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dez 14 2011

O dilema dos herbívoros

traduzido por John Romano, do Fórum do Búfalo 

Japão entra em pânico com a ascensão dos “garotos come-grama”, que evitam o sexo, não gastam dinheiro, e preferem fazer caminhadas.

Ryoma Igarashi gosta de dirigir longas distâncias pelas montanhas, tirando fotos de templos budistas e explorando bairros antigos. Ele acabou de começar jardinagem e cria ervas em um canteiro no apartamento. Até recemente, Igarashi, um japonês de 27 anos apresentador de televisão, seria considerado efeminado, até mesmo gay. Há muito tempo, espera-se que os japoneses vivam como personagens do seriado Mad Men, cantando as secretárias, bebendo com os amigos e ostentando relógios e carros.

Hoje, Igarashi tem uma nova identidade (e muita companhia de outros jovens), como um dos “soushoku danshi” – tradução literal de “garoto come-grama”. Definidos assim por sua falta de de interesse sexual e preferência por uma vida mais quieta e menos competitiva, os japoneses “herbívoros” estão provocando um debate nacional sobre como a estagnação econômica desde os anos 90 alterou o comportamento dos homens.

Jornais, revistas e TV têm se fixado nos herbívoros“Teriam os homens se tornado fracos?” era o tema de um talk show recentemente. “Herbívoros não são tão ruins”, foi o título de uma coluna no site japonês NB Online.

Nestes tempos de bromance e metrossexuais, por que toda essa confusão? A resposta curta: os “comedores de grama” são um problema alarmante porque estão no centro dos dois maiores desafios da sociedade japonesa: a baixa taxa de natalidade e o consumo anêmico. Os Herbívoros representam uma rebelião silenciosa contra muitos dos valores masculinos e materialistas associados à bolha econômica japonesa dos anos 1980.

A Shakers Media, uma empresa de consultoria subsidiária da Dentsu, a maior agência de publicidade do país, estima que 60% dos homens em torno dos 20 anos, e pelo menos 42% dos homens com idade entre 23-34 consideram-se herbívoros. A Partner Agency, uma agência japonesa de encontros, descobriu em uma pesquisa que 61% dos homens solteiros na faixa dos 30 anos se identificaram como herbívoros. Dos 1.000 homens solteiros na faixa dos 20 e 30 anos ouvidos pela LifeNet, uma empresa de seguros de vida japonês, 75% se descreveram como comedores-de-grama.

As empresas japonesas estão preocupadas que os meninos herbívoros não são consumidores de status como seus pais o foram. Eles preferem arrumar a casa. Segundo pesquisa da Shakers Media, eles são mais propensos a passar o tempo sozinhos ou com amigos próximos, mais propensos a comprar coisas para decorar suas casas e pequenos luxos, ao invés de itens mais caros. Eles preferem passar as férias no próprio Japão, ao invés de se aventurar no exterior. Eles estão muitas vezes morando perto de suas mães e têm amigas mulheres, mas não tem pressa nenhuma para casar-se, de acordo com Maki Fukasawa, editor e colunista japonês que cunhou o termo “Herb” no NB on-line em 2006.

A fobia aos relacionamentos dos Herbs não é a única coisa que está preocupando as mulheres japonesas. Ao contrário de gerações anteriores de homens japoneses, eles preferem não dar o primeiro passo, gostam de dividir a conta e eles não são particularmente motivados por sexo. “Eu passei a noite na casa de um cara e nada aconteceu – nós apenas fomos dormir!” reclamou uma mulher em um programa de TV dedicado aos Herbs. “É como se estivesse faltando alguma coisa neles”, disse Yoko Yatsu, uma dona de casa de 34 anos de idade em uma entrevista. “Se eles fossem normais, estariam mais interessados ​​em mulheres. Eles tinham de querer, pelo menos, falar com mulheres.”

Shigeru Sakai, da Shakers Media, sugere que os Herbs não procuram as mulheres porque eles se expressam muito mal. Ele atribui essa baixa capacidade de comunicação deles ao fato de que muitos cresceram sem irmãos em famílias onde ambos os pais trabalhavam. “Eles tinham TVs, aparelhos de som e videogames em seus quartos, então tornou-se comum para eles se fecharem em seus quartos ao chegar em casa e comunicar-se menos com as suas famílias, o que os deixou com baixa capacidade de comunicação”, escreveu ele em um e-mail. O Japão jamais precisou tanto que seus homens fizessem sexo como agora. As baixas taxas de natalidade, combinadas com a falta de imigração, tem causado o encolhia população do país a encolher a cada ano desde 2005.

Talvez os esforços do governo Japonês para tornar os ambientes de trabalho mais igualitários, tenham plantado as sementes para germinassem os comedores de grama, diz Fukasawa. Na esteira da Lei de Oportunidades Iguais de Emprego, de 1985, as mulheres assumiram uma maior responsabilidade no trabalho e o equilíbrio de poder entre os sexos começou a mudar. Embora existam barreiras significativas à progressão na carreira para as mulheres, uma nova geração de executivas que poderiam trabalhar quase tão duro quanto seus colegas homens surgiu. A lascívia no ambiente de trabalho, que era socialmente aceitável, estigmatizou-se como Séku Hara, ou assédio sexual.

Mas foi o estouro da bolha econômica japonesa no início de 1990, juntamente com essa mudança no cenário social, que tornou insustentável o velho modelo de masculinidade japonesa. Antes da bolha, as empresas japonesas ofereciam empregos para a vida toda. Um empregado sabia exatamente o que viria no seu próximo contracheque, e isso os deixava mais confiantes para comprar um colar de diamantes ou um caro jantar francês para sua namorada. Agora, quase 40% dos trabalhadores japoneses estão em empregos avulsos com muito menos segurança no emprego.

“Quando a economia estava boa, os homens tinham apenas uma opção de vida: juntar-se a uma grande empresa depois de terem se graduado na faculdade, casar-se, comprar um carro e regularmente substituí-lo por um novo“, diz Fukasawa. “Os homens de hoje simplesmente não podem mais viver aquele estereótipo vida feliz.”

Yoto Hosho, que abandonou a faculdade dos 22 anos de idade, considera a si mesmo e a maioria dos seus amigos como Herbsacredita que o termo descreve um grupo de homens que não desejam viver de acordo com as expectativas sociais tradicionais, em seus relacionamentos com as mulheres, seus empregos ou qualquer outra coisa. “Não nos importamos com o que as pessoas pensam sobre o jeito como vivemos”, diz ele.

Muitos dos amigos Hosho gastam tanto tempo em jogos de computador, que preferem a companhia das cyber-mulheres do que das mulheres reais. E a Internet, diz ele, ajudou a tornar estilos de vida alternativos mais aceitáveis. Hosho acredita que a linha que divide os homens e mulheres da sua geração estão borradas. Ele aponta para a popularidade do “boy love” ou “Yaoi“, um gênero de romances e mangás, escritos por mulheres sobre relacionamentos amorosos entre homens, que gerou sua própria linha de vídeos, jogos de computador, revistas e cafés onde as mulheres se vestem como homens.

Fukasawa afirma que, apesar alguns Herbs serem gays, muitos não são. Também não são metrossexuais. Ao invés disso, este comportamento reflete uma rejeição tanto à definição tradicional da masculinidade japonesa, quanto ao que ela chama de “comércio dos relacionamentos”, onde os homens precisam ser machos e adquirir produtos para ganhar a afeição de uma mulher (como no Ocidente). Alguns conceitos, como ir a festas como um casal, nunca se encaixaram facilmente na cultura japonesa, completa. Outros conceitos nem sequer alcançam o idioma, como por exemplo, a expressão “primeiro as damas“, que normalmente é dito no Japão em inglês. Durante a bolha econômica japonesa, “os japoneses tiveram que viver de acordo com os padrões ocidentais e padrões japoneses”, diz Fukasawa. “Essa tendência seguiu o seu curso.”

As mulheres japonesas não estão aceitando os Herbs com indiferença. Em resposta a essa moleza dos herbívoros, mulheres “carnívoras” tomaram as rédeas com as próprias próprias mãos e estão perseguindo os homens de forma mais agressiva. Também são conhecidas como “caçadoras“, estas mulheres poderiam ser vistas como a versão japonesa das Lobas, no Brasil

Apesar de muitas mulheres japonesas discordarem, Fukasawa vê os Herbs como um desenvolvimento positivo para a sociedade japonesa. Ela observa que antes da II Guerra Mundial, herbívoros eram mais comuns: escritores como Osamu Dazai e Natsume Soseki teriam sido considerados Herbs. Mas durante o boom económico pós-guerra, os homens tornaram-se cada vez mais machões, cada vez mais ávidos por produtos que marcassem seu progresso econômico pessoal. Os jovens japoneses de hoje estão optando por ter menos o que provar.

fonte:  http://www.slate.com/id/2220535

Comentários do Barão: Notem que a preocupação do governo japonês (fiz questão de grifar as partes mais gritantes) não é o bem estar destes “herbs”, sua saúde psicológica (afinal, o Japão é um dos líderes nas taxas de suicídio, e como postei tempos atrás, a grande maioria dos suicidas são homens) nada disso. A preocupação maior é que os caras “não estão gastando o suficiente”! Realmente, costumamos usar muito o termo “matrix” para explicar o que acontece em volta, mas esta cena me veio a mente quando estava lendo este texto:

"O que é a matrix? Controle. A matrix é um mundo gerado por computador criado para nos manter sob controle para transformar seres humanos nisto."

Vejam que os homens japoneses (e num geral grande parte do homens do mundo) não passam disto: uma pilha.

Notem também no texto a hipergamia escancarada das japonesas. Afinal, elas estão perdendo os otários que as bancam com presentes caros, mimos e paparicos. Que absurdo!

Eu mesmo achando esta “auto castração” dos japoneses muito exagerada (eu particularmente prefiro muito mais o “Pragakham way of life“), eu considero que eles estão mais certos do que os milhões e milhões de babacas que acabam com suas vidas usando drogas, álcool em demasia, se envolvendo em muitas atividades de risco que eles nem gostam só para “pegar mulé”, acabando por trazer problemas as suas famílias e para a sociedade e negligenciando seu desenvolvimento pessoal, o que faz eles terem sub empregos idiotas. Obviamente que estes babacas são mais desejáveis para a “grande máquina” do que os herbs bobinhos, afinal idiotas costumam gastar muito dinheiro…

Provavelmente este não é o “nascimento dos machos zeta” no Japão, mas pode nos mostrar um dos caminhos que a humanidade seguirá neste mundo altamente misândrico que vivemos. Já que o mundo só caminha para o pior: “We don’t need no water let the motherfucker burn, Burn motherfucker burn. “

 

17 comentários

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  1. CLEZIO

    evitam o sexo, não gastam dinheiro, e preferem fazer caminhadas. porra me descreveram ai …. eu evito tá me ficar stressando para conseguir sexo, não to gastando dinheiro pq tenho de economizar para trocar de moto, e faço caminhadas pq quando estiver velho vou caminhar pouco sentindo minhas propias pernas e só uso veiculos para longas distancia…não é a toa que com 32 anos já fiquei com adoslescentes de 15 dizendo que tinha 20 pois ando muito e to sempre em forma…. porem meus colegas que só ficam em noitadas bebando e bancando vadia interesseira e andando de carro até para ir na padaria da esquina não conseguem andar um km sem parar para descançar nem que isso custasse a vida deles de tão sedentarios são… apesar de ir no puteiro de vez enquando acho que sou herbivoro…kkkk

  2. rafaga

    eu ja comecei a ler com o sentimento de “la vem mais uma materia sobre a boiolisse excessiva do mundo”, mas como muitas vezes, me surpreendi com o que estava de fato escrito!

    eu tb acho mais saudável esse estilo vida “herbs”, porem tb concordo que eles pecam em alguns pontos… mas já é algum movimento positivo…

    é um movimento meio infantil e muito fraco, mas so de ver os caras pregando outras ideias e valores diferentes do que no Brasil ta cheio (ganha dinheiro -> compra carro -> cata muie) ja é ao menos alguma coisa….

    viver sem dar umas metidas eu acho exagero demais….. mesmo que com algumas balzacas so para dar uma “desafogada” é necessário!

    as putinhas japonesas n estao curtindo achei muito hilário!

    otima materia!

  3. Renato

    A mulher japonesa é um porre!! é exigente pra cacete,não gosta de fazer sexo e depois de casar é o marido que banca tudo,mesmo ela trabalhando e tendo seu próprio dinheiro.
    .
    Essas caras estão certos em agirem assim por lá,numa sociedade que explora o homem ao máximo,o trata como um burro de carga e caixa eletrônico ambulante TEM MAIS É QUE SE FODER MESMO.
    .
    E a prostituição por lá é só para os ricos,não é igual aqui que tem puta de 50,00 não.
    Quer dizer,nem comer uma puta o japa pode,senão vai em cana,por isso tem tanto mangá pornô por lá..é uma válvula de escape.
    .
    Por aqui no ocidente a solução é o marriage strike,e ir nos puteiros da vida por último seguir os conselhos de nessan e foda-se.
    Elas que corram atrás,né não?

  4. doido666

    O lado positivo: sobram mais japinhas pra nós.

  5. Marquinhos

    Achava que o Zeta era influenciado pelos Herbs, pelo menos foi isso que entendi no A Voice for Men. Esse fenômeno só tende a crescer, porque muita gente se retira do “front” quando vê que as coisas passaram dos limites.

    Eu, que tenho uma rede social restrita, conheço 4 herbs e 1 deles é um hikikomori, caso pior ainda onde existe o isolamento social completo.

    Isso vai acontecer no mundo todo, vai emplacar no Brasil quando liberarem o casamento gay e criminalizarem a homofobia a coisa vai começar a ficar muito feia pras mulheres. Elas vão perder muito valor na “praça” já que qualquer relativização de masculinidade dará cadeia. Não vai ser possível mais intimidar os homens. Sem falar no número de mulheres que também serão presas.

    A boba da *** nem percebeu que o movimento gay não é nem nunca foi aliado do feminismo, mas um movimento pensado para destruir o feminismo – que luta pelo direito das mulheres estrangularem os homens – e elas perderão essa batalha.

    1. Guilhermo

      Mano, não entendi. Por que que casamento gay ferra elas?

      1. Allan

        Até parece que o cara ia mudar a orientaçao sexual dele por isso rs. E ainda por cima voce tem uma visão bem distorcida das coisas. Wtf movimento gay criado pra destruir o feminismo? Cadê a lógica?Desde quando sexualidade pessoal é movimento?

    2. CLEZIO

      PELA A LEI DA PROCURA E DA OFERTA AS MULHERES JÁ ESTÃO NO PREJUIZO DESDE DA DECADA DE 80 E MUITA MORTE DE HOMEM E MUITO HOMEM VIRANDO VIADO,TRAVESTIS(as vezes mais gostosa que as mulheres de verdade https://youtu.be/GHtC7kwcc2A ) E MUITO HOMEM PREFERINDO A COMODIDADE DE ENTRAR NUMA PAGINA DE ACOMPANHANTE OU IR NO PUTEIRO DO QUE PERDER TEMPO COM CU DOCE DE MULHER …SEM FALAR NAS NOVINHA QUE SE O CARA NÃO FOR MUITO FEIO E TIVER UM LOCAL COM CAMA CONFORTAVEL QUE NÃO SEJA MEIO DE MATO OU CONSTRUÇÃO ABANDONADA OU BANHEIRO DA ESCOLA QUE é ONDE OS ADOLESCENTES DA FAIXA ETARIAS DELAS COSTUMAM COMER ELAS EM GERAL ELAS ACEITAM DAR UMA POR DIVERSÃO EM LOCAL SEGURO E CONFORTAVEL.

  6. Realista

    Barão, você que está mais informado sobre os americanos (você que traduz os textos), você pode me responder uma pergunta: O que são os “ghost” (que traduzindo por português é “fantasma”, “espírito”, “alma penada”) que os MGTOW americanos tanto fálam (muito se autodenominam “ghost”)? São a mesma coisa que herbs japoneses???

    1. Barãozin

      Mais ou menos isso.

      São caras q ficaram tão de saco cheio com a situação de lá q resolveram tocar o foda-se e nem msm chegar perto de mulher sem ser pra fins sexuais. Se não me engano tem alguns q vão mais além e nem meter metem mais.

      Não q eu critique os caras por isso, afinal cada um faz o q quiser se não tiver atrapalhando ninguém no processo. Mas eu preferiria uma abordagem diferente.

      1. Realista

        Deixa eu ver se eu entendí: “ghost” é aquele cara que tá de saco de cheio e prefere, digamos, ver um filmezinho pornô grátis na internet… É mais ou menos isso? Se é, então eu tô virando um, pois as civis com o ego lá em Marte (elas tão com o ego tão inflado e tão mal acostumadinhas, que se elas vão jantar no restaurante com um cara e o cara não pága a conta, elas nem olham mais pro cara, pelo menos todas tem agido assim comigo, mas eu nem tô, eu também nem olho pra elas, essas interesseiras, o dinheiro é meu e não vou ficar gastando com elas) e com a inflação de preços das GPs (tá horrivel, qualquer medianinha tá cobrando R$ 100,00), ultimamente pra economizar, eu tenho feito só isso…Só me cuido pra não me viciar em pornôs, pra evitar os efeitos descritos neste artigo: http://canal.bufalo.info/2011/12/seu-cerebro-e-o-porno-parte-1/#.UBlKhc-Gibg … então, um um dia eu olho, outro dia eu não olho…

        1. Barãozin

          Sim, como dizia o grande NA: “não polarize”

          Eu msm tou nessa ae (mais por falta de tempo) mas tou vendo q qdo ficar mais de boa por aqui vou dar uma zuada a lá Tom Leykis. Bom brincar com umas civis vez ou outra pra ficar em forma!

      2. Leandro

        Tá bem esquisita esta sua definição de ghost. Fui pesquisar o conceito de “ghost” e até o que pude entender, ghost é aquele cara que faz “Relationship Strike”:

        http://forums.avoiceformen.com/showthread.php?tid=542

        “Ele pode dizer:

        * “não ter contato social com as mulheres”. Isto é, você é um fantasma tão longe como o mundo social das mulheres está em causa. Só não no radar. Esse significado parece ser a mais comum – o significado canônico em relação ao MGTOW.
        * “viver seriamente fora da grade” – Choupana na floresta. Sobrevivencialismo.
        * “Eu tenho uma fonte móvel de renda e sem endereço fixo”
        * “Minhas namoradas não sabem o meu nome verdadeiro ou endereço”

        E há graus, coisas como “Nunca traga uma mulher para a sua casa”, ou o básico “Nunca deixe uma mulher ficar durante a noite”, que alguns irão argumentar que não é ‘ghost’, mas o simples senso comum.

        Portanto, há um espectro de interpretações do termo, mas ao redor do mesmo núcleo, e que o núcleo parece ser “Eu vivo de tal forma que seria difícil processar um FRA contra mim, ping-me para CS, ou qualquer outra maneira de me prender no sistema misândrico legal “.

        Um ponto a se notar é que MGTOW não significa necessariamente um “ghost”. É totalmente legítimo sair com os amigos casados​​, pegar vadias em aula de yoga, mesmo estar em um relacionamento e ainda pensa em si mesmo e identificar como um MGHOW. GYOW é um estado de espírito.”

        Um dos moderadores superiroes explica:

        “Cobrir as bases que você tem seus tipos assustar James Bourne. Alguém que não existe.

        Em termos de MGTOW, minha definição pessoal é um homem heterossexual que não tem relações íntimas com mulheres.”

        Outro aqui explica:

        “Um ghost é uma versão mais extrema de MGTOW. Um ghost é um heterossexual que tenha desistido de relacionamentos com mulheres.”
        http://forums.avoiceformen.com/showthread.php?tid=61

  7. Rider

    Salve! Pena ter descoberto o site de vocês a pouquíssimo tempo (mas, apesar disso, já li quase metade do site).

    Aqui tem uma matéria que complementa essa:

    http://otakismo.blogspot.com/2011/07/os-homens-herbivoros-do-japao-sao.html

    Destaco esse trecho: “Esse cenário desesperador afetou a mentalidade dos jovens. Sem estabilidade financeira, sem conseguir mulher, vendo o Japão na beira do precipício, eles se resignaram. Os herbívoros são a expressão maior da desilusão. São homens menos ambiciosos, incapazes de devolver o Japão ao lugar que lhe coube no passado. Não querem trabalhar até a morte como seus pais (ao ver que o projeto fracassou e ao sentir a ausência deles em sua função paterna), NEM SUSTENTAR MULHERES QUE DEPOIS DE CASADAS RACIONAM SEXO MAS NÃO PARAM DE GASTAR (Japão sempre liderando a lista mundial dos insatisfeitos sexuais e lanterna na lista de frequência do ato).” <– caps lock meu

    Vc consegue imaginar se matar de trabalhar todo dia, e ainda não ter nenhum alívio como carinho a sua companheira? Que, aliás, sairá do trabalho assim que amar… digo, casar com um coitado???

    1. Barãozin

      Por isso q eu entendo o lado desses caras (tirando os caras virarem meio gays, como comentei). Pra q eu iria me matar de trabalhar e ganhar muito $$ se é pra não ter MERDA ALGUMA em troca, se posso mt bem viver com bem menos e até melhor?

      1. revouker

        se fosse eu fugiria do japão… pena que com o isolamento eles se tornem socialmente fracos mas ainda sim ,fico muito feliz de ver essa resposta deles a essa sociedade escrota. Principalmente se você olha o homem mediano JAPONES > o mais baixo eu diria… acho que tivemos sorte coma nossa “cultura” se não somos os melhores alunos…. pelo menos tambem não somos tão enganados…

        1. Barãozin

          Sou mais o Brasil msm.

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