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dez 02 2011

As groupies da NBA e a morte de um sonho possível

por Whiskey’s Place

O site GQ publicou um artigo fascinante sobre as groupies da NBA (link em inglês). Fascinante em diferentes níveis, mas não menos o fato que é chocante que as mulheres entrevistadas são todas de classe média baixa, negras, com empregos honestos. Mas o que espanta é a preferência delas nem é tanto por jogadores da NBA mas pelos os que fazem o estilo marginal. Mas o mais chocante de tudo é a combinação disso com a morte de um “sonho possível” de uma vida melhor. Todas elas não tem nem os menores planos de melhorar as próprias vidas ou de seus filhos.

Algumas coisas são previsíveis:

“Há algumas brigas na portaria – “não, num vô pagar $400 pela noite, não, num é isso que foi combinado no telefone!” – entre mulheres muito irritadas e o pessoal da parte técnica que trazem crachás, biscoitos de chocolate, e uma lista de adições especiais para o cardápio (asinhas de frango e jalapeño poppers(1)). No fim de semana das estrelas da NBA, os convidados da Doubletree (2) são solicitados a assinar um “contrato de proibição de festas” (“Se tivermos conhecimento que uma festa está em andamento… nos reservamos ao direito… de expulsar IMEDIATAMENTE os participantes”). No bar do salão principal, uma grande placa foi posta: “Bem vindo aos fãs das estrelas da NBA”. Alguns metros do lado desta placa, há outra: “Armas de fogo são proibidas no local”.”

As mulheres são negras, de classe média baixa:

“Renee, uma das mais animadas, patrulhava conjuntos habitacionais no Queens, mas foi promovida. Agora, ela trabalha com crianças como oficial da juventude. Ela é mãe solteira de uma filha de 9 anos. Danielle – “orgulhosa por ser folgada” – cuja propensão para falar a garantiu o apelido de Diesel (“por causa do óleo diesel,” – diz Renee – “porque quando ela começa a funcionar ela não para mais”) – é uma condutora de metrô em Nova Iorque. Vellesha, outra mulher ”folgada”, dirige um ônibus. E ela tem aquela atitude “não foda comigo ou eu chutarei seu traseiro branco” que vemos muito nos motoristas de ônibus de Nova Iorque. Elas a chamam de Snacks (3), por uma razão óbvia. Há também a Chermaine, a mais nova de todas, com 23 anos, bonita, esbelta e terrivelmente tímida (até ela colocar um bustiê). Ela trabalha como operadora do 911.”

Elas tem suas regras:

“Se uma delas se dignou a levar um homem (“ou um mano bonitão”, diz Renee) para o quarto, as outras sossegam no bar que fica na entrada principal até ela terminar. E se ela demorar a noite toda? “Nunca demora a noite toda,” diz Danielle. “Somos de Nova Iorque. Não somos tão carinhosas assim”.

E se ele for para o quarto dele? “Não acontece” diz Vellesha. “Ao menos se a gente viu antes a licença de motorista do cara primeiro e anotamos a placa do carro dele. Não somos estúpidas.”

Renee, a policial, impôs a regra da placa do carro. Ninguém sai com qualquer um ao menos se as outras 3 virem as credenciais do cara.”

Estas são as regras para poder participar do mundo da NBA:

1 – Pague. “Você tem que pagar para poder brincar” diz uma das “Fly Girls” (4) que eu encontrei no bar Dave & Buster’s de Houston e que não e seja ser identificada. “Pagar para brincar” significa gastar uma pequena fortuna nos “brinquedos” apropriados: roupas da moda, sapatos, bolsas e tratamentos capilares nos melhores salões. Você precisa de um visual que diga “sou disponível, mas não sou barata”. Mesmo se ela for.

2 – Seja bonita (mas sem ser muito magra). “Você não pode varar um Fly Girl a não ser que você seja persistente” diz Brenda. “Mas muitos dos negros gostam de carne. Não consigo enumerar quantas vezes já os ouvi falando “eu não gosto de bater em osso”.

3 – Viaje em duplas. “Uma garota não é lá grande coisa” diz Brenda. “Mas duas dando em cima dele?”. Muito melhor.

4 – Reserve uma mesa no Four Seasons, um dos “points” não oficiais da NBA. “Meu deus”, um dos altos funcionários do Four Seasons me desabafa, “você não pode imagina como é quando o lobby está cheio dessas… piranhas”. Mas para ter a chance de ter um encontro aqui, você não pode chegar em massa. (Nota para as groupies iniciantes: sempre é o time de fora que estará procurando transas. O time de casa geralmente tem mulheres ou filhos farejando eles por aí, o que atrapalha seu estilo. Outra: jogadores raramente usam a entrada principal do hotel; para conseguir algum contato, espere na porta dos fundos.)

Curiosamente, as mulheres mostradas na reportagem não estão caçando jogadores da NBA, mas sim os que fazem o estilo “mano” (rappers, por exemplo) e aspirantes a estrelas. A preferência pelos “marginais” é bem forte:

Na verdade, elas não estão aqui pelos jogadores!

Voltando para o hotel, eu pergunto a elas se estão interessadas no jogo do fim de semana. Que jogo? Elas não vão aos jogos. Time que torce? Quem liga pra isso! Elas não estão de olho num Allen Iverson, elas estão de olho nos rappers. Ou nos assistentes dos rappers. Ou nos guarda costas deles. Ou nos assistentes dos guarda costas dos rappers. Manos de verdade. Bons manos.

É este o segredo mais obscuro da NBA. O primeiro esporte a adotar o hip hop foi praticamente sequestrado pelo hip hop. O que mantém as garotas ligadas na NBA não é o esporte. É a proximidade com caras da estirpe delas. O fim de semana das estrelas da NBA é como uma festa de Hip Hop, mas com mais bebidas.

Os jogadores que as mulheres mais gostam são os do tipo “mano”. Aqueles que tem um comportamento de marginal e propensão a um comportamento descontrolado. O mais interessante, as mulheres afirmam que os jogadores da NBA (quase todos negros) são menos propensos a se casarem com mulheres brancas, por causa da pressão social de suas mães/familiares. Mas reconhecem que eles geralmente preferem as “super gostosas” como a Eva Longoria.

Também é interessante ver como é rude a vida destas mulheres, e mesmo assim elas ainda preferem os bad boys perigosos e os que fazem o estilo marginal. A policial tem que lidar com crimes horríveis com crianças quando voltar ao serviço, a operadora do 911 com homens que mataram seus próprios filhos, a condutora de metrô com suicidas que se jogam na linha do trem. Era de se esperar que elas tivessem preferência por homens mais “doces”, que dão apoio, um que possa ajudar com suas despesas domésticas e na formação de uma família.

Mas, essas mulheres demonstram um orgulho exagerado em serem independentes, em perseguir este caminho tortuoso, e conquistar o mano sexy e bad boy. Quem elas acham excitantes e atraentes. O sexo é sem privacidade, sem muita discrição. Para algumas mulheres, na casa dos 30, as despesas em artigos que aumentem suas chances de arrumar um parceiro desse tipo (roupas, viagens caras, hospedagens caras e outros serviços caros, com estacionamentos que podem custar mais de $200) acabam evitando que elas consigam fazer uma poupança e assim contribuindo para elas melhorarem de vida. O dinheiro não está sendo investido nos seus filhos, em propriedades, ou qualquer coisa que possa gerar uma vida mais tranquila e confortável no futuro. É gasto num ambiente de farras.

E lembre-se, são todas mulheres que dão duro em seus empregos de classe média baixa. Oficiais da polícia ganham um bom salário em Nova Iorque. Motoristas de ônibus também, assim como condutoras de metrô. Mas culturalmente, estas mulheres continuam com a velha mentalidade do gueto. Capacidade quase inexistente de planejar o futuro, pouco esforço para poupar dinheiro, pouca preocupação em crescer na vida. Todos os seus sonhos de crescimento se baseiam apenas em arrumar um jogador da NBA que assumam elas. Algo que elas mesmas reconhecem que é improvável de acontecer.

O mais deprimente disso tudo, que seria interessante de se ver um estudo sobre, é a morte das possibilidades. É bem possível uma oficial de polícia dedicada possa subir na carreira. Assim como uma condutora de metrô. Não há vontade delas de estudar para tentar vagas melhores, nenhum desejo de progredir na carreira pública, ou investir em coisas que podem gerar um retorno no futuro. É como que para chegar ao nível atual foi algo extremamente extenuante para elas, e nenhum esforço para chegar mais longe é feito.

Hipergamia, se não controlada, tende a minar o crescimento pessoal, matando o “sonho possível” em favor de sexo com marginais. O quanto mais excitante e perigoso parecer para essas mulheres, elas investirão ainda mais do seu tempo e dinheiro que poderia ser usado para progredir. Mas elas preferem desfrutar o pouco tempo que resta do seu poder de barganha.

Este artigo é interessante, não menos porque muitos jovens brancos de família trabalhadora estão seguindo estes mesmos caminhos culturais, e as mulheres brancas de classe média lentamente estão seguindo o mesmo caminho.

Atualmente, as classes médias e media alta e põem mais ênfase na obtenção de títulos acadêmicos do que as classes mais baixas da América. Mas a mesma coisa, um irresponsável desejo por hipergamia e desejo por uma dominância brutal também tem seus atrativos culturais para garotas brancas e hispânicas. Veja por exemplo as Gossip Girls, Crepúsculo ou qualquer outra demonstração de dominância e hierarquia, sempre acaba levando uma preferência à marginalidade. Simplesmente porque a marginalidade é o jeito mais fácil de obter poder e status. Poucos homens podem ser famosos, poderosos e atraentes, mas qualquer idiota pode sacar uma Glock numa boate e ameaçar a começar um tiroteio. Este é o motivo porque muitas sociedades limitam a hipergamia feminina e as forçam para ter escolhas mais “respeitáveis” de parceiros, ou seja, que não marginais, não importando o quanto isso possa ser excitante para elas.

Provavelmente ira demorar um pouco até que a população branca chegue ao ponto que os negros de classe mais baixa economicamente já chegaram (em termos de práticas ilegais e taxa de crimes, a população hispânica já conseguiu alcançá-los, pelo menos em parte), mas a população branca eventualmente chegará lá. A “recompensa” para os homens que se sujeitem a se comportar feito marginais só para agradar mulheres praticamente garante isso.

Afinal de contas, o que segura mulheres brancas a correrem atrás de marginais? O medo de serem mal vistas, principalmente, entre seus pares. Nada mais que isso. Esta é uma das pequenas e frágeis bases em que a civilização se apóia, uma vez que isto depende de um controle cruel e absoluto sobre o grupo de mulheres brancas para punir e excluir as que preferem marginais. Particularmente porque a marginalidade é um jeito do Zé Ninguém finalmente ser atrativo aos olhos da Mariazinha, e assim poder competir com os homens alfa. Estes tipos de padrões de acasalamento estão ficando habituais dentro das fronteiras britânicas, principalmente nas partes setentrionais (e até na sul) da Irlanda. Violência e o caos tendem a criar relacionamentos muito curtos, casuais, só focados na atração sexual, sem nenhum plano de longo prazo.

Uma mudança brusca nos pontos de vista dos grupos brancos femininos que derrubem a “proibição” dos relacionamentos com marginais facilmente levaria a um rápido (e catastrófico) declínio social da comunidade branca em níveis similares a dos grupos negros de baixa renda. A morte do sonho possível pode se abater na população branca, com resultados catastróficos.

Notas de tradução:

(1) Jalapeño poppers são uma espécie de bolinhos feitos com a pimenta jalapenho. Um exemplo aqui: http://www.laaloosh.com/wp-content/uploads/2009/01/jalepeno-poppers.jpg

(2) Doubletree – cadeia de hotéis dos EUA.

(3) Snacks – salgadinho.

(4) Fly Girl – mulheres que só querem saber de baladas. Seriam como as nossas piriguetes.

fonte do artigo: http://whiskeys-place.blogspot.com/2011/02/nba-groupies-and-death-of-possible.html

 

1 comentário

  1. HenriquedeÁVilla

    Esta questão é a realidade ,como acontece nos EUA as mulheres estão cada vez mais atraídas por tipos ”negão bandido” como os jogadores da NBA . Isto é uma praga para a nossa sociedade ,muitos brancos fazem este tipo na tentativa de pegar mulher .Não sei se os aliados da real lembran-se do filme Rocky Balboa onde a rocky ( um branco itálico ) encontra ”mariazinha ” ( supostamnete uma W.A.S.P) e Rocky se surpreende quando ela apresenta o filho que é um” tipo mano” ela diz ser o pai dele uma JAMAICANO ( nada contra negros ) mas o que chama atenção é que ela é mãe solteira de um negão jamaicano e o filho dela é um ”marginalzinho de merda ” resumindo o negão maconheiro e marginal abandonou ela e e a deixou com um bastardo tipo ” mano da períferia ” é foda aliados da real ,mas isto é uma realidade infelizmente .

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