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dez 09 2011

O Sexo dos vampiros e a violência – True Blood e a bolha da hipergamia feminina – Parte 1

por Whiskey’s Place 

Recentemente, um articulista do blog Pop Matters registrou sua reação contra a extrema violência e ao sexo explícito que a série da HBO “True Blood”, um seriado assisitdo aparentemente por mulheres e gays. O blogueiro até acha a cena em que se combina sexo e violência extrema (onde o vampiro “herói” que é desejado pela audiência feminina faz umas coisas bem grotescas) misógina. O engraçado é que as mulheres que comentaram o artigo não viram nada demais ali, achando tudo muito “artístico” e bacana. [O que mostra bem a moralidade feminina na era da Hipergamia: para um macho alfa, tudo é permitido] Mas, assim como o momento em que Steve Sailer observou, uma mera casa de 46 mts² em Compton foi vendida por 340 mil dólares é o sinal da bolha imobiliária, esta cena de True Blood mostra bem o imenso valor que a dominância de um macho alfa tem numa mulher, que excluí todo o resto, pode estar marcando até onde vai o valor masculino no mercado da Hipergamia. Isto não pode ser o começo da bolha. Mas  como Roissy notou, isto pode ser o início do fim da Hipergamia. Em outras palavras, provavelmente os machos Alfa não tem mais para onde se expandir.

Como todos sabem, Charlie Sheen colocou uma faca no pescoço de sua esposa, no Natal (porque como todos sabem, nada melhor que ser ameaçado de morte no Natal!), e a sua recompensa não foi a demissão, mas sim um aumento para quase 2 milhões de dólares por episódio. As mulheres [no geral] perdoam qualquer coisa que um macho alfa fizer. Drew e Scott Peterson, um preso e o outro acusado pela morte de suas esposas, não tiveram problemas em atrair a atenção feminina, enquanto nerds tímidos tem que se contentar com suas revistas pornôs e seus video games. Drew Peterson, com mais de 50 anos, era o favorito das mulheres nos bares. Scott Peterson não pegou somente Amber Frey, enquanto casado, mas também recebeu dezenas de propostas de casamento quando estava preso. Johan Van Der Sloot , em suas viagens pela Ásia, pegou muita mulher, tanto ocidentais que estavam de passagem quanto mulheres locais, por ter ficado famoso por ser acusado de assassinar Natalie Holloway. Supostamente, a moça que ele matou no Peru foi atraída pelo seu passado, e foi se encontrar com ele em seu quarto de hotel, sozinha, tarde da noite, depois de flertar com ele num cassino local.

O mercado dos homens, imposto pelas mulheres, é dominado por machos alfas dominantes. Nada importa além do puro potencial agressivo, ajustado pelo status socio-econômico. Por isto Mr. Big, de Sex and The City, é um macho alfa, mas não precisa matar ninguém. Mas na fantasia, os machões dominantes podem matar pessoas, por causa que isto é sexy. Você pode ver isto em filmes e seriados como Crepúsculo, ou nas estórias escritas por Sookie Stackhouse nas quais True Blood é baseado, a série Anita Blake escrita por Laurel K. Hamilton , e é claro, Buffy, a caçadora de vampiros e a série que nasceu dela, Angel. Até mesmo Dexter tem seu personagem sexy e assassino (mas ele só mata outros serial killers), segue este padrão. Todas os seriados e novelas que são populares com as mulheres seguem tais padrões, alguns mais, outros menos.

Primeiro, o vampiro protagonista precisa ser mais velho, mas aparentar ser mais novo. Segundo, ele precisa dominar a mocinha, e protegê-la contra seus próprios desejos violentos (como machucar ou matar ela). Terceiro, ele precisa humilhar caras comuns que tem a mesma idade da protagonista, e faze-los parecer como meras sombras perante sua masculinidade dominante e enérgica. Quarto, ele precisa ser “quente”, e é claro, depilado. Quinto, ele precisa matar um monte de gente. Sexto, ele já teve que matar muita gente no seu passado, onde a mocinha com seu charme irá fazer de tudo para “redimí-lo”. E finalmente, o vampirão precisa dominar e até estuprar, se necessário, a mocinha, com sexo violento que pode até deixar marcas.

Só ver as séries atuais sobre vampiros mais famosas e ver que tem exatamente isso aí, e como elas são adoradas por meninas, adolescentes e suas mães. Crepúsculo por exemplo, onde o vampiro Edward Cullen pega sua namoradinha e transa com ela tão violentamente que cada osso do seu corpo fica quebrado, e ela por fim se transforma em vampira. Uma jovem, linda para sempre! Em Buffy, a caçadora de vampiros, o vampiro herói Spike estupra Buffy, o que faz ela o amar ainda mais. Mas ela realmente se apaixona por ele quando ele diz a ela de quantas meninas, com idade semelhante a da sua irmã mais nova ou até mesmo mais jovens, ele estuprou, torturou e matou. Na primeira parte da série, Buffy continua apaixonada pelo seu novo namorado Angel mesmo com ele deixando uma pilha de corpos por onde passava. E é claro, Buffy perde todo o interesse em seu namorado “comum” Riley, quando ele perde seus poderes de super soldado e vira apenas um cara decente sem poderes especiais.

A série de Anita Blake segue a mesma temática (claramente a autora de Crepúsculo pegou “emprestado” a estrutura da luta vampiros contra lobisomens, onde os lobisomens são bonzinhos idiotas), assim como as novelas de Sookie Stackhouse, com a mocinha rejeitando o carinha legal que era humano em preferência ao vampiro perigoso e mais velho (mas com aparência de jovem) Bill.

Claramente, isto só demonstra que a grande popularidade de séries como Crepúsculo e seus inúmeros similares vem da exploração do desejo feminino em ter o macho alfa violento, perigoso e bad boy, sem ter que sofrer as consequências por isto. Porque a protagonista pode ter poderes próprios (Buffy) ou ganhá-los (Crepúsculo). E é claro que uma coisa dessas só vai atrair a audiência de homens feministas, gays e mulheres. Nenhum homem de verdade teria estômago pra ler ou assistir uma coisa dessas, muito menos escrever sobre isto. Tem que ter uma visão muito feminina das coisas para escrever uma coisa dessas. E é mais claro que a água que as mulheres no geral amam isto. Pode até ser dito amam, amam, amam isto!

Isto nos leva ao que o articulista do Pop Matters Benjamim Riley escreve:

A cena final. Do 3º de True Blood, “Its Hurts Me Too”, exibe uma das cenas mais doentias que eu já vi. Na cena, Bill, o vampiro anti herói interpretado por Stephen Moyer, estava discutindo com Lorena, interpretada por Mariana Klaveno, que é seu “sire” – o vampiro que o transformou num vampiro. Lorena manipulou Bill para tentar reacender seu romance, em parte por tentar fazer com que Bill mate sua atual namorada.

Depois que Bill diz a ela que ele nunca poderia ama-la, os dois se beijam antes que Bill a jogue na cama e começa a estuprá-la. Bill em cima, Lorena de costas. O nível de agressividade do ato sexual tem seu ápice quando Bill pega a cabeça de Lorena e vai quebrando seu pescoço lentamente. Depois, a cena mostra Bill continua com o corpo de Lorena, enquanto a cabeça dela está girada pro lado contrário. A próxima cena mostra o rosto dela, mostrando ela pelas costas. Aparentemente viva, o sangue escorrendo da boca e ela diz: “Eu ainda te amo.” Bill continua o que estava fazendo até os créditos rolarem.

Vá ler os comentários no site. As mulheres simplesmente ADORARAM isto. Primeiro, elas acharam isto “demais”. Segundo, elas justificaram a ação (Bill era macho alfa, então tudo é permitido). Terceiro, a garota que recebeu todo esse “amor” é a rival romântica da protagonista, engenhosamente escrito para excitar a imaginação feminina em ter um namorado machão desses. É claro que as mulheres achariam isto o máximo. Nem se importam que o cara comeu outra mulher, afinal se ele é desejado por várias é porque ele é muito bom. E pra arrematar, o vampirão é um macho alfa. Tudo é permitido para eles. Afinal eles são tão raros e deliciosos.

O articulista somente ficou chocado com a verdadeira face do desejo feminino. Mesmo em casos extremos, violência não é algo que espanta, ao contrário, é algo afrodisíaco para elas, principalmente para as mais bonitas. Todo mundo já viu as mais lindas mulheres, muitas delas até com um bom nível educacional, envolvidas com os mais baixos tipos de criminosos. Aliás, a maneira mais fácil de ser bem cotado entre as mulheres é sendo violento, ser um “vencedor“ nisso, uma das razões em que marginais de guetos e outros bairros pobres simplesmente não podem se livrar da vida de crime. Quando algum imbecil mata uma criança inocente uma velhinha ou outra pessoa que tem nada a ver com o crime, tenha certeza que o assassino que fez isto terá sexo na mesma noite. É garantido! Assim como Theodore Dalrymple demonstra em seu livro, quando os britânicos de classe mais baixa tinham comportamento violento, mais as mulheres da mesma classe social achavam ele irresistíveis, mesmo elas apanhando deles. E como Dalrymple arremata, aqueles homens decentes e comuns que as travatam bem eram ignorados. Eram considerados meros eunucos. Tanto nos bairros pobres britânicos, latinos ou negros, a preferência feminina é a mesma. Aliás, é impressionante quando elas NÃO escolhem um marginal. Ainda mais quando as mulheres mais atraentes fazem isto. Mulheres sempre acharam assassinos excitantes. Geronimo, quando foi preso em Pensacola, sempre atraia a atenção das esposas dos carcereiros. Mesmo velho, sua contagem de corpos o fazia sexy.

Roissy argumenta (mas ele não usa o termo bolha) que tempos difíceis são a única chance dos betas serem atraentes  (NT: será que eu ouvi alguém aí falar CSP – Capitão Salva Putas, caras que se casam com mulheres rodadas, mães solteiras, etc – aí???). Não estou certo se tal coisa é rápida para se disseminar, mas eu concordo com ele no geral.

Na minha visão, quando a sobrevivência se torna o mais importante, aí sim o beta que fica ao lado de sua mulher se torna a melhor opção do que o alfa insensível, que sempre terá melhores opções por aí e nunca se prende a apenas uma mulher. Até mesmo o cara mais comum pode matar um agressor se necessário, e a presença de um homem é melhor do que nada contra bandidos. Até mesmo homens pacatos como Alvin C. York, um pacifista, pode, num momento de necessidade(no caso uma guerra), matar pelo menos 8 homens e fazer outros 132 prisioneiros.

Mas na maioria do tempo a sobrevivência em tempos difíceis não é a necessidade da hora. Uma depressão econômica não é a mesma coisa que o Cerco de Leningrado. Ou a Guerra dos 30 anos (vamos ser gratos à isso). E aliás, uma mulher não precisa tanto assim de um homem como provedor. Elas podem se virar sem eles e ter algum alfa para comer elas vez ou outra. Pode ser meio custoso, mas a maioria delas ficaria feliz em trocar estabilidade por sexo.

Ademais, leva tempo até o “mercado sexual” como está hoje chegar a um ponto mais favorável aos homens comuns. A hipergamia feminina, o desejo pelo macho alfa (muitas vezes colocado acima de tudo) requer tempo e muita pressão social para ser revertido, geralmente promovido por outras mulheres, através de extensivas exclusões sociais (o que significa ter uma sociedade com conexões sociais estáveis, pouca anonimidade e mobilidade física), ou um ambiente catastrófico. Nada mais do que isso pode ser feito para reverter tal quadro.

Mesmo Jane Austen, em seu livro “Orgulho e Preconceito”, mostrando como sua personagem Lizzy se apaixona pelo humilde, mas macho alfa, Wickhan, acaba evitando se relacionar com ele por causa das convenções sociais da época e também porque ele não era uma opção para uma mulher decente. Ao contrário de Darcy, mais rico, Wickham em contraste era um verdadeiro “amante latino” , excelente dançarino (enquanto Darcy era todo “duro”) e um mentiroso compulsivo. Não é de se impressionar que Lizzy e sua irmã se apaixonam por ele (mas Lizzy acaba percebendo com o tempo as intenções mercenárias de Wickham). Isto da heroína mais centrada da história da literatura, uma personagem criada por uma mulher do século XVIII.

Obs: Os grifos são meus.

Continue a ler o artigo, clique aqui.

fonte: http://whiskeys-place.blogspot.com/2010/09/vampire-sex-and-violence-true-blood-and.html

 

2 comentários

  1. Bruno L. Rocha

    Esse video fala tudo.

  2. fudoshin

    Que nojo ao ler os parágrafos 5 e 6 desse artigo. Eu pensava q essas séries eram bem idiotas, fúteis de baixo conteúdo intelectual e de entretenimento mongoloide. Mais nunca tinha assistido nenhuma delas por saber q não me acrescentaria nada. Mas nunca imaginei q eles(as) poderiam descer a tão baixo nivel. É uma lavagem cerebral nas mulheres sem igual na história da humanidade, fazer essa degeneração psico-sexual-mental de forma a ampliar a polarização feminina para o seu lado mais obscuro e inconsciente de suas mentes, criando desejos animalescos gravados no subconsciente para toda sua vida é o pior dos crimes. Programar a mente humana no nivel do subconsciente é uma prática terrível, só os magos negros de ultima classe o fazem. O pior não há previsão de crime para isso e simplesmente ninguém percebe isso. Meu deus q repulsante, simplesmente hediondo. Meu Deus me de forças pq estou horrorizado com tamanha crueldade(nem sei q adjetivo usar pq simplesmente é a pior coisa q já vi em minha vida e olha q estou acostumando a ver videos e fotos dos piores crimes na net, e nunca fiquei tão revoltado.)

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