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jan 24 2012

O mito do sofrimento igual

Obs: Só um aviso aos usuário do Fórum do Búfalo, desde sábado essa porcaria de host que hospeda o fórum tá pauleada e tá prejudicando o acesso ao fórum. Tou tentando entrar em contato com os malandrões responsáveis pelo host pra ver se eles consertar essa tranqueira. Já tou pensando seriamente em pegar minha grana de volta e contratar um host mais responsa, porque esse tá foda!

Agora, ao artigo!

por The-Spearhead 

Quando alguém está falando dos direitos dos homens ou de algo que afeta muito mais os homens do que as mulheres, uma resposta comum é algo do tipo “as mulheres sofrem tanto quanto”. Esta resposta será usada não importa o quão absurda seja em qualquer assunto do gênero. Por exemplo, se alguém fala sobre o que acontece com o homem depois de um processo de divórcio, sempre alguém irá falar que a mulher sofre o mesmo ou mais durante este processo. Obviamente, este não é o caso, afinal são as mulheres que desproporcionalmente iniciam os processos de divórcio. O que estas pessoas promovem é o mito do do sofrimento igual.

E porque temos este mito? Por causa que feministas – e mesmo muitos dos que se dizem anti feministas (que na verdade são anti feministas só no nome) – não admitem que em  certas situações (como um divórcio) é o homem que tem que tolerar a imensa parte do impacto negativo. Feministas sempre usarão este mito para poderem calar qualquer esforço que demonstre que suas ações e políticas são visadas para atacar o homem pura e simplesmente. Os “anti feministas” também usarão este mito para poderem esconder o fato que as mulheres que não se intitulam feministas ainda assim se beneficiam com o feminismo. Para eles, é uma tentativa que tenta mostrar que quem se beneficia do feminismo são só alguns grupinhos feministas, e não todas as mulheres, incluindo aquelas que se dizem “anti feministas”. Isto pode ser visto num divórcio onde mulheres que não se declaram feministas agem igualzinho a uma feminista na hora do julgamento. Este mito também pode ser visto quando alguém fala “mas o feminismo atinge as mulheres também!”

Mas o mito do sofrimento igual não é usado na direção oposta. Se algo afeta desproporcionalmente as mulheres, essa gente nunca iria falar que os homens sofrem tanto quanto elas neste problema. Isto acontece por que o verdadeiro propósito deste mito não é demonstrar que homens e mulheres sofrem igual; mas sim diminuir o valor dos problemas experimentados pelos homens, pois assim fica parecendo que as mulheres é quem sofrem mais. Isto serve para dar mais poder a elas através da vitimização. É similar como o feminismo age, quando afirma que luta pela igualdade quando na verdade está é promovendo uma supremacia feminina.

fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/12/19/the-myth-of-equal-suffering/

2 comentários

  1. Luis

    Spirit, não sou muito chegado em comentar na net, mas o seu post merece! Parabéns cara! Disse tudo e mais um pouco!

  2. Spirit

    Curto e grosso.

    Outro exemplos:

    1) Quanto ao sofrimento das mulheres nas guerras, que seriam violentadas, perseguidas e o escambau; Na verdade, são os homens que se veem obrigados a abandonar sua família para ir ao front e passam por vários tipos de sofrimento, e torturas físicas e ferimentos, isso se não morrem em combate. O próprio Van Creveld já disse isso em entrevista à Veja, nove anos atrás.

    2) No trabalho, você vê mulheres que às vezes choram pelos cantos na empresa, e algumas semanas depois, tiram licença por razões de “depressão”. Mesmo que o trabalho, em média, é muito mais suave pra elas, elas não aguentam a barra com qualquer cobrançazinha a mais e começam a se deprimirem, enquanto os homens estão encarando cobranças e responsabilidades muito maiores numa boa.

    3) Ainda falando de depressão, quando a mulher fica deprimida, todos em volta estão prontos para passar a mão na cabeça dela de dar “aquela força”. Quando o homem fica deprimido, a cultura é ridicularizá-lo, tanto que se vê obrigado a esconder sua depressão, que vai crescendo a ponto de só ser solucionada com ajuda especializada.

    4) Culturalmente, os homens são mais displicentes com a saúde. Mas no passado, nem mesmo as mulheres iam ao médico. Isso é para deixar em evidência de que todos os esforços do sistema de saúde, até hoje, foram concentrados na conscientização das mulheres a cuidar da saúde, inclusive cobrindo em planos de saúde doenças relacionadas apenas a elas. Com mais saúde, como alguém pode sofrer tanto quanto quem tem menos saúde?

    5) Em todos os campos da vida, mulheres recebem ajuda em tudo: emocional, financeira, educacional, motivacional etc. E para isso basta a elas apenas pedir, principalmente sendo “bonitinhas”. Homens têm que suar a camisa para receberem qualquer tipo de ajuda.

    Não que eu deseje que os homens tenham uma vida tão fácil quanto a das mulheres, mas que elas tenham, antes de reclamarem, uma luz na consciência para perceberem que seus problemas não chegam nem aos pés dos nossos. E que mantenham a boca fechada antes de se vitimizarem por aí.

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