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dez 12 2011

Homens, matemática e casamento

por Paul Elam

Estou aqui, sentando por mais de 30 minutos. Minhas mãos estão apostas no laptop, mas elas estão paradas. Quer dizer, ela até deram uma tremidinha, como se os teclados estivessem envenenados e meus dedos soubessem disto.

Decidi fazer um artigo no intuíto de dar algum conselho matrimonial para os homens. E eu os conheço muito bem. Estaria melhor fazendo um review de algum filme pornô, mas estou me sentindo perigoso e meus dedos começam a mover, então vamos lá.

Meu primeiro conselho para um homem sobre o casamento é simples.

Não faça isso. Jamais. E sim, estou falando com você.

Eu não gosto de perder meu tempo com psicologismo barato, então não serei hipócrita de usar disto aqui. Porque nem é necessário. Não é sobre as dinâmicas de um relacionamento que irei falar. É sobre matemática. E os números são assustadores.

Primeiro, e muitos de vocês já devem saber, mais da metade dos casamentos acabam em divórcio aqui nos EUA, e essa estatística não é muito diferente no resto do ocidente. Sem contar aqueles que terminam em assassinatos, suicídos e em problemas psicológicos. Mas isto não significa que apenas metade dos matrimônios é que são falhos. Há também um grande número de casais que não se separam. São pessoas que continuam casados e tem um prazer sádico em se odiarem, algo como palestinos e israelenses.

E a matemática do casamento não chega nem perto de ser assustadora comparado aos números que você irá encarar quando isto terminar. A equação é mais ou menos com isto aqui:

1 esposa furiosa + 1 advogado + 1 juiz = 1 cara empobrecido vivendo em um cubículo e dirigindo um carro de uns 20 anos atrás.

Os números muitas vezes são feios, mas jamais mentem.

Mas espera aí. Posso mudar isto com um acordo pré nupcial!

Pode mesmo. Agora a equação fica assim:

1 esposa furiosa + 1 advogado + 1 juiz + 1 acordo pré nupcial = 1 cara empobrecido vivendo em um cubículo e dirigindo um carro de uns 19 anos atrás.

Acordos pré nupciais levam mais tempo sendo feitos do que sendo ignorados numa disputa judicial.

O fato é que, com nossa cultura atual, é mais fácil e seguro um homem encher a cara de tequila e atravessar vendado um campo minado do que se casar. As chances são melhores.

Vamos pensar. O casamento não é um investimento apenas no campo amoroso, mas todo o seu trabalho e seus investimentos atuais e futuros, especialmente quando crianças estão na jogada. Agora, se você fosse colocar seu dinheiro num investimento onde você tem mais de 50% de chances de perder tudo e pode ainda ir para a cadeia ou ter que pagar uma multa por anos a fio por ter perdido tudo, quanto você investiria nisso?

Então?

Ah, calma aí, você deve estar pensando. Não é certo reduzir o casamento a apenas uma mera questão fincanceira. Mas na verdade é sim. Acredite em mim, se uma mulher se casou contigo sem considerar o quanto você ganha, você acabou de achar o Santo Graal. E para aqueles que ainda acham que o homem ainda é o provedor natural e o chefe de uma família, fique sabendo que estes são os primeiros a terem suas cabeças cortadas num processo de divórcio onde mais da metade deles irão invariavelmente parar.

E mesmo se você ainda acha, sei lá porque razões, que o casamento não é em grande parte um grande acordo financeiro, melhor acreditar que o divórcio é. Reduzir o sagrado matrimônio a meros ativos e passivos é justamentee o que um processo de divórcio faz. E com uma eficiência brutal, diga-se. Se um dia você for alvo de um processo de divórcio, irá descobrir isto da pior forma possível.

Sua experiência ali te fará ter um bloqueio mental. Você nem será mais capaz de falar a palavra “divórcio” novamente, você irá se encontrar tremendo num cantinho, apavorado pensando “naquele lugar”.

Muitos homens casados já sabem disto. Eles são os caras que estão na outra parte da estatística. Você sabe, o grupo “bem sucedido”? Muitos deles já se consultaram com advogados porque eles querem se safar de suas esposas altamente gastonas e terríveis, mas eles descobrem que muitas vezes é mais barato sustentá-las do que se livrar delas.

Simplesmente não se case.

Viver com uma mulher pode ser uma opção melhor, mas mesmo assim você ainda terá que tomar precauções. Dependendo das leis onde você vive, você pode ser visto como casado sem nem ao menos saber. Fique esperto.

Sim caras, isto significa consultar seus advogados, e um que entenda bem do assunto, antes de considerar viver junto com uma mulher. Faça isto no momento em que ela pedir para deixar roupas em sua casa. Melhor ainda, faça isto o quanto antes, enquanto você estiver sozinho e ainda consegue pensar sem a interferência da cabeça de baixo. Considere conselhos jurídicos com um investimento para a vida toda, porque realmente é.

E ter filhos? Claro. Só se prepare para provavelmente perder qualquer contato com eles quando tudo terminar. Menos, é claro, o contato financeiro. Ele será mantido na base da força.

Então escolha sua lata velha com carinho. Pois você irá dirigi-la por um bom tempo.

Sei que alguns estão pensando “Ah, isto jamais aconteceria comigo!” Tudo que posso dizer é que metade de vocês estão se iludindo, e o restante não tem como saber o quão sortudos eles serão. Para aqueles que mantem aquele senso de invencibilidade típico de adolescentes, se preparem. Nunca subestimem o poder da negação.

E também sei que alguns de vocês, especialmente as mulheres que tiverem lendo isto, irão pensar “Espere aí! Nem todas são assim!” E estão certas, nem todas são mesmo. Mas um processo de divórcio é o mesmo, tanto aqui em Nova Iorque quanto em Londres. Tudo farinha do mesmo saco.

Simplesmente não se casem.

Se mesmo assim ainda não me escutarem e decidir se enveredar nesta selva assim mesmo, eu ainda faço algumas sugestões para poder encontrar uma noiva que podem causar menos estragos.

Primeiro, nunca seja o principal financiador de um relacionamento. Somente namore com mulheres que podem pagar sua própria parte. Isto irá reduzir suas chances de namorar e por fim se casar com alguma megera que se ache no direito de ter tudo o que é seu quando e se tudo terminar.

Isto te deixa com uma classe um pouco melhor, mas rara, de mulher. Porque, se uma mulher se sente no direito de comandar sua carteira mesmo quando ela está apaixonada por você e te acha o cara mais maravilhoso do mundo, só imagine o que ela não faria quando ela te odiar de todo o coração e não querer te ver nem pintado de ouro.

Observe o comportamento dela e aprenda com ele. Como ela reage quando você a desaponta? Qual é a reação dela quando ela escuta um “não”, ou quando você faz uma coisa do jeito que você quer ao invés do jeito que ela quer?

Se ela leva na boa, então você tem uma companheira interessante ao seu lado.

Entretanto, se ela responde ao fato que ela não queria que você fosse jogar com os amigos com birras e greves de sexo, ou te jogando na cara que você é um imaturo egoísta já que você não se importa com cada aspecto da vida dela, o que você acha que ela fará quando ela te considerar o capeta e o responsável por todas as misérias da vida dela?

E esta, cavalheiros, é precisamente a mulher que você terá que enfrentar num divórcio. Ela não terá princípios ou racionalidade. Ela será, literalmente, sua inimiga mortal. E ela terá todo o poder do Estado a suportando, pronto para retribuir todas as mazelas que ela sofreu, todas elas por culpa sua.

Lembra do carro de 20 atrás? Pode se contentar com um fusquinha velho depois dessa…

E aqui chegamos, caras. Uma visão dura, mas honesta, do que é a moderna instituição do casamento, que virou nada mais que uma máquina caça níquel. Se você não nasceu ontem, provavelmente já viu alguém que passou por estas agruras. Provavelmente mais que um. Ninguém irá te culpar por ter os mesmos objetivos que todos oos homens buscaram por milênios: uma esposa, filhos, uma família e tudo o mais.

Mas temos que entender que vivemos numa época totalmente diferente em nossa história. Tudo o que temos é a habilidade de fazer subtrações, só espero que antes que o Estado faça por você, para poder ter uma conclusão sensível das coisas.

Simplesmente não se case.

Obs: Os grifos são meus.

Fonte: http://www.avoiceformen.com/women/men-math-and-marriage/

3 comentários

  1. Caio Zamperlini

    Podia dar uma solução de como viver sem ser casado

  2. Tiago Amaro

    Essa foi muito boa: “Há também um grande número de casais que não se separam. São pessoas que continuam casados e tem um prazer sádico em se odiarem, algo como palestinos e israelenses.” Perfeito!!!! kkkkkkkkkkkk

    1. João

      O que tem de melhor é este trecho:

      “E mesmo se você ainda acha, sei lá porque razões, que o casamento não é em grande parte um grande acordo financeiro, melhor acreditar que o divórcio é. Reduzir o sagrado matrimônio a meros ativos e passivos é justamente o que um processo de divórcio faz.”

      Isto aqui só é raciocínio lógico e simples. Se o casamento não é um negócio na união, porque vira um na separação? Não vira. Sempre foi um negócio.

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