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dez 08 2011

Uma mulher numa rua escura

Por Oliver Guerrero 

Estava andando de noite pelas ruas de Vancouver. Era sexta feita e as pesssoas estavam bebendo e confraternizando. Então, acabei pegando uma rua escura e vazia. Então, na outra ponta da rua, eu vejo a figura de uma mulher descendo a rua. Ela estava mais ou menos em forma pelo que pude ver pela silhueta. Mas quando ela foi se aproximando, eu percebo que ela estava vindo para minha direção. Até pensei que ela estava bêbada, mas ela estava andando muito certinho. Do nada, quando estávamos a menos de 2 metros de distância, ela literalmente invadiu o meu espaço numa manobra inesperada. Tive que parar para não esbarrar nela, e então um carro passou e a iluminou por uns instantes. Foi rápido, mas deu para vê-la em detalhes. Estávamos apenas alguns centímetros um do outro.

Ela devia ter uns 45 anos, vestida de uma maneira mais jovial e estava relativamente em boa forma, mas tanto seu rosto quanto seus braços estavam cheio de rugas. Ela me encarou de um modo provocativo com seus olhos azuis, de uma maneira que talvez nunca esquecerei; ficando o mais ereta possível e levantando a cabeça o quanto podia para os olhos dela poderem ter a mesma altura que os meus, já que eu era mais alto. Era como se ela estivesse se apresentando para mim e gritando com todo o seu corpo “Eu estou aqui!”, mas sem dizer uma palavra. Por instinto, eu quase que dei um pulo para a direita e sai andando para longe dela. Olhei rapidamente para trás para ver se ela não me seguia, mas tudo que pude ver é a silhueta dela sumindo na escuridão.

Depois, na segurança de um ponto de ônibus cheio de gente, comecei a pensar sobre essa mulher e naquele encontro inusitado. Ela provavelmente era uma jovem muito bonita no passado, com seus olhos azuis e cabelos loiros naturais. Agora, ela praticamente se joga em qualquer homem na rua somente para assustá-los. Assim, eu traço alguns paralelos com as mulheres que participam destas “Marchas das Vadias”: que estuprador teria vontade de estuprá-las? Toda essa demonstração de raiva e indignação se parece mais com a amargura de um jogador que foi expulso de campo… fora do mercado sexual. Mulheres se mijam de medo quando chegar o dia que os homens passarão por elas e nem as notarão… como se elas fossem fantasmas. Isto não seria um problema se elas se preocupassem em garantir o futuro (arrumar um bom marido, ter filhos, etc) mas a triste realidade é que há milhões delas que falham nisso, e desde que o número de “capitães salva puta” está diminuindo, bem… você pode imaginar o resultado.

Vai chegar o momento que o jogo irá terminar. A rosa vai perder suas pétalas e elas nunca mais renascerão; flores mais jovens irão atrair as abelhas para manterem o ciclo da vida rolando… e como alguém bem disse: “Deus sempre perdoa, os homens às vezes perdoam, mas o tempo não perdoa jamais.”

fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/06/22/the-woman-in-the-dark-street/

7 comentários

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  1. Liah

    É como se fosse só mulher que envelhecesse, homem tbm envelhece, tbm fica feio, enrugado, brocha, o tempo não perdoa a ninguém.

    1. Barãozin

      Homem envelhece. Mulher apodrece rsrsrs

      E isso é ainda mais pesado pra mulher, q depende mais da beleza do q tudo. Já o homem, tendo dinheiro e/ou poder, é “bonitão e simpático” até os 100 anos de idade.

      1. Liah

        Depende da mulher, depende do homem, quem disse que mulher depende de beleza mais que tudo? hahaha que idiotice, se for uma louca, encanada, complexada, realmente, a primeira ruguinha que aparecer vai faze-la ficar doente, mas se for uma mulher normal que sabe que o seu valor não está somente nisso, a idade vai chegar sem maiores problemas. Não há dinheiro e poder que faça um homem não envelhecer, envelhece da mesma forma, uma coisa não tem relação com a outra, simpático qualquer pessoa pode ser até os 100 anos de idade.

        1. Barãozin

          Acho fascinante a pessoa ter essa capacidade de auto enganação rs

          Não é exagero dizer q grande parte das mulheres atuais tem alguma forma de patologia psiquiátrica grave. A venda de ansiolíticos que o digam rs

          1. Liah

            Quem se engana é vc querido, que acha que só a sua verdade é absoluta, não existe este padrão, cada pessoa é uma pessoa, cada um tem um estilo de vida, se acreditar nisso tudo te faz se sentir mais seguro e feliz vá em frente.

          2. Barãozin

            Ahãn, é claro rs

          3. Merovingian Persephone

            EXCELENTE TEXTO. DESPREZÍVEIS COMENTÁRIOS.

            Quando o ego se deixa toldar pela irracionalidade, pela falta de argumentos práticos, à falta da menor partícula de razão, … nasce uma besta! Uma vadia mudada em besta não serve pra nada, salvo que haja um “capitão salva puta” de plantão para colocar as coisas em “ordem”! Isto mesmo, EM ORDEM!

            Vejo, com extrema clareza, uma inutilidade mútua, uma exclusão quase que “natural” entre essas coisas tão estranhas entre si e em si mesmas! Não consigo perceber como uma figura tão esdrúxula quanto esse basilisco (a falar como “cada um é cada um”) poder-nos-ia ser útil em qualquer campo da existência. Do mesmo modo como é correto dizer-nos igualmente sem valor a este tipo. Qualquer rivalidade (troca) aí, é fruto tão somente de frustração e fracasso na própria vida (ou nisto resulta). São, assim por dizer, realidades absolutamente irreconciliáveis, as do tipo sadio e equilibrado em relação ao tipo envenenado e atrofiado.

            A imagem que se me apresentou através da figura do “capitão salva puta” (sinceros agradecimentos ao “engenheiro/cientista” criador da expressão), tornou possível a dedução, com algum esforço imaginativo, de um cenário que não exige absolutamente qualquer “solução”, mesmo fazendo oposição ao que costuma desejar o espirito sadio e não experimentado no ódio irracional.

            Não existe solução entre homens sadios (ainda que traumatizados) e megeras vadias, imprestáveis e tóxicas (incluo aqui os manginas e os cafajestes, que formam o mesmo tipo sob perspectivas diferentes), porquanto sejam seres que se excluem mutuamente. A alegada diferença entre manginas e cafajestes, para mim, é mais um sistema falacioso e, como tal, propositado para gerar confusão e obscuridade a cerca da questão.

            O fato é simples: CAFAJESTES, MANGINAS E VADIAS SÃO COMPLEMENTARES ENTE SI.

            Acredito sinceramente que o tipo sadio de ser humano, o tipo raro, nunca teve espaço entre a massa dos homens, e também não há o que “solucionar” aí, inferindo então o status que unicamente lhe convém: EXCEÇÃO. As pessoas são o que são e torná-las “mais” conscientes de si mesmas, mesmo sendo um ato nobre, não as enobrece em absolutamente nada. Os homens (e mulheres) sempre foram cruéis uns com os outros (cada qual com as armas que lhe são próprias e/ou convenientes) desde tempos imemoriais. A ideia de que o ser humano foge ao imperativo de “conservação da espécie” que todos os outros seres vivos mostram-se coadunos, não me parece verdadeira: NÃO À TOA ESTA DESGRAÇA, ARRASTANDO ATRAVÉS DOS MILÊNIOS, CHEGOU ATÉ OS DIAS DE HOJE.

            Mais uma vez, honestamente, não vejo o que negociar aqui, nem o que ajustar, nem o que resolver, nem o que (ou quem) salvar, nem o que reparar quando, pelo contrário, só posso observar que tudo está como deveria. A exceção deve reconhecer-se como tal e, por conseguinte, procurar o seu espaço fora do ordinário. É claro, isto é o que eu penso acontecer, eventualmente, por aqui (neste espaço virtual).

            Homens sérios devem procurar mulheres sérias e vice-versa (não há caminhos fáceis), e o quão isto possa ser difícil e custoso não é problema meu ou de engenheiros idealizadores, mas sim de cada um. Trabalho há sim, muito e o reducionismo aqui aplicado não sofre de comodismo ou simplismo. Particularmente, ao 40 anos de idade, não logrei neste campo, mas com o conhecimento que tenho hoje, poderia facilmente ter conseguido “criar”, pelas minhas próprias mãos, uma companheira minimamente decente e saudável, tanto para procriar quanto para amar com reciprocidade e equilíbrio. Não há, entretanto, intenção de considerar aqui utopias ou fantasias. O terreno no qual deposito minhas expectativas e dispenso minha atenção (me valendo, quiçá, da “vossa”), enquanto atividade humana válida e realmente próspera, é tão somente a da viabilidade nos filhos (eles são meios, não fins). Uma vez retirada todo o lixo e lama do dogmatismo e das fantasias ridículas dos “homens”, podemos criar filhos fortes, mesmo sob as piores condições, bastando nunca abrir mão da verdade. Descobri, a custo das minhas próprias, que crianças são, emocional e cognitivamente, mais fortes – MUITO MAIS FORTES – do que supomos, …….. mas certamente este assunto abre espaço para outro desenvolvimento que…

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