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dez 09 2011

Grande parte dos casos de violência doméstica são recíprocos

Quando o assunto é violência doméstica, ninguém quer ouvir a verdade

por Barbara Kay, do National Post

publicado em: 27 de fevereiro de 2008

Em um mundo justo, a britânica Erin Pizzey, que fundou o primeiro abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica em 1971, seria uma especialista respeitada quando o assunto é violência doméstica. Mas no mundo real, infelizmente, só o nome Pizzey causa nojo por sua heresias politicamente incorretas.

O crime dela? Sendo uma humanista, ela desafiou o dogma das feministas radicais que colonizaram seus abrigos e a praticamente a expulsaram a ponta pés. O mantra ideológico destas feministas, ainda muito vivo, impõe que somente os homens são os culpados em casos de violência doméstica, enquanto mulheres são meras vítimas indefesas que podem até reagir, mas apenas em defesa própria. Mas Pizzey sabia, tanto por experiência própria (seus pais que faziam parte da alta sociedade eram mutualmente agressivos, com a mãe de Erin chegando a agredi-la) quanto pelos relatos que as mulheres que ela abrigava contava, a grande maioria dos casos de violência doméstica são recíprocos.

Colocar as mulheres como uma das responsáveis pela violência doméstica deixaram as feministas tão furiosas que fez com que Pizzey tivesse seu cachorro morto e que ameaças de morte fossem enviadas a todos os seus parentes. Mesmo assim, ela continuou sua cruzada pelos Estados Unidos para mostrar que a violência doméstica é um problema dos dois gêneros, publicando um grande número de livros e artigos sobre o tema.

Extremamente emblemática, a história de Erin Pizzey é um dos maiores exemplos dahostilidade que as pessoas que vão contra o senso comum imposto pelas feministas podem sofrer.

Outra coisa impressionante, o professor de psicologia da Univerisade de Columbia Don Dutton, é conhecido por seus pares como um especialista em violência doméstica. Ele provou, com mais e mais fatos – com sua obra mais recente sobre o assunto sendo olivro “Rethinking Domestic Violence” de 2006 – que a tendência de praticar violência contra o parceiro é bilateral e está ligado com disfunções individuais: homens e mulheres com alguma desordem de personalidade e/ou histórico de violência familiar tem chances iguais de praticarem violência, ou de procurar por parceiros violentos.

Mas toda a bagagem intelectual e os 25 anos de pesquisas neste assunto que Dutton possuí não foram suficientes para convencer os políticos que criam as leis de violência doméstica, nem sequer um deles pediu algum conselho.

Ao contrário, pseudo-ciências que absolvem mulheres com impulsos violentos, que são feitas por demanda de grupos de interesse que fazem parte do mesmo grupelho ideológico feminista, são usados para treinar a polícia, influenciar as decisões de julgamentos e ditam como assistentes sociais e empregados de abrigos para mulheres devem agir.

A mídia preguiçosa e politicamente correta espalha com afinco bobagens feitas por palpiteiros sem a mínima formação, que entopem a população com dados tendenciosos e não conectados à realidade.

Ah, os abrigos femininos! A residente do sul de Ontário Mariel Davison nos oferece uma história incrível quando uma boa ação imparcial colide com o pensamento dominante dos abrigos femininos.

Davison tem formação em psicologia. Alguns anos trás, ela se considerava uma “feminista que lutava pelos direitos iguais”, e se voluntariou para ajudar em um abrigo feminino local. Durante oito semanas de “treinamento”, Davison teve que aturar infindáveis sessões de discursos misândricos e pseudo-ciência. Isto, e a grande incongruência da “mulher sempre ser vítima” sendo que lésbicas também procuravam o abrigo – a violência doméstica entre lésbicas é um tabu entre as funcionárias do abrigo – levam a certas perguntas.

Davison pensou que sua excelente formação seria de grande ajuda, mas pelo contrário, ela era ignorada por suas colegas: “me era dito que eu tinha conhecimento demais para ser voluntária do abrigo.”

Incrédula, Davison obstinadamente questionava os supervisores do abrigo e até mesmo seus financiadores, demandando uma revisão na literatura que instruia as funcionárias, mas era simplesmente ignorada. Nada surtiu efeito.

E nada parece que vai melhorar, pelo menos se a tendência se mantiver, já que a indústria da violência doméstica é um grupinho fechado, desde os cursos de Estudos Femininos (não queria achar algum estudo feito por Pizzey ou Dutton, ou algo relacionado aos homens, porque não será encontrado nada), para abrigos femininos, o estatus da mulher, o Conselho Judicial Nacional e até a Suprema Corte do Canadá. Todos eles seguem a mesma cartilha ideológica.

Erin Pizzey e Don Dutton foram ambos palestrantes numa conferência em Sacramento, Califórnia, que foi patrocinada por um grupo independete, o Centro Nacional de Recursos da legislação sobre a violência familiar (seu lema: “Advogando por políticas baseadas em ideais não discriminatórios e em evidências”).

Pizzey afirmou para sua audiência que, quando o assunto é política de gêneros, “o Canadá é o país mais assutador do planeta”. Assutador para os homens que sofrem com a injustiça, certamente, mas não para os outros canadenses que ainda não cairam nas garras deste sistema, que ainda se mantém indiferentes a misandria dominante nas instituições que definem e moldam nossa cultura.

fonte: http://www.nationalpost.com/opinion/columnists/story.html?id=a41532d6-d4df-46a2-a784-f6499938f3b0&k=49786&p=1

Obs: Os grifos são meus.

10 comentários

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  1. Milena

    Alguém aí já leu algum livro da Erin Pizzey que trate sobre este assunto? Eu queria muito uma indicação… Tem desse livro em português?

    1. Barãozin

      Po eu acho q o livro sofreu um boicote muito forte, acho que só em inglês mesmo e ainda assim não deve ser fácil de achar.

      1. Milena

        Você já leu algum? Será que rolou mesmo boicote aqui? Acho o movimento feminista tão furreca comparado aos estados unidos… Não que eu ache o feminismo uma coisa boa.

        1. Barãozin

          Nâo, só li alguns artigos dela q ela publicou a uns 20, 30 anos atrás (tenho até um q traduzi e postei aqui, acho q o nome é “terrorismo emocional”). Os artigos são mt bons, aliás.

          Pelo menos procurando em sites como o Estante Virtual não acho nenhuma referência a ela. Logo duvido q tenha sido lançado algo aqui.

          1. Milena

            Onde está o artigo que você postou, gostaria de ler. Se você puder me passar algum link sobre o assunto fico muito agradecida =)

          2. Barãozin

            Aqui (dividido em 2 partes): http://canal.bufalo.info/2012/07/a-terrorista-emocional-primeira-parte/

            Aliás, isso aí foi retirado de um livro dela, faz tanto tempo q traduzi isso q tinha até esquecido deste detalhe rs

          3. Milena

            Muito obrigada pela boa vontade!

  2. Lucio Sátiro

    Eu sou do Ceará, mas quem for de São Paulo e tiver lendo essa minha mensagem, eu gostaria que procurasse a Unidade de Estudos do Álcool da Unifesp, e pedisse cópia do estudo feito em 2005/06 que afirma que mulheres agridem mais do que homens nos relacionamentos. Por favor homens, não sejam passivos, ser passivo não é uma atitude masculina e nem honrada quando se está sendo atacado. Vejam esse link:
    http://www.abril.com.br/noticia/comportamento/no_345105.shtml

    e esse outro aqui: Mulheres Agridem Seus Parceiros Impunimente:

    http://www.ditopelomaldito.com/2011/04/mulheres-agridem-seus-parceiros.html

    Cadê a lutra dos masculinistas ? Vão ficar aí passivos e reclamando feito um bando de velhas ?

  3. Luis

    E eu achando que o Canadá seria uma opção de país pra se viver, considerando a situação da Europa atualmente. Depois dessa, nem pensar. Isso só mostra o quanto feministas são doentes, psicóticas, perturbadas e extremamente preconceituosas, pq, para elas, o simples fato de ser homem significa ser violento, agressivo e potencial estuprador. Vide o caso da Suécia, onde há um projeto de lei que obrigará os homens a urinarem sentados, pois, na concepção doentia delas, fazer isso em pé é “um triunfo da masculinidade e por extensão, degradando as mulheres”. Um argumento é que se as mulheres não podem fazer, os homens também não devem. Outro é que se aliviar em pé é uma “amostra de macheza horrenda”, sugestiva a violência masculina.

    Aqui: http://forum.homensrealistas.info/viewtopic.php?f=39&t=1963

    1. Ricardo D

      O Brasil caminha para uma situação ainda pior, há uma semana, uma mulher matou e arrancou o pênis do marido, Antônio Matias dos Santos, e nenhum grande jornal noticiou.

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