TODO HOMEM tem q ficar com fama de violento e se criam leis para fuder com a vida de caras q não tem nada a ver!

  5. Ola, Comecei um relacionamento com uma borderline e no inicio estava muito bom ela me disse que tinha esse transtorno e ate explicou como era que era muito complicado continuamos a nossa relação pois eu gosto muito dela mas um dia e outro ela ficava com muito ciume de mim mas eu nunca fiz nada de errado e ai ficava tudo bem e ai passou 8 meses e ai começo a mudar tipo nao queria mais me ver mandava mensagens e nao recebia as mensagem e sempre ela falava em termina pq o problema dela voltou a ficar mais intenso e ela nao queri mais me ver a gente ate hoje se ver muito pouco e eu amo muito ela e nao quero deixa-la de jeito nem um to sofrendo muito gostaria de uma opinião sobre isso gostaria de saber se ela ta mentino pra mim se ela estar com outra pessoa ?

    1. Esquece essa bomba e vai viver a sua vida. Vc vai só tomar no cu se continuar com isso.

      Ps: Aliás, te recomendo ler isto aqui: http://canal.bufalo.info/2012/07/a-terrorista-emocional-primeira-parte/ e o artigo subsequente.

    2. Bem, te digo de cadeira (já tive relacionamento com border), vai viver a sua vida cara, aproveita enquanto você pode sair numa boa, sem nada demais ter acontecido, pois geralmente é dai pra pior.

    3. Isso nem parece um problema, mas se ela for uma borderline típica , cuidado, você está na porta do inferno, pode cair nas profundezas sem volta!

    4. Tive um relacionamento curto, porém intenso, com uma borderline. Ela realmente sacudiu a minha vida e de uma maneira boa, no início. Ela fazia faculdade no mesmo lugar que eu, lhe conheci num bar, sedutora nata, muito bonita, me conquistou rapidamente. Ficamos durante alguns meses, até que me vi num relacionamento, e foi aí que começaram os problemas. Ela se fazia muito de vítima, falava que eu a maltratava e distorcia tudo que eu falava, até ela terminar comigo. Sentamos numa mesa pra conversar a respeito, e ela me explicou que era borderline, me falou um pouco sobre o que era e que até já tinha tentado se suicidar, enfim, depois disso terminamos. Não entendi muito bem, li algumas coisas sobre o transtorno, e fiquei perplexo, até conversei com amigo que fazia psicologia, ele me confirmou sobre alguns comportamentos dela e resolvi seguir em frente e não voltar atrás. Ficamos quase 2 anos sem se ver, até que um dia a encontrei no bar novamente, ela usou todas as artimanhas para me seduzir, no bar ela só tinha olhos pra mim, e então resolvi e a chamei pra conversar. Eu não estava à vontade com aquela situação, ela já havia ficado com vários outros caras nesse tempo, inclusive alguns colegas meus, mas não tinha nada contra ela, e conversamos normalmente, como se fossemos grandes amigos, mas ela tentou me beijar de uma hora pra outra, e eu recusei. Ela deu um pit e sumiu. Mais tarde ela me mandou mensagem no celular como se não tivesse acontecido nada, que estava com saudades e se poderíamos marcar de sair. Desde então ela não para de vir atrás e dizer que gosta de mim. Até que num belo dia eu estava com outra garota no bar e ela aparece do nada e começa a me bater, eu a segurei firme, ninguém entendeu nada, e a garota que eu estava muito menos. Controlei a situação e não falei nada, virei as costas e fui embora. Depois disso, acabei por parar aqui, procurando mais informações, e me deparo com o conselho “fique longe!”. Minha sorte é que ela nem sabe onde eu moro, mas se eu for ficar mais longe que isso, só se for mudando de estado (kkkk). O problema é que fiquei na dúvida se digo abertamente o que eu acho a ela, ou se simplesmente ignoro e nem troco mais nenhuma palavra, mesmo se ela me procurar ou me abordar na rua. E aí o que eu faço? ( A respeito, muito bom o artigo, é exatamente isso o que acontece! E nós que caímos nas mãos das borders é que nos fodemos literalmente, porque elas não estão nem aí )

      1. Cara, o melhor que você faz é deixa pra lá, não adianta tentar conversar, pois ela não vai te ouvir, aliás, se tentar conversar, ela vai entender que você ta dando ibope pros pit´s dela, então cara, creio eu que o melhor pra ti é ignorar mesmo, pois de certa forma voce sabe que quanto mais voce tenta falar pra dialogar a coisa toda numa boa, pior fica a situação, mais chata ela fica, mais atrás ela vai ficar, menos paz voce vai ter.

      2. Vamos ver o que vai dar essa história, vou continuar ignorando, mas por enquanto, sem surpresas por parte dela.

        Lendo as histórias, vejo como é impressionante a quantidade de pessoas que passam pelo mesmo problema. Meu irmão bateu recorde aqui em casa, casou com uma border e separou depois de 1 ano morando juntos, depois, acabou namorando outra border. Na segunda ele foi mais esperto e largou rápido, mas a primeira acabou com ele, entrou na depressão e tudo. É triste de se ver, e eu quero distância, mas aqui, pelo jeito, somos verdadeiros imãs de border… rsrs

  6. Sou uma borderline e tenho 35 anos, descobri isso ha pouco tempo, tenho motivos de infância, e sempre me achei um monstrinho rejeitado, e nunca soube o pq, sempre me senti chata com os outros e a rejeição dos outros,… faço parte de um grupo fechado chamado transtorno borderline, e la colocaram este fórum p ser denunciado, mais não concordo, e porém posso até ser massacrada por isso, pois infelizmente p mim 70% do que vcs disseram aqui vcs tem razão, outro dia vendo videos e lendo sites sobre este comportamento, descobri que tem uma parte boa, alias borderline dividido em 3 graus, eu me realizei no meu casamento, pois descobri e tratei logo de me aceitar e buscar solução salvação, pois tenho 2 filhos pequenos, e pelo contrário de que não tive com minha mãe, eu dou a eles muito carinho e atenção, beijo muito apoio educo incentivo, e elogio sempre,,, tudo q não tive de bom tento fazer p eles…sobre a psicopatia, eu sei q um borderline vive entre a neurose e a psicose, e é bem assim mesmo, as vezes me sinto um monstro de ruindade, de manipuladora de vitima de tudo ruím, pois nunca entendi o pq, ja tentei 3 suicidios, por não me aceitar assim, e por maltratar muitos os q me amam , me senti muito culpada, e lendo hj isso tudo aqui eu fiquei até deprimida e assustada porém até concordo com vcs, temos q ser isolados do mundo mesmo… ninguem merece nossa convivência…

    • Welington em 04/10/2013 às 15:27
    • Responder

    Descobri há um mês sobre esse transtorno borderline, tudo que li é o retrato fiel da minha esposa! Nunca falei com ninguém pois ninguém acreditaria que minha esposa fosse assim! Uma mãe incrível para os meus filhos! Uma pessoa que sofreu, perdeu a mãe e pai na infância para o câncer e alcoolismo, e creio que de lá foi a origem deste transtorno impressionante. Depois de mais de 1.000 brigas e situações inacreditáveis incluindo a noite infernal de ontem, passei a pensar em mim , e um dos pensamento foi que se eu era mesmo uma pessoa normal. Como pode uma pessoa normal suportar esse inferno inacreditável por tanto tempo! E pelo que percebo e vivi, não há saída, já fiz o possível e o impossível! Creio que algo me iluminou para conduzir nossas vidas equilibradas e felizes fora dos momentos das crises da minha esposa, crises capaz de destruir tudo! Creio que após esse martírio meus filhos terão uma vida normal e feliz pois se eu enlouquecesse também eles com não terão um futuro feliz.ou até mesmo algo do transtorno! Creio que só posso me segurar em Deus todo poderoso, ele é, e sempre será a luz com misericórdia a nós seres humanos! Agradeço a Deus pois só ele é capaz de me dar forças até aqui e iluminar o futuro meu e de minha família!

  7. Sou bipolar tipo II e tenho personalidade limítrofe, diagnosticada e acompanhada por psiquiátra, com poucas visitas ao psicólogo (parei de ir pois estava me tornando mais egoísta), com 29 anos de sofrimento, 10 anos de tratamento, 3 tentativas de suicídio, vários ataques de pânico, muito remédio trocado e atualmente com doses reduzidas. Estou em remissão de sintomas, sem crises, sem ataques, sem problemões com as pessoas, sem dor de cabeça, sem autoflagelo, sem chororô, sem manipulação, sem autocomiseração, sem autovitimização, sem tentativa de autodestruição etc há quase um ano. Achava que não tinha jeito então tentava me matar.
    Mas agora quero viver, pois se eu sobrevivi até aqui é porque é pra eu continuar me esforçando pra melhorar! Sobrevivi mesmo causando estragos ao meu redor, perdendo pessoas, arrasando meu relacionamento familiar, bagunçando minha vida.
    Mas estou melhorando, fiz novos amigos que sabem da minha condição mas me tratam igualzinho aos “normais”, minha família agora já entende a bipolaridade (da qual não tenho tido crises há quase um ano). Tenho muita vontade de viver bem e, mais importante, conviver bem com as pessoas ao meu redor. Não é fácil mas minha fé em Deus tem me ajudado muito a respirar fundo e me esforçar pra melhorar. Porque é isso que Ele quer: que eu seja sã nos realcionamentos.
    Não conheço quem escreveu o texto mas não fico indignada com essa visão e também não fico me doendo ou esbravejando por isso como eu vi gente aí fazendo. Pra que isso?
    É o que eu vejo em muitos borders, agora que estou melhorando e com a mente mais leve, com menos caos dentro da cabeça. Lendo esse texto consigo olhar pra trás e lembrar de como as pessoas me viam e comentavam pelas minhas costas (sempre tinha alguém que me contava depois), mas porque eu realmente colocava à prova a paciência de qualquer ser humano. Atraía, como boa borderline, somente sentimentos de raiva, repugnância, medo, repulsa e pena.
    Estou melhorando e fico olhando para os outros que ainda não estão bem e que ainda estão causando um pandemônio como eu causei a vida toda, e consigo entender a visão de quem escreveu esse texto. Mas é triste que alguém afaste tanto as pessoas assim. O border faz sofrer mas também sofre quando vê que ninguém o quer por perto.
    É muito sofrido. Pelo menos pra mim sempre foi. Conheço outros borders iguais às descrições (eu era uma) mas, diferentemente de mim, a maioria esmagadora não quer melhorar, não se esforça, não persevera no tratamento, não se auto avalia. É tudo “eu eu eu meu meu meu”, é um tal de se esconder atrás do transtorno, querer ser mimado, ficar fazendo de conta que vai se matar, que vai se cortar pra manipular as pessoas, um tal de fazer confusão por tudo, gritar na frente da casa das pessoas, jogar tudo pelos ares, fazer corpo mole no tratamento, desesperar o psicólogo e achar que está coberto de razão.
    Daí sofre feito um ‘cão’, destrói tudo, se destrói, entra em depressão e depois não sabe porque. O mal que dispensamos só gera mais mal dentro de nós. Lembro de mim há um tempo atrás e vejo todo o péssimo comportamento que eu tinha.
    Lembro de mim há um tempo atrás e só consigo pensar que tudo foi muito feio, muito indigno, repulssivo, aterrorizador e deplorável pra uma pessoa adulta que já deveria ter sabedoria pra buscar uma qualidade de vida, um emocional mais leve, pensamentos centrados e julgamento adequado pra alguém que está crescendo e envelhecendo.
    Não sou dona da razão e nem melhor do que ninguém, mas eu estou melhorando! Não estou mentindo pra dar falsas esperanças de uma cura milagrosa da noite pro dia nem inventando coisas pra bater de frente com algum profissional, de modo algum!
    Mas só quis escrever tudo isso pra saberem que existe esperança, existe melhora, existe uma vida de qualidade pra quem tem esse transtorno ou outros, e que faz o tratamento, se avalia, abre mão de suas “razões” em prol das pessoas com quem convive etc. Estou dizendo isso por que conheço o sofrimento do TPB e da Bipolaridade, sei que sou uma das raras exceções que vê sua vida melhorar. Pra mim já é uma esperança, ainda que fosse 1 caso de recuperação no meio de 1 milhão de doentes. Posso ser um caso raro, mas sou uma realidade, graças a Deus!
    Se alguém quiser e se puder ajudar alguém, podem até acompanhar meus relatos sobre minhas fases aqui http://casulodelola.wordpress.com/. Forte abraço!

  8. Fernanda,

    Você tem duas alternativas: permanecer num relacionamento abusivo, caótico e potencialmente perigoso ou sair dele e procurar um relacionamento mais satisfatório. A sua expectativa de permanecer nesse relacionamento e sua namorada magicamente se transformar é ilusória e não vai acontecer.

    O sofrimento de perda do bordeline é mínimo em relação ao sofrimento que eles causam. O fato dela alegar que sofre NÂO JUSTIFICA os abusos. Seria o mesmo que um sociopata que bate nas pessoas na rua dizer que também “sofre de remorço”, mas continua batendo nos outros a esmo… vai me dizer que o “sofrimento” é o mesmo? Claro que não…

    Se ela tivessem um sofrimento emocional realmente grande ela iria se conscientizar que precisa mudar a atitude, buscar um tratamento, controlar a raiva, tomar um medicamento, e buscar uma melhora. Se ela abusa de você é porque sabe que você aceita esse comportamento.

    Se você permanecer com ela nessa relação abusiva, que motivação ela vai ter pra mudar? NENHUMA. Ela faz o que quer com você e não há consequências das insanidades dela. Você está adoecendo nessa relação, ela não vai melhorar expontaneamente.

    Sinceramente, vá procurar ajuda profissional pra tentar entender o porquê de permanecer numa relação que não te faz bem. Acho que é uma mistura de baixa auto estima, com uma visão deturpada e romantizada de que “quem ama aceita tudo”.

    Amor é reciproco. Se ela não te trata bem ela é incapaz de te amar do jeito que você precisa. Atitudes falam mais alto que palavras.

    1. Falou tudo sapo, principalmente o lance de versão romantizada de quem ama aceita tudo, os border´s são bons em te manipular pra te plantar esse tipo de coisa bem la no fundo de pessoas boas que se preocupam com o próximo e querem ajudar, eles são vampiros emocionais, por tal motivo você fica com pena de virar as costas, e no fim, sempre quem realmente se dá mal somos nós, pessoas normais.

      Bem, a verdade pra mim foi a seguinte: Não podia fazer nada por ela, tentei muito além do que deveria eu confesso, também sentia pena, mas cheguei a conclusão que só uma das pessoas na relação tinha jeito, eu mesmo, se saísse fora daquela gangorra emocional, assim o fiz, fazem meses isso, to muito feliz hoje, tão feliz que nem me imaginava assim quando ainda tava com ela, era só briga, só problema, só esculacho emocional, por mais forte que você seja, você sofre, e só você sofre, pois eles vão ser sempre assim, não importa o que você faça ou fale.

      Pra quem ta nessa situação, desejo que consigam sair e alcançar a tão querida felicidade/bem estar, eu consegui, outros conseguiram, vocês também podem se livrar dessa vida de abusos, ficar numa boa e encontrar pessoas que realmente valham a pena investir, seja o que for, só de não estar vivenciando um inferno desses, já é um motivo enorme pra ser feliz.

        • Fernanda Rangel em 03/21/2013 às 18:39
        • Responder

        Obrigada pelos conselhos sapo e Nuno.
        Mesmo de longe vcs estão me ajudando bastante a criar força e coragem para fazer o que é necessário. Não é fácil sair de um relacionamento com uma borderline, porque nós adoecemos juntos psicologicamente falando e não percebemos. Vc acaba participando, e mesmo que indiretamente, se fundindo no mundo deles, a ponto de não saber o que é certo ou errado mais. Tiveram momentos em que ela me confundia tanto com suas argumentações, que eu quase acreditava que quem estava errada era sempre eu. Uma relação com uma border é uma loucura total, sair ileso é para poucos, os quais admiro muito.

        Concordo que preciso de ajuda de um psicólogo depois de tudo o que aconteceu, aceitar os abusos de uma border não é normal, demonstra falta de amor próprio ao extremo.

        Mais uma vez, agradeço a todos que estão participando aqui, pois mesmo que “sem querer” vcs estão ajudando diversas pessoas.

        1. Fernanda querida,
          Deus mandou te avisar que você vai conseguir sair dessa relação doente e curar suas feridas emocionais. Talvez você nem acredite Nele, mas ele acredita em você. Ele colocará em seu caminho o psicologo certo para te ajudar. Você saberá quem é. Vá em frente. Seu “carma” terminou. Namastê

    2. Sapo, perfeita sua colocação. Concordo com o comentário do Nuno: “visão deturpada e romantizada de que quem ama aceita tudo”. E o que conta é a atitude, não as palavras.

      “Suas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir o que você diz” (Ralph Emerson)

    • Fernanda Rangel em 03/20/2013 às 21:55
    • Responder

    Boa Noite!
    Tenho relacionamento há mais de um ano com uma borderline. Comecei a suspeitar do comportamento dela há alguns meses, pois sabia que havia algo de errado em tantas brigas por motivos banais, desentendimentos, crises de raiva repentinas, vitimização frente a tudo e todos, entre outros sintomas.
    Semana passada foi a gota d’agua que fez o copo transbordar. Fui alvo de um surto de raiva da minha namorada borderline. Ela me deixou despedaçada, então resolvi dar um basta. Comecei uma longa
    pesquisa na internet a respeito desse assunto. Já li dois livros a respeito, “stop walking on eggshells” e “corações descontrolados”, porém até agora esse artigo juntamente aos comentários logo abaixo foi o que mais me foi útil. Agradeço a todos que deixaram sua opinião, caso, e histórias logo abaixo. Me indentifiquei demais com a história do Nuno, e imagino que a Gisele seja alguém de uma força psicológica grandiosa por conviver com uma mãe borderline todos esses anos. Por mais difícil que seja manter um relacionamento amoros com uma borderline, em tese podemos nos desvincular da pessoa quando quisermos, o que não acontece com quem tem grau de parentesco tão próximo.

    Estou tão devastada e paranóica que tenho medo da minha namorada econtrar esse blog e ler meu comentário.

    Contei a ela sobre minhas suspeitas, mas não sei o que faço. Pelo amor que sinto tenho dó de simplesmente virar as costas a ela, porque apesar de tudo, os boderlines também sofrem com tantas perdas.

    Obrigada por compartilhar pessoal.

    1. Fernanda,

      A força psicológica veio de algo superior a mim. Podemos chamar de Jeus Cristo, só para facilitar, mas atende por inúmeros nomes, cada religião e cultura dá um nome diferente. Isso não importa, estamos falando da mesma essência misteriosa universal (gosto mais dessa designação) que disse o seguinte:
      “Amai o próximo COMO a ti mesmo e não EM VEZ DE ti mesmo”.

      Minha vida mudou quando eu finalmente compreendi isso.

      Luz e Paz para você!

      Gisele

        • Fernanda Rangel em 03/22/2013 às 18:42
        • Responder

        Gisele, suas palavras tem sido uma verdadeira ajuda a nós que sofremos com esse problema. Engraçado a coincidência das coisas, é assim que percebemos a intervenção divina. Dias atrás comentei com uma amiga de que nada adiantava as críticas dela sobre meu relacionamento, pois esse era um carma meu, dessa forma somente eu acordaria para a realidade quando meus processos interiores permitissem. O que e do nosso caminho é nosso. Dito e feito. E vc disse em seu comentário que meu carma acabou. Que coincidência boa ler essa frase, me fez ter ainda mais forças. Não acredito em Deus, e sim nessa força que vc definiu como essência universal. É muito bonito e reconfortante ver que apesar de tudo pelo o que vc passou, tem essa força toda para ajudar os que passam por situações parecidas. Posso dizer sem sombra de dúvidas que vc é uma pessoa iluminada.

        Pedi um pouco de paz para a minha border, depois de todo o inferno do final de semana passado. Não posso descrever como é essa tranquilidade de não ter que lidar com pessoas com esse distúrbio todo dia.

        Obrigada sempre pelas respostas, e pelas histórias compartilhadas.
        Espero que todos consigam se livrar e se curar dessa convivência doentia.

  9. Bem, agora eu pergunto, e quando não existe a possibilidade de simplesmente excluir um borderline da sua vida ? Tive uma companheira por pouco tempo, que resultou em filhos, ou seja, a relação será para o resto da vida.
    Lendo sobre esse distúrbio, poderia elencar praticamente todos os sintomas de um borderline, começando pelo fato dela ter sido adotada e carregar esse trauma desde pequena. O resto é como descrito em varios lugares, facilidade de mentir, extremos de humor, facilidade em agredir pessoas que não gosta, familiares, enfatizar que o mundo é mal e injusto, sendo ela uma eterna vitima de tudo e todos, e assim por diante. Dirigir com total imprudência, ao ponto de puxar o freio de mão com o carro em movimento (lotado de pessoas), enquanto estava no banco do passageiro, alem de muitos outros sintomas. Mas eu não sou um profissional nesta área, entao eu dizer pra ela isso a ainda por cima ela aceitar, seria totalmente em vão…

    1. Nesse caso não tem como excluí-la totalmente de sua vida por causa dos filhos. Pelo seu comentário estou deduzindo que vc já está separado dela. Sou filha de uma mãe border e pai normal. Com base em minha própria história de vida, recomendo que vc fique “de olho” no comportamento dela em relação aos filhos e procure protegê-los. Cuide da auto-estima deles, que provavelmente será bastante prejudicada pelas críticas constantes da mãe. Esteja sempre presente na vida deles, diga que os ama e que eles sempre poderão contar com você. Mesmo que ela tente colocá-los contra você, mesmo que ela diga um monte de mentira para eles, mantenha-se por perto. Assim eles saberão quem é o pai deles e ficarão imunes às maledicências. Se necessário, em caso de extrema necessidade, procure um advogado especialista em direito de família. E informe-se sobre “alienação parental”. Não caia na tentação de dizer a ela que ela é uma borderline. A reação será violenta, ela rejeitará o “diagnóstico”, dirá que vc é louco, etc. Até os psiquiatras hesitam em dar o nome correto do distúrbio ao próprio borderline, talvez porque o diagnóstico seja dificil realmente ou talvez porque saibam da reação adversa dos borders diante de sua realidade. Geralmente prescrevem antidepressivos e estabilizadores de humor, evitando “nomear” o transtorno. Não sou psiquiata, o que estou dizendo é com base em minha experiência com minha mãe. Desejo-lhe serenidade e discernimento para lidar com tudo isso. Que Deus lhe dê forças. Fique em Paz.

      1. Eu gostaria de saber Gisele se quando uma border se apaixona por um homem e este não a quer ou abandona ela qual é a reação dela, uma border demora pra esquecer uma relação amorosa e insiste em retaliações e perseguições se caso o homem não ceder aos seus caprichos doentis?

        1. Se a border se apaixona e não é correspondida (ou seja, se o cara não “comeu” ela), pode ser que dê algum trabalho mas por pouco tempo. Ela procurará outra vítima. Se o cara “comeu”, mesmo que só 1 vez, ela vai infernizar por um tempo maior, mas não muito. E sairá em busca de outra vítima.
          Agora, se ela foi abandonada, aí o bicho pega. Esse é o ponto: o abandono (real ou imaginário) fere o ego frágil da border de tal forma que ela surta mesmo. Vai retaliar, vai perseguir por um tempo mais ou menos longo, vai bancar a vítima para a família, amigos, conhecidos, vizinhos, etc., dependendo do grau da patologia. Certeza que vai tentar colocar os filhos (se tivé-los) contra o pai (isso é muito triste e grave, deveria ser crime e dar cadeia). Dirá que vc é mau caráter, FDP, traidor, irresponsável, vagabundo, imprestável, moleque, etc, etc. Esteja preparado e não lhe dê atenção. Evite responder no mesmo nível (sei que não é fácil, sua vontade é mandá-la fixar residência definitiva no inferno!), mas na medida do possível procure evitar o revide. Se necessário vale até tomar um lexotan. rsrs..
          E nunca ceda aos seus caprichos, não entre jamais na onda do “coitadinha de mim” e livre-se rapidamente das “culpas” que ela vai fazer de tudo para voce sentir. Essa estratégia é a preferida das borders e, infelizmente, costuma dar certo, muitos homens caem nessa e ficam escravizados, às vezes pelo resto da vida. Tem os que bancam financeiramente a border (mesmo depois de separados dela) devido ao sentimento de culpa. Isso é um perigo! Não existe culpa, o que existe é a border manipulando você com a pose da “coitada”, “vc acabou com minha vida”… Diga para ela descer da “cruz” e descansar.
          Embora muitíssimo merecido o abandono, ela se acha “injustiçada” e nada no mundo fará com ela caia na real. Desista. São raríssimos os casos de cura. O máximo que os psicologos e psiquiatras conseguem (isso quando ela aceita o tratamento, o que é dificílimo) é alguma melhora por um tempo, mas as recaídas são certas. Se vc tiver filhos com ela, vai precisar “ceder” alguma coisa para preservar a saúde mental deles, mas lembre-se todos os dias que você não tem culpa pela border ser border. Repita o mantra diariamente: “eu não tenho culpa, eu não tenho culpa, eu não tenho culpa”.
          Vai chegar uma hora que a border acaba te esquecendo, mas preciso ser honesta, pode demorar e geralmente borders só deixam em paz quando encontram outra vítima. Se vc puder pagar para um “namorado de aluguel” fingir estar apaixonado por ela, durante uns 2 ou 3 meses, ai suas chances de ter paz mais rapidamente aumentam! rsrs
          Como muitos já aconselharam aqui, a border não tem cura, mas VOCE tem!! Cuide de voce, trate com carinho você, dê um jeito de levantar sua auto estima. E, por último,depois que a sua dor passar, se um dia você puder, respeitando seu próprio ritmo, perdoe a border (o que não significa voltar a ter contato com ela, que isto fique claro!) Aí sim vc estará livre dela para sempre!
          Boa Sorte, Luz e Paz para você. Um abraço.

    • Yosef Atman em 02/27/2013 às 2:03
    • Responder

    “Dose viu.. Mas o tempo passa, não há o que voce possa fazer por pessoas assim, repito, faça por voce, se afaste e busque a sua felicidade, pois se nem terapeuta aguenta isso, quem somos nós pra aguentar.. Foi desta forma que me desvencilhei disso e hoje to bem, e aprendi a identificar os sinais logo de cara, se eu ver alguem com traços de border, saio pela tangente na hora! rsrsrsrs..”

    Nuno vc poderia escrever os sinais de como identificar uma borderline, gostaria muito de saber com base na sua experiencia de vida, acho que estou lidando com uma border.

    1. Bem Yosef, não sei se os sinais são os mesmos pra todos, mas dentre eles dá pra citar aqueles com os quais tive contato:

      Instabilidade emocional extrema, com picos de nervosismo aparentemente sem sentido. (Ficar nervoso atoa por coisas pequenas, despejar uma quantidade de ódio imensa em cima de uma pessoa por algo que notavelmente não é considerado normal por exemplo) Ex: Voce disse que iria me ligar hoje as 15:00, já são 15:10 e voce não me ligou… e tome bate boca dai pra frente, não interessa se voce não pode ligar naquela hora exata.

      Relacionamento familiar conturbado, com discussôes, gritos e etc por parte do border (Esse é dificil de detectar pois geralmente a familia protege o Border e tenta reduzir a atenção), voce só ve frequentando a casa/meio deles, obtendo opinioes e ou comentários de familiares em sua ausencia.

      Ataque moral e verbal do border para com outras pessoas, onde quase todo mundo é fdp, todo mundo não presta, todo mundo é errado, todo mundo é cruel. (Esta é a parte que eles mudam o foco pra que voce não perceba o que eles são, te mostram uma situação muitas das vezes criadas por eles mesmos, te incentivando a não gostar ou até mesmo a odiar determinadas pessoas mesmo sem que voce a conheça).

      Necessidade extrema de ser o centro das atenções, se algo, alguém, ou até mesmo um grupo de pessoas não a vejam com o centro das atenções, normalmente ocorrem episódios de instabilidade emocional. Ex: Minha formatura é a coisa mais importante do mundo, todos tem que me agradar!

      Medo de ser rejeitada ou abandonada, estão sempre dizendo que voce não gosta deles e ou não os ama de verdade, em alguns casos se disfarçam em uma grande prepotencia, fazem de tudo pra te situar abaixo deles, como voce fosse o único interessado na relação, como se voce fosse o errado, se ocorre algum epsódio em que te leve a pensar em terminar um relacionamento por exemplo, se humilham, pedem desculpa, grudam o dedo na campainha de sua casa, te ligam 999 vezes, começam a gritar na rua se voce não os atende, em alguns casos fingem estar tendo um piripaque ou ataque emocional (te provocam sentimento de pena), para que voce não os abandone.

      Normalmente tem ou dizem ter algum tipo de problema, como sindrome do pânico, ou bipolaridade, para disfarçar o tamanho do problema que eles mesmos carregam, pois são coisas teóricamente mais “aceitas” pela sociedade, onde eles põe a culpa em determinados momentos.

      São ciumentos e possessivos, tem ciúmes até de seus parentes do sexo oposto, acham o tempo todo que voce os está enganando.

      Também querem que as coisas sejam feitas da forma que eles acham certo, e se voce não faz, mais uma vez presenciará episódios de grande instabilidade emocional, ex: Quero que no dia do meu aniversário todos me deem os parabéns assim que acordarem, se as pessoas não o fazem exatamente desta forma, mais cenas de instabilidade emocional serão presenciadas, não importa se voce acordou e foi no banheiro antes…

      Dentre os que citei, creio que a instabilidade emocional é o mais evidente e mais fácil de identificar, são aquelas pessoas consideradas “problemáticas”, aquelas que muitos sinalizam como uma pessoa nervosa demais, aquelas que alguns grupos não gostam e ou a evitam pois sabem que criam problema com tudo, aquelas que dizem “eu digo a verdade doa a quem doer”, ou então dizem com frequencia “eu sou assim mesmo” no sentido de se idolatrarem por serem dessa forma. Esta instabilidade emocional fica muito bem disfarçada no inicio, onde a pessoa parece normal, depois de algum tempo ele começa a se soltar, nos primeiros ataques de instabilidade emocional voce ainda se segura, mas depois voce vai presenciando que aquilo não tem jeito, que vai ser o resto da vida desse jeito.

      No meu caso por exemplo, minha ex era muito briguenta, brigava demais com a mãe por exemplo que era uma pessoa super tranquila e de paz, os parentes evitavam ela ou onde ela vai, principalmente os primos mais velhos, que já haviam presenciado cenas de irritabilidade extrema, brigava comigo porque eu não fazia determinadas coisas da forma que ela queria, brigava na faculdade, brigava no estacionamento, quando eu tentava me afastar dela, ocorriam coisas com relação ao medo dela ser abandonada, fingia ter ataques como se fosse ter uma morte subita, ficava se contorcendo toda fingindo algo que não sei bem o que é até hoje, só sei que era ridículo.

      Enfim, é com o que posso contribuir, de toda forma, o conselho básico é: Se a parada ta ruim, se ta rolando briga, se voce ta se sentindo sugado, cansado, sem moral, sem respeito, saia dessa, pois se voce desconfia que essa pessoa seja um border, já leu a respeito, e conseguiu identificar algumas coisas, caia fora, pois a coisa mais uninime que li foi que eles não tem cura, voce sim.

      1. Muito Obrigado Amigo, agora eu tenho certeza que ela é uma border pois é vitimista ao extremo e pra ela todo mundo quer o mal dela rsrsrs. Estou enroscado com essa border me relacionei com ela em 2009 por 4 meses e dai descobri que ela gostava do ex dela através de um fake no msn, isso pq ela vivia me falando que não tinha contato que odiava o cara e outras mentiras, terminei com ela e desde então ela começou uma perseguição pra cima de mim uma verdadeira obsessão doentia, cria fakes em redes sociais para me caluniar, fala que esta namorando comigo pra me queimar com outras mulheres e fica adicionando meus contatos para saber de mim e me difamar como expliquei, já até pensei em procurar um advogado pq ela não para com isso e quando a desmascaro ela nega tudo no maior cinismo e vitimismo que vc já conhece, diz que todo mundo quer o mal dela e ver ela infeliz.
        Te peço me de uma luz pq eu quero saber o que é mais prudente eu fazer num caso desse, desde já muito grato.

  10. Eu li a matéria. Estou namorando uma borderline há alguns meses. Éramos amigas e eu nunca cogitei a ideia de isso acontecer, pois ela não correspodia ao perfil de uma pessoa que eu gostaria ao meu lado. Ela sofreu abuso sexual na infância dentro da família e fora. Usou drogas. Tem um relacionamento conturbado em casa,(Mora com os pais com 37 anos) e já tem idade suficiente para ser independente e nunca o fez. Entendo muitas das suas atitudes, mas agora está ficando difícil.Ela odeia todos, ou quase todos. é preconceituosa, racista, xenofóbica, odeia pobre, não ajuda quem necessita. Pouco se importa com os outros.Eu sei que ela tem o lado bom, mas os defeitos superam este, sem dúvidas.Faz piadinhas racistas, do estado de onde vim,dos flagelados, não se poe no lugar das pessoas necessitas, e já me disse que todo o pobre tem que morrer (ela é rica e eu pobre).
    É o tipo de pessoa sem empatia alguma , nunca se poe no lugar do outro, parece que vive no mundo da lua e que não faz parte desse planeta.
    quando é contrariada tem ataques de raiva que me assustam, se tornando estúpida e grosseira, e assim me machucando muito mesmo. Muitas vezes chorei por esse comportamento. Ja conversei, explanei meus pensamentos lhe dizendo que entendo muito das suas atitudes, mas outras são inconcebíveis.
    Não se oque faço…diz que quer morrer logo e eu fico pensando como posso ter algo ou querer construir uma vida ao lado de alguem assim. Eu sofro de depressao crônica, estou me tratanto. Não sou perfeita, e sei que nossas patologias sao diferentes, mas tenho sofrido muito com tudo isso nela.
    Hoje chorei por motivos que eu sabia e nao sabia. tenho vontade de me afastar, mas nao sei o que fazer, porque moro sozinha, sou sozinha e estou um pouco dependente da companhia dela.
    Sei que nao amo o suficiente e na verdade acredito estar com ela por egoismo, apesar de gostar.
    Não sei oque fazer, mas isso foi so um desabafo.

    1. Já estive num relacionamento longo com alguém assim, há alguns anos. No começo, ingenuamente, achava que as coisas iam melhorar, que ia aprender a lidar com isso, que era implicância minha, etc. Até que um episódio de descontrole passou de todos os limites aceitáveis (tanto pela intensidade do descontrole como, principalmente, pela situação em que ocorreu). Aí clareei a mente, e percebi que era só mais do mesmo que já vinha acontecendo desde o começo da relação.
      A solução é: corre, e não olha pra trás. Foi a melhor coisa que eu fiz, e quanto mais isso fica distante, mais percebo o acerto da decisão.

      • antonio pereira em 05/05/2013 às 1:43
      • Responder

      Infelizmente, você vai ter que descobrir onde está o amor ,dentro de você,
      De alguma forma, ele é a resposta para sua depressão. O foda é que aprendemos que
      o amor está la fora. Então, aceitamos alguém doente, para não ficar sozinho.
      A ironia da situação é: O que é melhor ficar sozinho ( para descobrir o amor) ou viver num inferno?

      ” mas nao sei o que fazer, porque moro sozinha, sou sozinha e estou um pouco dependente da companhia dela.”

    • sergiovisk em 02/14/2013 às 9:06
    • Responder

    http://www.shrink4men.com

    Site interessante, escrito pela Doutora em Psicologia Tara J. Palmatier, que se foca no problema de homens que estão em relações abusivas em que o autor é uma mulher e dirigido a eles e aos seus familiares que querem ajuda-los.

    A doutora percebeu o óbvio, que os homens não tem NENHUM suporte quando ele é a vítima do abuso pela parceira e até é estigmatizado por ser a vítima!

    As abusadoras são praticamente todas boderlines.

    http://www.shrink4men.com/ (em inglês)

  11. Já convivi com uma pessoa borderline e até hoje carrego traumas da convivência com essa pessoa. Algumas pessoas irão aparecer por aqui e espernear, mas falta de ética é viver de aparência e na initimidade se comportar como um psicopata.

    1. Tem sempre o pessoal dos “direitos humanos”, quanto a isso não esquenta, todos querem proteger algo que não colocariam dentro de suas casas.

      Psicopata as vezes, acho que é pouco, ao menos o psicopata geralmente vai la e faz algo de uma só vez, o border não, faz no dia a dia, em doses nada homeopáticas, e se voce não se afasta dele, quem endoida de vez é voce.

    2. A verdade é que quem nunca conviveu intimamente com um(a) bordeline nunca vai entender o que é. Seguindo as teorias românticas dos defensores dos “direitos humanos”, até um pedófilo pode ser visto como um “doente” merecedor de compreensão!… É duro, o brasileiro tem pena dos malfeitores, tem imensa dificuldade de aceitar que o mal existe. Simples assim. Essa é uma praga cultural… Racionalizam a conduta de gente malvada justificando sempre com os mesmos argumentos: “mas ele é assim porque sofreu na infância, não foi amado, não tem consciência… and so on….
      Eu costumo dizer aos críticos incrédulos: Leve o borderline para dentro de suas casas.

  12. Acredito que essa discussão está ocorrendo em um local não tão apropriado. A questão não é somente a obsessão feminina borderline, e todas suas loucuras, escândalos, etc. Mas sim o comportamento borderline, a (real ou não) inocência por traz das atitudes, as justificativas, e a esperança de melhora. Irei criar um grupo destinado a pessoas que queiram dialogar, de maneira avulsa, sobre os transtornos causados pelos borderlines: suas maneiras de escape, suas convicções, etc, para poder democratizar opiniões já que realmente não há um espaço para a pessoa que convive com borderlines.
    Um espaço real, com emoções reais, com relatos reais e não um local de indicação de como você deve agir para ajudar o borderline. Um local de como agir de maneira HUMANA, claro, sem desrespeitar os seus limites.
    Fazendo o grupo posto aqui.

    1. Acho otima sua ideia de criar um grupo direcionado às pessoas que convivem (ou conviveram) com borderlines, mas não de forma eventual. O comportamento deles com amigos pode ser bem diferente do que fazem com o conjuge/parceiro(a)/namorado(a), filhos, irmãos, etc.
      No caso especifico de minha mãe posso afirmar que ela jamais sofreu abuso sexual ou maus tratos na infancia, nem na adolescencia e nem na vida adulta. Teve uma familia normal, com pai, mãe, casa pra morar, estudos, enfim, nunca lhe faltou o suficiente para uma vida digna. Consultei 2 psiquiatras, psicologos e literatura desde que ela foi diagnosticada (ela não aceitou o diagnostico, parou o tratamento e nunca mais voltou ao médico, apesar dos apelos da família). Hoje ela vive só, amargurada com a vida.

      Infelizmente, a opinião dos especialistas é unânime: Se o borderline é do tipo que resiste bravamente ao tratamento não há solução, não há cura e nesses casos o afastamento dos que convivem com eles é medida de proteção necessária – e muitas vezes em caráter definitivo – principalmente quando se trata de filhos. Esse é o conselho de vários especialistas que encontrei em livros como ” Borderline Mom” ou “Surviving a borderline Parents”, de Kimberlle Roth ou “Toxic Parents:overcoming their hurtful Legacy and Reclaiming Your Life”, de Susan Forward.

      São médicos e psicólogos qualificados, portanto acho dificil acreditar que eles estejam apenas generalizando. Outra coisa que os estudiosos afirmam de forma unanime: borderlines tem consciencia do certo e errado, do bem e do mal e tem capacidade para fazer suas escolhas, porém decidem pelo mau caminho. Não se trata de “doença mental”, mas de um transtorno de personalidade (semelhante aos psicopatas) e se apresenta em níveis variados de gravidade. Essa informação você encontrará facilmente na literatura médica.

      Encontrei vasto material que pode ajudar a escalrecê-la, mas somente em ingles. Se tiver interesse procure as obras que citei acima. Em português não encontrei nada confiável, são apenas manuais de auto ajuda com visão simplista sobre o assunto, mas para quem estiver disposto a tentar conviver harmonicamente com borlderlines talvez até seja útil. Boa sorte!

    2. Renata, você poderia criar um grupo no facebook.

      1. Renata,
        Estou à disposição para colaborar no que puder com o blog, já pensei em criar um, mas dependo do meu sobrinho me ensinar como… Ele mora em outra cidade e quando vier a SP vou pedir para ele me ajudar.
        Estou traduzindo o livro “Borderline Mom” e posso disponibilizá-lo. Não sei se você é da área de saúde, psicóloga/psiquiatra, mas seria legal ter alguém qualificado para expor uma visão cientifica sobre o assunto e ajudar nos esclarecimentos. Se decidir criar o grupo conte comigo.

  13. Percebo nesse artigo uma grade generalização. Existe diferentes tipoes de borderlines, assim como há diferentes pessoas que não possuem borderline. Umas com mais força de vontade para lutar contra as suas dificuldades de comportamento outras não. Normalmente é comum dos borderlines ter o hábito de destorcer fatos, reagir de forma violenta e se sentir “superior” fisicamente por agir assim, colocar a culpa em outras pessoas, ter facilidade para mentir, ser pessoas extremamente agradáveis e persuasivas. A questão é: essas pessoas agem assim porque? Acredito que grande parte desses borderlines que agem como uma bomba relógio, ameaçando uma explosão a cada momento, sofreram alguma situação onde a força física lhe faltou, as mentiras foram necessárias para mascarar ações que haviam ocorrendo na vida dele, assim como as manipulações da realidade.

    Então acredito que não é um caso de maldade em si, e sim uma dificuldade em se libertar de questões vividas que lhes causaram um stress muito grande. Por isso quando sentem raiva, explodem, e muitas vezes de forma violenta, porque agora eles podem ser violentos, agora eles podem mostrar toda a raiva interior, e descontar toda o sentimento de impunidade. Isso acaba gerando ações covardes e injustas com as pessoas que convivem com o borderline. Enfim, acho que as ações desmedidas deles tem sim uma explicação no passado, ou no presente, mas uma explicação violenta e que ele mesmo esconde.

    Não vou fantasiar, convivi/convivo com uma amiga que tem borderline, que foi abusada sexualmente na infância, e esse convívio foi um inferno. Primeiramente ela era assim com a família, mas com a proximidade ela se tornou extremamente invasiva comigo. Primeiramente ciumenta, controladora, depois violenta, manipuladora. Ela se sujeitou a mudar, a lutar contra as suas dificuldades de aceitação, com o medo de me perder, com o medo de me dividir, de me aceitar. Mas não é um milagre. A violência se tornou bem mais rara, mas não acabou. Eu não tenho uma natureza violenta, então minha esperança era que um dia isso acabasse.

    Hoje, uns 11 meses depois que ela descobriu e uns 2 anos e meio de convivência diária dificílima, percebi que eu separa mentalmente o que ela dizia fazer e do que eu via ela fazer. E assumi pra ela, disse que ela estava mascarando os medos, a obsessão de uma forma mais agradável, menos invasiva, menos agressiva, mas continuava sendo a mesma coisa, porém eu não tenho certeza se ela fazia isso de maneira pensada, calculada. Ela faz perguntas que não diz a respeito da vida dela justificando que ela está curiosa, mas na verdade eu não acredito nisso.

    Enfim, o comentário ficou grande. Percebi aqui pessoas muito machucadas, se expressando de maneira revoltosa contra os borderlines. Eu entendo, já tive muitos momentos assim. Mas me submeti muito ao mundo deles, entrando de cabeça e ignorando o que eu sabia que era certo, então eu consigo ver talvez além da minha opinião. Não tiro a razão de quem se sente mal, destruído, prejudicado, injustiçado após conviver com um borderline, afinal cada um tem seus limites e amor próprio.

    Irei procurar ajuda com um neuropsicólogo da área quanto ao tema aqui proposto: ” A consciência ou não nos atos do bordeline”, entre outros fatores como mentiras, manipulações, agressões, sadismos, vitimismo, bajulações, etc. Tendo esclarecimentos venho aqui dividir com vocês.

    1. Seja de quem for o problema por eles serem assim, penso que problema nosso não é, tentei ajudar uma pessoa assim, e só me dei mal, é quase como ajudar um viciado em crack, ele não melhora, nem vai melhorar, só voce que fantasia que um dia as coisas poderiam ser melhores, sinceramente, o que vi, o que vivi, só me mostram que não tem jeito mesmo, não é só um transtorno mental, é maldade isso, é massacrante, e quem se sujeita a viver com esses individuos achando que tem que fazer alguma coisa por eles no intuito de ajudar, normalmente são os primeiros a se darem mal.
      Relendo o texto:

      “Na verdade, se você se encontra num eterno dilema se deve ou não sair de um relacionamento com uma borderline, eu sugiro é que você vá procurar ajuda. Ao invés dela, talvez tenha uma chance de ajudar a você descobrir as causas que te fazem ficar ligado a uma vida cheia de abusos, caos e perigo.”

      Se voce não pensa dessa forma, é porque não conviveu o suficiente com o border pra sentir o mesmo.

      1. Inteiramente de acordo. Quem quiser opinar sobre borderlines que o leve para casa antes. Qualquer opinião sem que se tenha convivido intimamente com um deles e sem que se esteja devidamente informado a respeito é leviana.

    2. Hoje perguntei para minha psicóloga: O borderline tem consciencia de suas maldades? Ele sabe distinguir certo e errado, bem e mal, enfim, ele tem livre-arbítrio?

      Resposta: “se eles tivessem consciência eles teriam capacidade de escolher”
      Eu: Então quer dizer que eles não tem consciência do mal que fazem?
      Ela: No momento em que eles estão irados, não conseguem impedir o impulso violento, assim como uma pessoa não border tb em certos momentos perde o controle, fica “cego” de raiva e pode agredir os outros. Só que borders ficam fora de controle com grande frequência. Eles vivem uma “realidade distorcida”, mas que para eles é real, sentem-se de fato injustiçados, abandonados, inferiores, mesmo sem base na realidade. O emocional “manda” neles. Na cabeça deles o “mal” é sempre os outros.

      Faz sentido, mas não sei se acredito nessa total falta de consciência de suas maldades. Se não tem consciência mesmo, porque é que mentem quando confrontados com seus atos maldosos? “Eu não fiz isso não, não falei nada disso, não fiz fofoca nenhuma”…
      Continuo acreditando que eles sabem muito bem o que fazem e não estão nem aí com os outros.
      Também nunca vi minha mãe (que é border) falar mal de alguém se esse alguém estivesse presente. Sempre falou pelas costas. Pergunto: se não sabia que falar mal dos outros para provocar briga entre eles é maldade, que isso machuca, porque falou pelas costas?

      Pelo que andei pesquisando, são várias as linhas de pensamento na psicologia. Cada psicólogo adota uma linha. Tem os que sustentam que SIM, os borders sabem de suas maldades e do impacto de suas ações nos outros, só que não aceitam ser responsabilizados. Tem os que sustentam que NÃO, como parece ser o caso de minha psicóloga. Tem ainda os que sustentam não ser importante você investigar se eles tem ou não consciência dos malfeitos, cuide de você mesmo e cure-se.
      Enfim, tem teoria para todo gosto. Tem a americana (mais pragmática), tem a européia (mais conciliadora), a brasileira (“o importante é ser feliz”) e por aí vai cada uma conforme a cultura predominante de cada região. Achei interessante isso…

      Conclusão: Você escolhe qual linha prefere, qual te ajuda mais no seu processo de cura, encontre o psicólogo certo (certo para VOCÊ) “filiado” a essa linha que você escolheu e ignore todas as outras.

      Gisele

  14. Esse texto foi escrito por psiquiatra? Conheço muito bem esse maldito transtorno, sou filha de uma borderline, convivi com ela durante longos e penosos 33 anos sem saber o perigo emocional a que estive exposta. Demorou mais de 40 anos até que eu soube da existência desse transtorno. Foi, e ainda é, um choque difícil de digerir… Tão difícil quanto digerir é perdoá-la pelos estragos que fez na minha vida….E continua tentando fazer… Pior ainda quando tive que ouvir de um psiquiatra ignorante que eu deveria “perdoar a mamãe” e cuidar dela… como se fosse simples… Gostei muito desse texto!

    1. Quando se é mãe torna mais difícil se afastar por influência moral e cultural. As pessoas julgam, porém, só conhecendo a pessoa na initmidade para permitir fazer um juízo de valor mais correto. De pessoas perversas, desequilibradas e que não querem se tratar, deve-se afastar mesmo. Se você tivesse um facebook, gostaria de te adicionar para conversarmos no Messenger.

      1. Olá Valter,
        Envie email para novello@uol.com.br e conversamos. Abrs.
        Gisele

  15. Faltou ética ao escrever sobre um problema emocional grave e que não foram eles que escolheram ser assim, no entanto há esperança para aqueles que querem melhorar sua condição emocional com tratamento psiquiátrico adequado como já é feito com sucesso nos EUA e no BR. Seja mais cuidadoso e atualizado ao escrever sobre temas médicos….

    1. O cara q escreveu o artigo lidou com esse tipo de gente por anos. Acho q ele deve saber mt bem do q tá falando…

      • Pseudonimo masculino em 11/07/2012 às 14:28
      • Responder

      Também já me envolvi com uma pessoa assim, elas sabem o que estão fazendo, tem plena consciencia do mal que causam a todos, sim, mal, pois bem não fazem, seus jogos, sua vida, suas manipulações são constantes, raros são os momentos que possam ser considerados pessoas boas, pois no resto do tempo estão destruindo o emocional de alguém o que é bem pior, isso é tão grave, que deveriam repensar se devem deixar essas pessoas soltas no convivio social diário. Eu, que vivi ao lado disso por muito tempo, digo de cadeira, é tão ou mais perigoso que um psicopata, pois o psicopata vai e faz algo de uma vez, o borderline não, ele te destroça por dentro no dia a dia, pouco a pouco, parece um veneno, sei lá, dificil descrever o mal que isso causa.

      1. Uma ótima forma de perceber esse tipo de comportamento é prestar atenção em como ela trata as outras pessoas (parentes, amigos, desconhecidos, garçons, atendentes). Por mais que ela se controle pra lidar com você, acaba se entregando aos poucos na forma como trata as outras pessoas (aqueles que ela não faz esforço pra enganar)

    2. SAPO, NUNO, FERNANDA, GISELE E OUTROS MAIS IDIOTAS! Acho que na verdade ficar livre de vermes como vocês é muito melhor pra quem tem qualquer tipo de transtorno e pra que se diz “normal”, que de perto ninguem é!
      Vocês são apenas pessoas mal amadas, mal resolvidas e que não conseguem uma vida bacana ao lado do sexo oposto por serem esses lixos! Dae vão atras do mesmo sexo que também não vai conseguir se feliz, sabe porque vocês são lixos humanos que estão como peso morto na terra, quer um conselho, mes não querendo ai vai…
      Se matem, vocês realmente não servem pra nada mesmo, suas merdas insignificantes!

      1. Só deixei esse tipo de comentário passar para mostrar o tipo de “çerumano” q tenho q lidar diariamente…

        Os próximos comentários desta idiota serão deletados, para não atrapalhar o bom andamento da discussão.

    • sergiovisk em 10/27/2012 às 18:36
    • Responder

    Relendo esse texto me caiu a ficha que as bordelines estão amplamente representadas no grupo das feminazis… Vejam se esse trecho não é a essência do feminazismo:

    “a visão distorcida que o abuso que elas infligem não é abuso, mas reclamar ou reagir contra este abuso é algo abusivo para elas”

  16. Cara, não ligue pro que te recriminam aqui. Eu acabei de passar por um relacionamento com uma borderline, foi muito dificil mesmo, chegou ao ponto da agressão, hoje, depois de alguns dias que acabou, de tanto pesquisar na internet, achei seu e outros artigos sobre isso, infelizmente voce ta certo, essas pessoas não tem jeito, eu sofri muito com isso, cedi quase tudo que podia na esperança de ajudar, fui massacrado psicologicamente, minha sorte é que sou forte, estou me recuperando bem, e da próxima vez, que ao menos sentir que a próxima pessoa na minha vida possa ter isso também, não vou sequer pensar duas vezes, senão amigo, quem fica doente somos nós!

    Esse povo vive no mundo da lua, não tem medo de consequencias, são irritáveis com uma facilidade incrivel, até mesmo um Oi pode disparar um ataque de ódio, no inicio do relacionamento voce não ve isso, pois o borderline fica te enrolando, sabe que se fazerem merda logo no inicio vão ser chutados, ficam te seduzindo, ganhando confiança, quando ganham, te massacram! Aos poucos fui vendo como ela lidava com os parentes próximos, todos a evitam, eu achava que isso era algo passageiro ou movida por algum stress que iria ser solucionado, por tal motivo fui ficando, mas não é, infelizmente.

    Eles tem uma capacidade incrivel de manipular, se colocam de forma se tornarem as vitimas, e quando voce inverte os papeis apenas se comportando de maneira educada na presença de outros que notam as grosserias, ficam ainda mais furiosas, ainda mais contrariadas, e todos que falam dela, são incansavelmente massacrados também, todos estão errados, menos ela.

    Ótimo artigo, ótima opinião, parabéns!

    1. Ah, esqueci de mencionar também, eles se fazem de coitados o tempo todo, quando te conhecem, ficam reclamando que a irma não gosta dela, que o primo é marrento, que não gosta de tal tio, tem muitas reclamações principalmente contra todos os familiares ou pessoas do dia a dia, e voce os nota se afastando ou já afastados dela, bem como, como não conseguem manter relacionamentos por muito tempo, recebem pedidos de término o tempo todo, e se consideram sempre as vitimas e fazem de tudo pra que voce acredite, mas as vítimas na verdade, são todos que rodeiam esta pessoa, todos sofrem as consequencias de ter uma pessoa tão desajustada mentalmente e tão fora da realidade dentro de um convivio social, são realmente cruéis até mesmo com quem mais dizem que ama, não tem pena ou ressentimento algum sobre voce, seja voce um cara legal tipo de igreja e familia, ou um cara da balada, isso não faz diferença alguma.

      Pena que essa informação só chegue a dois tipos de pessoas, os borderliner´s, e as pessoas próximas que sofrem com isso e não tem a minima idéia do que se trata, principalmente de ser um caso que não tem solução, como foi meu caso, só fiquei sabendo disso, depois que resolvi estudar o comportamento dela, se encaixa em tudo o que dizem mesmo, azar o meu, vou abrir o olho da próxima vez, mais uma peça pra bagagem da experiencia, vivendo e aprendendo, e bem longe de borderliner´s.

      1. Muito bom vc ter relatado sua experiência pessoal aqui, cara.

      2. Acredito em tudo que voce relatou. Sei o quanto voce sofreu porque também estive envolvida com uma borderline, não por escolha, mas por azar do destino. Sou filha de uma borderline, não sabia disso e só descobri agora aos 43 anos de idade…. Fiz muita terapia, pensei que eu fosse uma péssima pessoa, errada, ruim, até descobrir que convivi durante 33 anos com uma “mãe” perigosa e sem solução. Ninguem acreditava em mim quando eu falava das maldades dela… Dói até hoje (estou afastada dela e moro sozinha há 10 anos) e não consigo perdoá-la. Vc me compreende?

        1. Sim, compreendo Gisele, principalmente da parte que ninguém acreditava nas maldades dela, são pessoas extremamente manipuladoras, na frente dos outros se fazem de vítimas, convencem por insistência, mas nos bastidores do cotidiano é que o bixo pega, mal tratado é elogio pra quem vive com essas pessoas.

          Viver assim é complicado, eu fiquei um ano e meio com uma pessoa assim, imagino o quanto foi dificil pra voce ter ficado 33 anos por perto, não deve ser fácil, imagino que voce deve ser muito forte mesmo pra estar aqui hoje relatando isso.

          Hoje depois de alguns meses, estou bem de novo, feliz da vida, sem problema algum, muito diferente de quando estava com ela, acordava já pensando em dormir pra não ter que passar o dia ali naquela montanha russa emocional, hoje graças a deus ela é problema de outro cara, possivelmente desavisado como eu, que já deve estar experimentando os passeios de montanha russa…

          Depois de tudo, sobra a força emocional que temos pra superar no dia a dia, perdoar talvez jamais, pois os border´s são extremamente cruéis e mascarados, mas o mais importante é voce tocar sua vida adiante, sem massacres emocionais, sem brigas sem motivos reais, sem perturbação, sem conviver com o medo diário alheio de ser abandonada, só de não ter essas coisas, ta ótimo, o resto agente consegue pelos caminhos da vida.

          Espero que alcance a sua felicidade no dia a dia, fique numa boa, e em paz!

            • Gisele em 01/24/2013 às 1:42

            Obrigada pelo retorno Nuno. Suas palavras são reconfortantes.

            Estou fazendo terapia para exorcizar a nuvem negra que essa pessoa (não consigo chamar de “mãe”) deixou em minha vida. Quero me livrar desse pesadelo e seguir em frente. Um dia, talvez, eu venha entender o motivo de ter vivenciado essa experiência, o aprendizado que ficou…

            Por enquanto ainda estou digerindo tudo isso e o que sinto é somente raiva. Por que comigo? Por que as mães de todas as minhas amigas e amigos são tão diferentes? Por que razão Deus me deu uma genitora dessas? Para que serve esse sofrimento todo?

            No momento não tenho respostas… Venho pesquisando na internet artigos, blogs e toda literatura disponível sobre Borderline. Encontrei farto material, mas sempre com foco no Borderline, tipo ” manual para conviver em harmonia com o/a Border que você ama”. Ou é isso ou são relatos dos/as próprios Borders posando de vítimas sofredoras injustiçadas, que aliás é tudo o que sabem fazer na sua vida triste e improdutiva.

            Tem também um ou outro Border um pouco mais consciente que está em tratamento (raras e honrosas exceções!), mas muito pouco material voltado às vítimas desses parasitas! Em português não vi nada… parece que o brasileiro tem grande dificuldade em aceitar a realidade de que mães malvadas existem sim!! O preconceito dita que “mãe é sagrada”, sempre bondosa, dadivosa, carinhosa, como se a vida fosse um comercial de margarina.

            Acho que tá na hora desse pessoal começar a pensar fora da “caixinha cor-de-rosa” e encarar a dura verdade: Tem muitas fihas e filhos de Borderlines sofrendo por aí sem que recebam a merecida compreensão e apoio para se curarem. Essas vítimas (sim, porque são essas as verdadeiras vítimas dos borders/psico/loucos), muitas vezes já foram tão agredidas e humilhadas que não tem nenhuma condiçaõ psicologica para “aprenderem a conviver em harmonia com seu Border amado”. O que elas querem/precisam/merecem é a mais longa e eterna distância desses seres endemoniados!! Que possam cuidar de suas próprias vidas a anos-luz dos parasitas, em paz e livres de sentimentos de culpa.

            De nada servem os discursos prontos e conselhos tendenciosos sugerindo que vc se ajuste ao modo de ser do “coitadinho” do Borderline para tentar manter uma vida “harmoniosa” com ele, como se isso fosse possível!

            Felizmente achei alguns livros no Amazon, todos em ingles, direcionados exatamente para esse público esquecido no Brasil. Vou ler e se forem úteis recomendarei.

            Se eu sentir necessidade de desabafar posso escrever para você? De minha parte ofereço o mesmo. Se precisar conte com meu apoio.

            Prazer em conhecê-lo Bruno!

            Gisele

            • Nuno em 01/24/2013 às 13:28

            Beleza Gisele, pode escrever sim, porém não sou dono deste forum, apenas participei com uns relatos sobre o assunto.

            Um livro que li a respeito foi “stop walking on the eggshells”, creio que o titulo era esse. Fala sobre muita coisa a respeito, principalmente os traços que os definem.

            Por unanimidade, em todos os pontos que li praticamente, tanto pessoas normais, quanto até mesmo profissionais, “fogem” disso como o demonio da cruz, não há conserto, não há cura, o que tem cura é voce, se sair de perto. Não acredito nem um pouco que existe uma forma legal de se conviver com um border, a menos que fossemos “jesus cristo”, pra tolerar tanta coisa ruim sem se sentir mal, a menos que voce esteja disposta a abdicar da sua própria sanidade mental, sim, pois quem vai ficar doida é voce se continuar convivendo com border, isso quase ocorreu comigo, pois sempre fui um cara alegre, tranquilo, de paz, e eu só vivia pra baixo, sem saber o nome daquilo que eu estava vivenciando.

            Essa humilhação que descreveu, passei por isso também inúmeras vezes, até o ponto onde nem eu mais entendia quem eu mesmo era dentro da relação, tive que dar um tranco pesado em mim mesmo pra poder tomar coragem e sair daquela relação pegajosa e inconsequente, praticamente chutei o pau da barraca e o balde ao mesmo tempo a ponto dela só me odiar pra que o afastamento se concretizasse, pois se eu tivesse sido bonzinho, não teria conseguido, pois por mais que eu a mandasse embora, ela aparecia na porta da minha casa gritando, tocando campanhia, tendo ataque de chilique, fingindo estar passando mal (como se fosse morrer), isso tudo logo após ter rolado aquela humilhacao básica em publico ou qualquer outra doidera pesada, dai não adiantava conversar ou tentar resolver algo da forma normal, tive que ser extremamente radical, mesmo que isso me custasse algo negativo no momento, passei por “ruim” ou “imprestável” aos olhos dos outros, como os parentes dela e etc, que ainda estão sujeitos as manipulações dela, pois o border, pra desviar os holofotes da critica, criticam pesado uma outra pessoa para todos ouvirem, de forma que esse outro se torna o motivo dos problemas do mundo, é uma forma deles se mascararem para não descobrirem o segredo deles, pois quando são descobertos, eles resetam literalmente, assim como ocorre no filme “VIPS”, vão procurar outros circulos de amizade e ou estilo de vida onde ninguém saiba quem eles realmente são, ou melhor, a praga que são, dai começam tudo de novo…

            Dose viu.. Mas o tempo passa, não há o que voce possa fazer por pessoas assim, repito, faça por voce, se afaste e busque a sua felicidade, pois se nem terapeuta aguenta isso, quem somos nós pra aguentar.. Foi desta forma que me desvencilhei disso e hoje to bem, e aprendi a identificar os sinais logo de cara, se eu ver alguem com traços de border, saio pela tangente na hora! rsrsrsrs..

            Enfim, é isso, melhoras emocionais pra voce, espero que esse relato que fiz seja importante pra voce ver que voce não ta sozinha, tem muito mais gente passando ou que já passou por isso, só que poucos sabem realmente do que se trata, apenas sabem que determinadas pessoas são problemáticas, mas sem saber exatamente o quão problemáticas são até conviver com elas.

            Borderline ? To fora, longe de mim por favor! rsrsrs

  17. Caramba, não acredito que perdi meu precioso tempo lendo este artigo cheio de preconceito, erros de portugues e falta de etica. Cara, voê deveria ser processado por escrever essa palhaçada! Foi chifrado ou se recusaram a fazer fio terra em você e agora ta nervosinho é? Vai ver a pessoa com o transtorno aqui é você! HAHA

    1. Outro borderline. Não consegue encarar umas verdades e fica aí dando piti.

      Vai se tratar, vai.

  18. Cara você é fera artigo massa e vii que no comentários acima estah cheio de bordelines revoltadas

  19. Estou impressioanada com o tamanho da imbecilidade dessa pessoa que escreveu este tema. Você que é o doente e deve ser um psicopata que nao tem empatia alguma. Respeite os outros e para de falar tanta asneira. Com certeza vc deve ter sofrido por ter se envolvido com uma psicopata igual vc e nao com um boderline que sofre muito mais com seus problemas do que fazem os outros sofrerem. Voce sim é uma verdadeira praga que devemos ficar longe.

    1. Borderline se doendo detected… eu hein…

  20. voce certamente deve ter sido ignorado por alguma boderline e decidiu julgar as pessoas por sua propria experiencia.
    cretino!
    as pessoas tem é que se manter longe de vc que faz muito mais mal a sociedade que eu que sofro desse transtorno!
    o preconceito e a ignorancia exalam de vc que deve ser muito infeliz e mal amado!
    reveja seus conceitos e pare de incentivar o preconceito

    1. Xi, borderline! Fica longe daqui antes q vc exploda e me encha mais o saco!

      O cara do artigo trabalhou com borderlines por mais de 10 anos juntos com psiquiatras, deve saber mt mais q um borderline q sempre vai falar q é normal (msm sendo doido de pedra).

  21. Ashuashuashua, essa foi boa. Não vou negar, você é engraçado!

  22. Você deve ser racista também, creio eu, porque o preconceito está impregnado em você.
    Procure se informar melhor sobre o transtorno Borderline, eu tenho esse mal, trabalho, sou casado e tenho dois filhos que são muito felizes.
    Então acho que você precisa rever seus conceitos.

    1. E o q tem a ver racismo com falar algumas verdades inconvenientes sobre o borderline?

      E fique longe daqui antes q vc surte e me dê trabalho.

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