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jan 25 2012

Tão emo e tão efeminado

Mais um aviso pros usuários do fórum do Búfalo, o fórum está fora do ar por problemas técnicos. Mas não se preocupem, estou fazendo a migração da plataforma e o melhor, não será perdido absolutamente nada! Do ritmo que estão as coisas, acho que até o meio dia de hoje está tudo resolvido!

por Whiskey´s Place 

A cultura pop atual não oferece nada que sirva para os garotos que contemplam que tipo de homem eles serão no futuro e muito menos as jovens que tentam peneirar um bom rapaz. Veja o trailer deste filme, “Tão forte e tão perto”:

Um emo, depois que perde seu pai no atentado de 11 de setembro contra as Torres Gêmeas, entra numa jornada para achar uma chave qualquer. Não para vingar seu pai, muito menos para expressar a raiva por aqueles que assassinaram seu pai. Porque atualmente não podemos ter um jovem branco expressando sua raiva, ou pior, ressentimento contra aqueles que mataram seu pai e arruinaram sua vida. Ao contrário, temos um cara que cresce tão emo e tão efeminado.

Isto é intencional.  O pessoal de Hollywood simplesmente não pode permitir que idéias de vingança e ressentimento possam existir. AINDA MAIS entre homens brancos, é só ver o filme de Spielberg, “Munique”, sobre a aversão contra aqueles que tiveram a tarefa de caçar os terroristas do massacre de Munique, em 1972, ou o recente filme “No Limite da Mentira”, de Helen Mirren. É claro que aqueles que fizeram a caçada, como Ehud Barak, não tem aversão alguma contra isto. Como homens eles se sentem orgulhosos e tem a sensação do dever cumprido, assim como os soldados do SEALs que mataram ou ajudaram a matar bin Laden.

Pelo menos em parte, muitas mulheres consideram que a expressão da masculinidade por homens comuns ameaçadora. Entre outras coisas, isto imediatamente as colocam em um lugar inferior relativo aos homens que trabalham com elas nos cubículos, que em 99% das vezes são colegas de trabalho afáveis, sempre relembrando para eles a crueldade sem limites do gênero masculino e a capacidade de fazer vinganças brutais mesmo de caras extremamente pacíficos. Certamente não há muito mercado para esse tipo de coisa. O “maior macho beta injustificado” no programa de tv “Life”, da NBC (interpretado por DAmien Lewis) falhou em obter audiência. Enquanto isso, uma variação deste mesmo personagem, mas com ele sendo um canalha “malvadão” que é um traidor, encontrou uma boa audiência feminina (falo da série “Homeland”).

um filme sobre o 11 de setembro é feito. E a criança da qual o evento principal de sua vida foi o assassinato de seu pai por Osama Bin Laden nem tem o direito de expressar um pouco de raiva ou ressentimento por este crime.  Ao invés disto, temos uma perspectiva “docinha”, precoce (de uma forma nada boa) bem ao estilo de “Billy Elliot” de total falta de testosterona e atitude masculina. Não é daquele jeito que um garoto age, ou fala (cheia de sentenças articuladas e linguagem polida). Esta é a visão que um gay ou uma mulher tem de um garoto. Nada da bagunça, do mal comportamento, da rebelião, da raiva, da violência, tudo o que faz parte da formação de um garoto (e obviamente a necessidade de controlar tal energia caótica).

Mark Steyn nota que a tal “Guerra contra o Natal” é o prenúncio da derrocada do ocidente. E argumenta que este filme faz parte deste esquema. Mas a questão é, porque?

Minha resposta seria a falta de sensualidade dos homens. Parece ser algo limitado, mas eu penso deste jeito: a revolução sexual alimentada pela tecnologia, o crescimento salarial feminino, a vida anônima nos grandes centros urbanos e principalmente cultura maciçamente voltado para o entretenimento feminino levou a uma liberdade sexual feminina descontrolada, nunca antes experimentada por qualquer outro grupo social por períodos muito longos (e são as mulheres ocidentais mais atraentes que desfrutam desta liberdade). Ao mesmo tempo, esta ascensão significou que os homens que eram considerados atraentes no passado, onde a maioria das mulheres eram secretárias (isto explica a popularidade de séries como Mad Men), são considerados como mero gado.

E elas começaram a levar seu desejo por cafajestes a níveis insustentáveis. Desejando cada vez mais comportamento canalha e dominância dos homens. Punindo aqueles (e a cultura) que não provê isto a elas. É por isto que temos a guerra contra o Natal (que é uma tradição tão secular e social quanto religiosa). E é por isto que esta criança do filme não passa de um emo afrescalhado, sem nenhum traço de comportamento masculino.

A cultura tradicional, a masculinidade tradicional, não vale mais. Ao contrário, temos hoje um senso bifurcado de masculinidade. Alguns poucos, os machos Alfa, podem fazer o que bem entender, desde que seus níveis de dominância e poder se mantenham sempre em níveis absurdos (tomando cuidado para não provocar alguma resposta violenta de outros homens). Enquanto isto, todos aqueles da antiga cultura que poderiam desafiá-los são botados de lado.

Agora, se tivéssemos uma cultura voltada aos homens teríamos um filme onde esta criança estaria chorando e muito nervosa por causa da perda de seu pai, depois seria mostrado ele já adulto, num helicóptero. Se preparando. Ele atira em vários terroristas muçulmanos. Mostra cenas de treinamento, e então um general surge… “podemos ir. Nós vamos pegá-lo.”

Tiroteios e alguns terroristas (e também alguns soldados) morrendo. Vozes (voz dele quando pequeno): algumas vezes esperamo uma vida para fazer aquilo que é necessário. Isto é pelo meu pai e por todos os outros.

ASSIM é que deveria ser este filme se o cara comum e seu dinheiro dominassem a indústria cinematográfica. Este filme que não tem nenhum traço de testosterona é um indicativo de como Hollywood se tornou um lugar que só tem preferência pela audiência feminina.

fonte: http://whiskeys-place.blogspot.com/2012/01/incredibly-emo-and-extremely-effeminate.html

13 comentários

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  1. Daniel Martinelli

    Note a queda de popularidade dos filmes de ação em Hollywood .

  2. Pomarola

    pooooooooota merda e ainda pegaram uma musica do U2 como trilha. o Bono deveria ter impedido isso

  3. Malamute

    realmente a REAL tomara proporções imensas se cada um de nos conseguir fazer pelo menos UM entrar nela!

  4. Rafael

    Eu gostei mto do texto, eu vi esse filme e achei um saco. Fiquei mais de 2 horas vendo aquela merda esperando alguma coisa acontecer e nada! E o moleque falava como um futuro viadinho louco pra dar o cu pro velho. Sou novo aqui no canal do búfalo. Tem uma coisa que os masculinistas brasileiros ainda não comentaram e que é fundamental para a honestidade intelectual, assim como pela linha teórica desse movimento novo no Brasil, que é: qual deveria ser o caminho a ser tomado por um macho beta? Buscar a todo custo se tornar um macho alfa ou se alienar do sistema feminista? Devemos aceitar, compreender e vencer no sistema ou nos alienarmos dele? Essa é a grande questão do meu ponto de vista que ninguém tocou ainda de forma sucinta.

    1. Barãozin

      Procure os artigos sobre o macho zeta, é um bom começo.

  5. jaspion

    a Humanidade vai entrar em extinção, vejam

    http://veja.abril.com.br/noticia/saude/por-que-os-homens-tem-cada-vez-menos-espermatozoides

  6. Ricardo Dionisio

    Bem, esse tipo de “técnica”, que é o domínio de um nicho de poder por um grupo controlador, ocorre em muitos lugares, não apenas em Hollywood. Por exemplo, na Embrafilme, nos jornais, nas faculdades (tente fazer passar uma tese antipetista ou contra aquele assassino fedido, o Chê Guevara, e veja se consegue vê-la ser aprovada), na pollítica em geral.
    Como funciona? Se toda a “indústria” do entretenimento seguir um padrão, um monopólio, você é obrigado a aceitar esse monopólio.
    A alternativa são os produtores que quebram esquema. Devem haver muitos filmes legais fora de hollywood. Mas acho poucas as chances de vê-los.

    1. Barãozin

      Internet e torrent salvam o dia nesses casos (msm sendo uma pena não poder contribuir financeiramente com os produtores independetes de forma tão fácil).

  7. Rider

    Um pensamento…

    O motivo de Hollywood ter cedido a toda essa porcaria manginóide e emo é o fato de que, o único jeito de fazer os homens irem ao cinema é SE AS MULHERES OS FORÇAREM.

    Desde que a Internet se tornou robusta, sites de download e torrents se tornaram populares, a mídia tradicional está desesperada.

    Homens não vão mais ao cinema em grupos ver filmes, eles os baixam em mp4 ou avi ou kmp ou, no máximo, os alugam pra ver com a turma.

    Mulheres que não têm – e não querem – ter intimidade com a tecnologia é o único jeito de fazer os machos passarem por todo aquele ritual de se arrumarem, saírem de suas casas, convidarem a garota, e irem ao cinema comer pipoca e coca-cola para ver algum blockbuster. Só a promessa de alguns beijos (ou sexo) depois consegue forçar os homens a passarem por toda essa frescarice atualmente.

    Portanto, dá-lhe filmes emocionais, histórias sentimentais, Titanic em 3D etc…

    A mídia, em seus estertores, vai tentar se agarrar na sua última cartada pra continuar sobrevivendo – as mulheres.

    1. Barãozin

      Mais ou menos por aí msm. Sem contar q cinema tá meio caro ultimamente, então uma das poucas formas de forçar o peão ir no cinema é pq a minazinha dele quer ver o último filme de lobisomem depilado no cinema.

  8. o empalador

    “Recuperar a virilidade”

    Alguem ja assistiu missao impossivel?

  9. Rafael

    Gostei esse texto ta perfeito, ta na hora do homem moderno largar a viadagem e recuperar sua virilidade.

    1. Rider

      Nós iremos recuperá-la em silêncio, meu caro, Não haverá grandes movimentos, marchas, etc. Homem a homem, cada um de nós, se tocará e avisará os amigos, assim criando uma massa crítica.

      Com certeza a mídia e o estabilishment – principalmente nos EUA – ou ignorará, ou condenará tal movimento.

      Pior pra eles.

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