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dez 01 2011

Pensamento limitado

Voltando o artigo, desta vez apresentamos a uma opinião sobre a Real sob a ótica feminina. O mais importante é que esta visão não vem de uma feminazi, então a leitura é boa. Vamos ao artigo!

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por Lady

Algo limitado é algo que não vai além, que só chega a um determinado ponto. Muitas vezes nosso campo de ação é limitado, restrito, mas se tem algo que não precisa, não pode e não deve ser limitado, é o nosso pensamento.

Muitas pessoas não exercem o poder sobre seus pensamentos, não têm o conhecimento de que através dele é que tudo se dá, e de que com ele seu poder aumenta.

Pare e pense, ele está ai com você, só você sabe o que com ele fazer, ele é seu, não há como outros dominarem seu pensamento sem a sua autorização.

Li uma vez que pela mente humana fluem cerca de 50.000 pensamentos por dia. Agora me diga: quanto desse pensamento você usa em seu favor? Quanto desse total você trabalha para que lhe tragam benefícios físicos, emocionais, sentimentais, intelectuais?

O que forma a nossa realidade e as nossas experiências de vida são os pensamentos. Eles refletem nosso ser. Para nos transformar, devemos transformar a qualidade dos nossos pensamentos.

Se você se considera um fracassado, certamente o será. Se passa a mudar sua forma de pensar e considerar-se alguém forte, que consegue superar obstáculos, certamente os superará. Você é o que você pensa, parece balela essa frase, mas contém grande verdade.

E agora a grande questão!

Vocês lêem, lêem, lêem, lêem, mas não pensam. Não é saudável e nem inteligente tomar como verdade absoluta para si o pensamento de outrem. Quando alguém escreve um texto, um livro, um artigo esse alguém sempre imagina a reação do leitor. A intenção é levar o leitor a PENSAR, sobre o tema em questão e não que ele apenas leia, acredite, não questione e passe a aplicar o que “aprendeu”.

Não foi uma, nem duas, nem três, mas sim inúmeras vezes que li a frase “ cara, você está certo”, “você sim sabe das coisas…” “fulano falou ta falado, afinal ele é fulano”, li em post, nas comunidades, nos comentários dos blogs, em chat e etc. Não há mal nenhum em concordar, mas é bem mais interessante ANALISAR o conteúdo do que apenas ler e concordar. Analisar é examinar com atenção, é pensar de forma crítica sobre o lido.

Atente aos detalhes do texto, repare na forma escrita, tente perceber quando o criador do texto quer causar impacto, quando usa de ironia, quando usa o exagero ou quando ele quer que você seja parte do assunto, pense no que o levou a escrever sobre isso e a quem ele quis alcançar.

Com tantos anos participando de comunidades que discutem o relacionamento entre homens e mulheres, comunidades e blogs “da real” o que observo é a limitação e a preguiça que muitos dos membros e leitores têm de pensar.

Um exemplo? Quando entrei nesse mundo de discussões sobre relacionamentos, homens, mulheres, machistas, feministas, misóginos, misândricas, manginas e matrixianos, lado obscuro, e isso, e aquilo, um nome sempre vinha à tona: Nessahan Alita. As opiniões eram as mais contraditórias possíveis, relações de amor e ódio com N.A., como não gosto de opinar sem saber, fui buscar o rapaz. O primeiro livro que li foi ‘O profano feminino’. E algo me chamou muito a atenção, a advertência que o autor faz:

“Esta obra deve ser lida sob a perspectiva do humor e da solidariedade, JAMAIS DA REVOLTA.

Este livro ensina a arte de desarticular e neutralizar as artimanhas femininas no amor e como preservar-se contra os danos emocionais da paixão, não podendo ser evocado como incentivo ou respaldo a quaisquer outros atos. Seu tom Crítico, irônico e incisivo reflete somente o apontamento de falhas, erros e artimanhas, não significando respaldo a quaisquer sentimentos negativos.

As artimanhas aqui denunciadas, desmascaradas e descritas correspondem a expressões femininas, inconscientes em grande parte, de traços comportamentais comuns de AMBOS OS GENEROS. O perfil deliniado corresponde A UM TIPO ESPECÍFICO DE MULHER: AQUELA QUE É REGIDA PELO EGOÍSMO SENTIMENTAL. O autor não se pronuncia a respeito de percentual de incidência deste perfil na população feminina de diversos paises.

O autor também não se responsabiliza por más interpretações, leituras tendenciosas, generalizações indevidas ou distorções intencionais que possam ser feitas sob quaisquer alegações e nem tampouco por más utilizações deste conhecimento. Aqueles que distorcerem-no ou utilizarem-no indevidamente, terão que responder SOZINHOS por seus atos.”

Ler isso me fez entender perfeitamente tudo. Não é fácil para uma mulher ler Alita, mas mediante a advertência inicial, tudo fica mais claro. O que, ao meu ver, Nessahan quis dizer com essa advertência: PENSEM criaturas, não leiam revoltadinhos, ponderem a quem deve ser aplicado, ANALISEM os fatos, os dados e tirem suas conclusões, saibam quando aplicar o conhecimento obtido. No entanto, não é isso que vemos, é como se ignorassem completamente essa parte, lêem as partes que lhes convém e que lhes acalma o ego e saem como loucos aplicando de forma errônea e descuidada os ensinamentos de N.A.

Portanto, vos digo com total clareza, pensar não dói e analisar não custa nada, pode ser um pouco trabalhoso no início, mas a partir do momento em que você se acostuma a pensar de forma ilimitada, analisar as situações lidas, vividas, presenciadas tudo pode ser mais fácil. Não queiram tudo mastigado. PENSE nisso!

 

1 comentário

  1. John

    O fato é que tem tanta informação na internet hoje sobre assuntos especificos que tem pessoas que acabam trocando as mãos pelas pernas. Eu mesmo era assim… mas agora ja estou diferente, separo minhas leituras leio com calma e penso se tem algo a acrescentar nos meus interesses com aquela leitura.

    Já o caso de N.A eu ja sabia que no inicio muitos revoltados iriam ler e fazer generalizações e ter idéias erradas sobre livro em si. Já passei por isso e agora creio que tenho minha mente no lugar.

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