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dez 02 2011

Andando em círculos – Parte 2

Clique aqui para ler a 1ª parte, caso não tenha lido.

por Angry Harry

4 – Então, como demonstrado na última parte, existem pelo menos duas boas razões para crer que seria um erro tremendo o movimento masculinista concluir que no início homens e mulheres eram iguais, e ainda que de alguma forma estas noções indefinidas sobre “igualdade” e “privilégios especiais” podem ser refinados até satisfazerem todos os envolvidos na disputa.

E simplesmente, isso jamais irá acontecer. Nunca.

E o pior de tudo, no mundo real quando o assunto é as questões sociais, os direitos que as pessoas conquistam, seus privilégios, deveres, recompensas, etc etc dependem principalmente do tanto de “calor” que eles podem gerar em favor de si mesmos do que de qualquer outra coisa.

Portanto, o fato de nós estarmos gastando tantos recursos só para alcaçar a “igualdade” ou na luta contra feministas, usando-se de elaboradas estruturas ideológicas e outros recursos próprios, simplesmente servirá para que geremos a mesma quantidade de “calor”, o que provavelmente irá aumentar em bilhões e bilhões de dólares os recursos que já são gastos todo o ano na implantacão da agenda feminista.

Bilhões que poderiam ser usados em investimentos na ciência, tecnologia e medicina, assim ajudando pessoas que realmente precisam de ser ajudados.

E me preocupa que diversos ativistas masculinistas parecem nos empurrar em direção a esta indústria da “igualdade”, o que só faz ela comer ainda mais recursos.

E tudo isso nos levará para onde? Para a busca de algo que jamais será encontrado! Isto não é algo maluco?

Então, talvez a melhor maneira de olharmos para os problemas que afligem os homens não é pensarmos em termos de “igualdade”, mas em termos do que exatamente os homnes querem – independente do que as mulheres estão recebendo ou não.

Por exemplo, há milhares de abrigos para mulheres vítimas de abuso doméstico, mas quase nenhum deles voltados aos homens que sofrem do mesmo problema.

Mas ao invés de abordar este problema sob a ótica da injustiça: “Mulheres tem mais abrigos que os homens!” – talvez uma reinvindicação melhor seria “Nós precisamos de abrigo, e vamos conquistá-los!”.

Em outras palavras, não há necessidade de usar o recurso da “igualdade”.

Mas é claro, não sugiro que o movimento masculinista jamais use o argumento da “igualdade” para esclarecer as pessoas. Aliás, diferenças gritantes quando quando o assunto é bem estar e/ou tratamento que homens e mulheres recebem podem muito bem ser demonstradas atráves das noções de igualdade.

Por exemplo, é claro que é “desigual” o fato que muito mais dinheiro é investido na suaúde da mulher do que na saúde do homem, levando em consideração que homens tem mais problemas de saúde que mulheres.

Usando-se da noção de “igualdade” em outros casos semelhantes, provavelmente irá aumentar o interesse e o suporte por mais investimentos na área da saúde dos homnes.

Mas em longo prazo, se continuarem insitindo em apenas mostrar mais e mais diferenças – tendo a ver com saúde ou não – no intuíto de se perseguir a “igualdade”, isso só tornará a causa cada vez mais sem sentido e sem esperança de avançar, e para piorar irá aumentar a hostilidade entre os sexos, assim como os bilhões de dólares que serão torrados nessa guerrinha todos os anos.

O resultado disso tudo é que a situação ficará pior para todos.

Por exemplo, consegue imaginar como a vida estaria melhor para milhões de pessoas, tanto agora quanto no futuro, se todos esses recursos gastos com a busca inútil pela “igualdade” fosse gasta com pesquisas médicas?

5 – Cavalheirismo.

Muito se tem dito pelo movimento masculino sobre a questão de que o cavalheirismo foi o grande responsável pelos enormes problemas que os homens tiveram que suportar em praticamente todos os aspectos de suas vidas, então não falarei mais sobre isso aqui.

Exceto por este ponto.

Quando ativistas masculinistas discutem as preocupações masculinas sob a ótica da “igualdade”, muitas vezes eles acabam se enrolando, por que despertam o cavalheirismo de outros homens.

Masculinista: “Homens são obrigados a servir o exército em tempos de guerra nos EUA. Isto não é justo.”

Cavalheiro: “Bem, mas os papel dos homens não é proteger as mulheres?”

Masculinista: “Há muito poucos abrigos para homens que sofrem de violência doméstica, mas há centenas deles para mulheres.”

Cavalheiro: “Mas poucos homens são incapazes de se defender contra uma mulher.”

Resumindo, a maioria dos homens não estão a fim de serem “iguais” as mulheres, especialmente quando o assunto envolve uma superioridade inata que eles acreditam ter sobre as mulheres, como força física ou resistência. Assim, é muito difícil convencê-los do contrário.

Então, para quê evocar a natureza cavalheiresca desses homens falando sobre “igualdade”?

Não é uma tática muito inteligente.

Ou, se preferir, homens parecem ser obstinadamente cavalheirescos, e o masculinismo não tem muitas chances de convencê-los assim. Então, porque persuadí-los a não ser cavalheiros? Para quê entrar numa batalha que tem grandes chances de ser perdida?

6 – Infelizmente, as forças mais poderosas no planeta são os funcionários públicos e os governos. E eles ganham muito – por volta de centenas de bilhões de dólares em todo o ocidente – fingindo que estão lutando pela “igualdade”. (veja meu artigo em inglês Porque o governo ama o feminismo).

Assim, eles usam a mesma tática que é usada para justificar a Guerra ao Terror. Afinal, quem quer viver sob o medo do terrorismo?

Só que o problema é que a Guerra ao Terror nunca chegará a um fim, por causa que ela nunca poderá ter uma vitória decisiva. E isto pode ser usado para justificar invasões de privacidade por parte dos governos indefinidamente, e claro, isso será feito por funcionários públicos, que estão sempre procurando mais formas de justificar seus salários e benefícios.

A busca (inútil e fraudulenta) da “igualdade” está fazendo o mesmo.

Ela dá o poder dos governos intervirem aonde eles bem entenderem. E ainda dá carta branca para os governos fazerem isto no futuro o quanto quiserem, porque jamais essa “igualdade” será alcançada.

Se as coisas continuarem como estão, provavelmente em alguns anos as mulheres estarão pedindo que melhorem seu código genético para melhorar suas aptidões matemáticas, para poderem se igualar aos homens. Provavelmente irão querer também músculos e pulmões mais eficientes, menos hormônios, cérebros maiores…

Provavelmente as feministas começarão a reclamar sobre o fato que homens consomem mais calorias que as mulheres, e por causa disso, elas devem ser compensadas de alguma forma.

Onde isso tudo iria parar?

É claro, tudo isso soa como idiotice para muitos que estão me lendo agora, mas eu garanto que essas coisas irão acontecer se continuarmos a procurar pela “igualdade”.

Porque?

Porque há mais bilhões de dólares que os impérios governamentais podem ganhar com esta busca infinita pela “igualdade”. E esta ambição por mais e mais poder será sempre usada para atiçar o desejo das mulheres de ficarem cada vez mais “iguais” aos homens.

Imagine, por exemplo, que amanhã os cientistas descombrem uma forma de melhorar capacidade de entender e realizar equações matemáticas complicadas através de manipulação genética.

Quanto tempo iria demorar até que as feministas exigirem o monopólio das mulheres para o uso deste novo melhoramento genético? Tudo em nome da “igualdade”.

Assim, iria ter vários centros de melhoramento genético para mulheres, mas não para homens; como já acontece com os abrigos para vítimas de violência doméstica.

Este é o tipo de coisa que acontece, na prática, se a “igualdade” é o fim desejado.

Claro que muitas vezes se ouve que um objetivo “nobre” que nunca será alcançado na prática, só o ato de tentar alcançá-lo geralmente resulta em diversos outros progressos que valem o esforço.

E muitas pessoas acreditam nisso quando estão à busca da “igualdade”.

Nunca poderemos chegar lá, mas se formos chegando cada vez mais perto deste objetivo, então as coisas vão melhorar.

Mas, como disse anteriormente, a busca pela “igualdade” não é, na pratica, um ato particularmente “nobre”.

E, no fim, o único jeito de encontrar a “igualdade” é fazer todas as pessoas serem “a mesma coisa”.

Cada planta numa floresta deve ser a mesma espécie de planta. Nenhuma planta deve ser mais alta ou mais baixa que outra. Cada planta deve ter exatamente a mesma quantidade de exposição solar e de espaço para se desenvolver. Nenhuma planta deve consumir mais recursos do solo que outra. Nenhuma planta deve ser diferente da outra.

E, no fim de tudo, não teríamos mais floresta. Teríamos apenas a uniformidade e, de fato, a morte.

E o mesmo irá acontecer conosco, se não tomarmos cuidado.

Não seremos mais seres humanos, Seríamos apenas uma engrenagem no meio de tantas outras similares funcionando dentro de uma imensa máquina biológica. Como se fossemos formigas.

Resumindo, então me parece que mesmo a “igualdade” podendo ser possível de ser alcançada (mas não é) e mensurável (o que também não é), ainda assim não é algo digno de ser ser almejado.

Eu sei que muitos de vocês estão com dúvidas sobre os argumentos acima.

Então, deixe-me falar sobre um exemplo extremo de “desigualdade” – o fato que milhões de pessoas no mundo estão sofrendo por falta de comida.

Agora, alguém pode dizer que muito mais pode ser feito se apelarmos para a “igualdade”.

“Pessoas em algumas partes do mundo tem muita comida enquantos outros não tem praticamente nada. Isto é uma desigualdade atroz, e temos que focar nossos esforços para alcançar uma igualdade.”

Aplausos. Aplausos.

Isto lhe parece uma bela propaganda política, não? – salientar que esta desigualdade de oferta de comida é tão escancaradamente injusta que algo tem que ser feito para igualar as coisas.

Sim, realmente é uma exelente propaganda política.

Mas, na verdade, podemos simplesmente resolver este problema de “desigualdade” fazendo com que todos sofram de fome!

E só isto demonstra que a “igualdade” não é – em si – um objetivo tão útil assim.

Assim, usando-se de outro exemplo, nós podemos simplesmente chegar bem perto do ideal de “igualdade” pela prevenção de que os melhores se sobressaiam – o que parece que está acontecendo nas áreas educacionais e profissionais; tudo isso para aparentemente melhorar o rendimento das mulheres.

Os homens são propositalmente postos em desvantagem.

Ou talvez nós podemos fazer com que os homens vivam tanto quanto as mulheres através de gastos trilhionários na saúde dos homens, ou, quem sabe, recusando-se a gastar um centavo na saúde da mulher, assim elas morreriam mais cedo.

Bem, se “igualdade” for realmente o nosso objetivo, por que não?

Se pudermos fazer que mulheres morram mais cedo e que não vivam mais que os homens, já que a ordem do dia é alcançar a “igualdade”, a missão estará cumprida!

“Oba! Oba! Mulheres agora vivem menos. Agora nós temos igualdade!”

Mas os ativistas masculinistas que estão em busca de igualdade não defendem a morte prematura de mulheres, não?

Bem, porque não? A igualdade não é o objetivo?

Em outras palavras, embora eles afirmem que seu objetivo primário é a “igualdade”, a realidade é que o seu real objetivo é melhorar as condições para os homens.

Mas, como as feministas, eles escondem isto debaixo da capa dos discursos bonitos.

7 – Muitos dos assuntos abordados pelos masculinistas geralmente não tem relação direta com igualdade entre os gêneros. Por exemplo, as questões decorrentes de abuso sexual, a guarda dos filhos e pensão alimentícia não costumam ter relação nenhuma na igualdade entre os sexos.

Assim, considerações se um homem deva pagar 100 ou 1000 dólares de pensão alimentícia não tem praticamente nada relacionado com “igualdade” entre os gêneros. Assim como as discussões sobre como devem ser tratados os abusos sexuais.

Resumindo, a maioria dos assuntos que os masculinistas abordam não tem muito a ver com igualdade entre os gêneros.

Clique aqui para ler a parte final do artigo.

fonte: http://www.angryharry.com/esGoingRoundInCircles.htm?EA

 

 

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