«

»

dez 08 2011

O declínio da masculinidade é acompanhado pelo declínio da liberdade

É bem claro que a vida dos americanos se tornaram muito mais regulada e tediosa que a vida dos americanos de uma geração atrás. Nós tecnicamente ainda temos liberdade, mas elas vem sendo sistematicamente retiradas de nós por pressões econômicas e institucionais. Por exemplo, o politicamente correto nas universidades, do que era uma mera expressão do militância esquerdista na década de 1980 foi imposta na maioria das escolas, e tanto professores quanto estudantes que ignoram o novo código de conduta poderão pagar um preço alto por isso. Escrever algo politicamente provocativo na web, ou simplesmente comentar isso com algum colega de trabalho, pode resultar em empecilhos para arrumar algum serviço ou mesmo a demissão. As pessoas tem medo de expressarem suas opiniões – e por boas razões.

Mas isto tem um alcance bem maior. Regulações sobre como cuidar de crianças estão mais detalhadas do que nunca, então consequentemente temos bem menos crianças brincando livremente do que no passado. Outro óbvio resultado de nossa imensa regulação da sociedade é a nossa alta taxa de prisões, mas seus efeitos são sentidos bem além das paredes das cadeias.

Realmente, algo aconteceu com toda esta regulação; crianças estão mais seguras do que antes, o crime caiu, a taxa de mortes acidentais diminuiu e a produtividade aumentou. Mas, que custo temos que pagar por este estado babá?

Eu digo que parte do preço que pagamos foi a nossa masculinidade, algo que foi praticamente criminalizado. Valores masculinos como expressar livremente a sua opinião sem medo de pressões sociais ou do politicamente correto, foram preteridas em favor da “harmonia”. As escolas se tornaram instituições totalmente panacas onde garotos são oprimidos numa lei do silêncio por um consenso geral onipotente sobre o que é certo ou não. A desonestidade virou regra na mídia, onde trivialidades tomaram o lugar da exposição da franqueza e honestidade. Adicionalmente, enquanto aqueles que tem privilégios políticos lutam para criar mais e mais maneiras de punir quem os critica (como as leis de discurso de ódio, o “hate speech”), aqueles que estão fora deste círculo de poder viram bodes expiatórios para que mais medidas sejam tomadas contra as pessoas comuns.

Ainda que as leis que os fundadores da nação americana criaram existem no papel, o espírito que os moveu a criar estas leis está morto e enterrado. Nos transformamos de uma nação de pessoas independentes e igualitárias para um bando de covardes hipócritas e sicofantas bajuladores. As convenções sociais “progressistas” dominam as nossas instituições, onde não há espaço para a voz contrária masculina. Na verdade, até mesmo o Tea Party, que é uma reação contra o atual estado das coisas, está sendo dominado por mulheres ambiciosas, possivelmente porque ninguém imagina um homem saindo numa boa depois de se expressar de uma forma radical e que busca o confronto de idéias.

Sempre terão aqueles que quebrarão as regras vigentes e falarão o que bem entender, não importa se é por causa da natureza dele, das circunstâncias ou da total falta de respeito pelas convenções sociais, mas é trágico ver como tantos homens não acreditam que tem esta oportunidade. Mas, isso poderá mudar. Muitas das consequências de se expressar livremente são bem menos severas que muitas pessoas imaginam, e em muitos casos o resultado é uma melhora sensível na qualidade da saúde mental e de como ele percebe as coisas ao seu redor. Ser franco e honesto é libertador, e pode elevar o seu espírito. E pode lhe dar poder, pois sempre terá algumas pessoas que concordarão com tais opiniões.

Finalmente, só há um meio de ganhar respeito pela masculinidade: exercendo-a.

fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/06/02/decline-of-masculinity-accompanied-by-decline-of-liberty/

3 comentários

  1. Emerson Luís

    “Realmente, algo aconteceu com toda esta regulação; crianças estão mais seguras do que antes, o crime caiu, a taxa de mortes acidentais diminuiu e a produtividade aumentou. Mas, que custo temos que pagar por este estado babá?”

    A questão é: Se houve essas melhorias, elas ocorreram por causa dessa regulação ou apesar dela? Ou independentemente dela? Não poderiam ter ocorrido sem que os homens fossem emasculados? E se os homens tivessem sido dignificados, as melhorias não teriam sido maiores ainda?

    As respostas são estarrecedoras.

    * * *

  2. Tenchin

    Não estou fazendo uma crítica ao colega Sérgio, mas apenas complementando o texto do Canal com minhas reflexões. Eu particularmente não tenho nada contra a proteção aos animais e a ecologia. Como esse movimento também fazem parte de parte dos movimentos de esquerda, tendemos a vê-los como algo negativo. Mas respeitar o meio natural em que vivemos e ensinar isso aos nosso filhos, também é manter uma qualidade de vida e assim respeitar nós mesmos. Não estou falando de ser vegetariano, eu gosto de comer carne e não vou me abster disso, mas até o sacrifício de animais para o alimento, deve ser de uma forma mais digna ( até mesmo por que é comprovado hoje, cientificamente que animais sobre ameaça de morte solta vários hormônios na carne que são prejudiciais no consumo humano).

    Sobre a masculinidade do homem, penso que de fato fomos podados de expressá-la. Tudo que vem do homem, de suas características já é taxado de cara publicamente como machismo no sentido opressor. Já postei uma vez no meu facebook que a mulher pode dizer o que quer sobre o quer fazer e o que não gostar no homem, mas o homem quando o faz já é rechaçado. A própria definição no Dicionário de Machismo e feminismo já se vê essa diferença de tratamento. Gostei muito do texto, quanto mais do final: “Sempre terão aqueles que quebrarão as regras vigentes e falarão o que bem entender… E pode lhe dar poder, pois sempre terá algumas pessoas que concordarão com tais opiniões.”

  3. sergio

    “O declínio da masculinidade é acompanhado pelo declínio da liberdade”.

    Estamos vivendo na era do “coitadismo”, com uma imensa legião de movimentos coitadistas que querem um estado interventor.

    A civilização ocidental está a beira do colapso. Um estado tem que ter uma viez raciona (masculino)l, não emocional (feminino) . Todos os movimentos coitadistas tem uma viez emocional. É sempre a “batalha dos indignados” que começa sempre com “respeite nossa ideologia”, passa pela “o estado tem que adotar politicas que favoreçam essa ideologia” até que culmina com “o estado deve IMPOR essa ideologia”.

    Fato inegável. Feminismo, veganismo, movimentos de minorias etinicas, proteçao de imigrantes (europa), movimentos ateista, movimentos “ecologicos” e de direitos dos animais. querem um estado INTERVENTOR. Um estado interventor vai ser necessariamente IMENSO e altamente IDEOLÓGICO (aos meus amigos tudo, aos inimigos a lei).

    O grande paradoxo da esquerda militante é corrigir supostas desigualdades e opressões, com desigualdade e opressão. Bem vindos a União das Republicas Coitadistas Sovieticas…

Deixe uma resposta

Switch to mobile version
%d blogueiros gostam disto: