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dez 23 2011

Coréia do Norte e o declínio de uma dinastia

por The-Spearhead  

Agora que Kim Jong-il morreu e seu filho foi elevado ao cargo de imperador, nós temos a 3ª geração comandando este “reino ermitão”. Eu conheci alguns norte coreanos quando fui à China, e vi em primeira mão o que o regime fez com o povo de lá. Os norte coreanos eram originalmente bem altos para os padrões asiáticos, mas muitos dos jovens e mulheres norte coreanos que eu via trabalhando nos restaurantes de cozinha coreana em Beijing tinham marcas profundas da mal nutrição que sofreram na adolescência (Beijing tem a maior população coreana fora da Coréia, e muitos refugiados norte coreanos procuram trabalho por lá). Espero que um dia este regime pague pelos seus crimes, mas agora que os Kims tem bombas nucleares acho que teremos que esperar um pouco até isso acontecer.

Todavia, a família Kim nos dá um belo exemplo de como os governantes hereditários modernos tendem a decair com o tempo. Tipicamente, o fundador da dinastia é um homem muito enérgico, um senhor da guerra que surge como um conquistador com a espada em punho. Como recompensa, ele pode escolher entre as melhores e mais femininas mulheres do “reino”, mas geralmente ele tem como objetivo arrumar uma mulher com mais substância para ter seus filhos. Se tudo corre bem, o sucessor é um cara do tipo responsável que tem como objetivo seguir os passos do pai e continuar com o seu trabalho. Entretanto, a influência corruptora do poder começa a agir imediatamente, e seus filhos crescem acostumados a terem belas mulheres, comida boa, bebidas finas e todas as mordomias que o poder pode oferecer.

Ele teve filhos com uma linda e delicada mulher (no caso de Kim Jong il, uma dançarina chamada Ko Young Hee), e produz filhos efeminados que diluem ainda mais o vigor masculino do patriarca fundador. Se as coisas correm bem, a próxima geração pelo menos tem alguma capacidade para governar o reino, mas com suas cortesãs e filhos bastardos se multiplicando, a intriga, a corrupção e a incompetência eventualmente domina o regime, pavimentando o caminho para que outro conquistador mais disciplinado derrube o antigo líder e tome o poder.

As próximas fotos mostram bem a regressão de um macho alfa conquistador para um machinho omega incapaz. Alguém pode até ver semelhanças com o passar do tempo, mas Kim Jong-un, o último descendente da dinastia Kim, é um espécime que nem se compara com o avô Kim Il-sung:

Kim Il-sung (macho alfa)

Kim Jong-il (macho beta)

Kim Jong-un (macho ômega)

fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/12/20/north-korea-and-dynastic-decline/

Obs: uma coisa que notaram nos comentários do artigo original era como Kim Il Sung era um cara bem “masculino” quando jovem, comparado aos seus dois filhos. Seguem imagens dele:

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