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dez 09 2011

China tenta coibir mulheres se casarem por dinheiro

Com as taxas de divórcio só aumentando e com uma preocupação generalizada com a nova cultura de hiper materialismo, o governo chinês está tentando fazer com que mulheres parem de se casar por dinheiro.

por Malcolm Moore, de Shanghai 

China quer quer suas mulheres casem por amor, não por dinheiro

Nas maiores cidades chinesas, os candidatos a marido são primeiro investigados sobre suas posses, se tem uma casa e preferencialmente um carro, antes de qualquer noivado começar. Tentar começar um noivado com um homem sem uma casa própria virou até piada, com o termo “casamento pelado” sendo usada para designar uma situação dessas, e é considerada uma escolha de alto risco.

“Eu prefiro ter uma casa de luxo do que um bom namorado que me faça sempre feliz, sem hesitar”, diz uma jovem de 24 anos que participa do programa “If you are the One”, um dos mais populares programas de tv que promovem encontros da China. “E o meu namorado tem que ter um salário de 200,000 yuan (Por volta de 50 mil reais),” ela exige.

Em uma tentativa de moderar as expectativas crescentes das mulheres chinesas, o Supremo Tribunal da China já decidiu que a partir de agora a pessoa que compra a casa da família ou os pais que emprestaram o dinheiro para comprar a casa é que ficará com a ela depois de um divórcio.

“Esperamos que isto ajude a educar os mais jovens, especialmente as mulheres, para que sejam mais independentes e que comecem a pensar no casamento de uma maneira mais tradicional, ao invés de pensar nele como um investimento financeiro,” diz Hu Jiachu, um advogado da província de Hunan.

A decisão também deve ajudar a aliviar alguns dos encargos para os jovens chineses, muitos dos quais se encontram na dificuldade de comprar até mesmo um pequeno apartamento. A grande bolha imobiliária chinesa está fazendo com que os preços disparem, com os preços em Shanghai chegando até mais de 13 mil reais o metro quadrado, num lugar onde a média salarial anual é por volta de 15 mil reais.

“Há cada vez mais mulheres que desejam se casar com um homem rico para melhorar sua posição social. É um aumento notável.” diz Wang Zhiguo, um consultor da Baihe, um site de Beijing que promove encontros amorosos.

“As mulheres mais bonitas agora tentam barganhar com sua beleza. Isto é algo horrível e o governo está tentando coibir isto,’ ele complementa.

Dito isto, dinheiro sempre foi um fator importante quando o assunto é casamento. Nas décadas de 1950 e 1960, mulheres queriam se envolver com os comunistas de alto escalão pelas garantias de se ter uma boa vida. Na década de 1980, quando o mercado chinês abriu, empresários viraram os novos alvos.

Chineses sempre foram materialistas, mas hoje em dia isto está exagerado.” De acordo com as últimas estatísticas, 2,68 milhões de divórcios aconteceram na China no último ano e os divórcios aumentam praticamente com a mesma velocidade do crescimento da economia chinesa: por volta de 7% ao ano nos últimos 5 anos.

Em particular, mais de um terço dos casamentos em Beijing, Shanghai e Guangzhou acabam em divórcio, e grande parte deles é movido por pessoas com idades entre 25 a 34 anos. Quase metade dos divórcios tem disputas judiciais sobre os bens do casal.

A crescente popularidade do divórcio vai contra a tradicional cultura chinesa, onde recém casados eram aconselhados a fazerem seus casamentos durarem até “seus cabelos ficarem brancos”. Apenas a 8 anos atrás, casais precisavam de uma permissão por escrito de seus empregadores ou de seus vizinhos para poderem se separar.

“5 mil divórcios por dia é um número assustador para os chineses. Nossas famílias são a base da sociedade e a mantém estável. O governo tem que mudar a lei de divórcio para manter a sociedade estável. Geralmente a corte já está decidindo, em primeira instância, que os casais não podem se separar. Eles tem que voltar 6 meses depois se eles quiserem realmente se separar,” diz o sr. Hu.

Chang Xueli, uma designer gráfica de Beijing e uma das poucas chinesas que querem se arriscar a ter um “casamento pelado”, apesar das críticas iniciais de seus pais. “Meu marido é de uma família pobre, e eu sou de uma família mais abastada,” ela diz. “Meus pais tentaram fazer com que eu escolhesse um homem com uma casa, porque eles desejavam o melhor para mim, mas eu não sentia nada por ele.”

“Eu pensava que eu tinha que ter tanto um homem que amava e que tinha uma casa para poder se casar. Mas então cheguei a conclusão que teria que fazer uma escolha,” ela diz. “Agora acho que o meu sonho é tanto a mulher e o marido se unirem para comprar uma casa.”

fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/china/8714097/China-tries-to-stop-women-marrying-for-money-rather-than-love.html

Comentários do Barão: é… estas pelos menos já escancaram que são umas tremendas interesseiras! Mas o engraçado é que se chamasse uma dessas deprostituta (o que elas realmente são, já que elas explicitamente vendem seu sexo por bens materiais) aposto que ficariam ofendidíssimas… Ou será que não?!

4 comentários

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  1. Fernando

    Não tem jeito as mulheres sempre foram e sempre serão prostitutas por natureza,a prova disso é o interesse que elas tem em só querer se relacionar com homens ricos,ninguém nunca vai ver o contrário de uma mulher rica querer se casar com algum homem pobre,agora um homem rico chega atá se casar com uma mulher pobre,em casos assim o homem praticamente compra o corpo da mulher que chega a sair muito mais caro do que se tivesse pago uma prostituta de verdade.

  2. Bruno L. Rocha

    Mas Barão, veja que a putaria dessas mulheres também foi incentivada pelo governo décadas atrás. Vendo que hoje isso é idiota, estão voltando atrás. Tente ver que há mulheres que prestam ainda. Tenho medo do masculinismo um dia virar um feminismo anti mulher. Eu desisti de casar faz tempo, quando ainda estava na escola, vendo as garotas babarem pela vagina ao verem os alfas fortões por perto e eu lá, estudando, nerd.
    Sinto o mesmo que você, mas acho que está pulando o aspecto político-ideológico comunista do feminismo em apenas ficando caindo de pau nas mulheres, raramente falando das raízes dessa merda toda, o comunismo e o esquerdismo em geral.

    1. Barãozin

      Porra!

      Acabei de lançar semana passada uma série de uns 8 artigos do Carey Roberts q mostrava as ligações entre feminismo e marximo. Além de tempos em tempos publicar algo relacionado a isso (“O feminismo é uma jogada comunista”, por ex). Só procurar e prestar mais atenção!

  3. Ricer

    Espero que o movimento masculinista chegue rápido até a China… alguém aí sabe mandarim, pra traduzir NA pra eles??

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