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dez 14 2011

A carta branca da mídia para a execração pública

por The-Spearhead.com

Já ouviram falar de um homem chamado Richard Jewell? Ele era um segurança que salvou inúmeras pessoas após notar um pacote suspeito em uma área pública durante os jogos olímpicos de Atlanta, em 1996. Ele prontamente identificou o pacote suspeito e retirou o máximo de pessoas possível do local antes da bomba explodir. Pelo cumprimento do dever, o atarracado Richard Jewell foi recompensado com a suspeita de ser o autor do atentado, seguido de um “dossiê” do FBI que apontava que homens com o perfil dele poderiam muito bem criar um ataque “falso” como estes para poderem “salvar o dia” ao impedir o ataque forjado e serem considerados heróis. Jewell então foi questionado, perseguido, investigado, revistado e assediado pelos investigadores que cuidavam do caso durante meses, só para ser descoberto que foi um outro homem, chamado Eric Robert Rudolph, que foi o responsável pelo atentado no Olympic Park.

Até o momento que o Departamento de Justiça americano liberou Jewell por finalmente ver que ele era inocente, este homem foi queimado vivo na mídia, do canal NBC até o apresentador Jay Leno fazendo piadinha chamando Jewell de “Una-Bubba” (fazendo um trocadilho com o sobre peso do sr. Jewell e o Unabomber) durante um de seus programas. Alguns americanos ainda lembram que faziam reportagens sobre ele o tempo todo, sempre salientando o fato de Jewell ser solteiro, sem filhos e que vivia com sua mãe até completar a idade de 34 anos, destacando sua carreira irregular e a sua “falha” em não conseguir entrar para a Polícia, que era um dos seus objetivos na vida. A  mídia foi procurar até o que antigos empregadores achavam sobre ele, mostrava que na época ele não tinha uma namorada, sua fascinação pelo trabalho policial, etc, etc. Resumindo, Jewell foi um alvo fácil, mesmo com o fato que ele não era culpado de nada e salvou inúmeras vidas, sendo que ele foi condecorado mais tarde pelo governador da Georgia, em 2006 (um ano antes de sua morte, por causas naturais). Richard Jewell foi um alvo fácil para a mídia porque: 1 – ele era homem; 2 – ele era solteiro e sem atrativos; 3 – ele era um “solitário”; 4 – os investigadores impuseram que ele tinha o “perfil” de quem faz este tipo de crime.

O atentado no Olympic Park e a difamação pública de Richard Jewell aconteceu há uns 15 anos atrás, antes da internet se transformar nesse monstro de hoje e a mídia ocidental se tornar ainda mais viciosa em suas difamações contra o gênero masculino, a repercussão do caso seria ainda pior nesta era de Youtube e Facebook.

O que temos agora e o que estamos vendo neste momento é nada mais que uma exposição indiscriminada de homens à vergonha pública na mídia (e mesmo fora dela) por serem meramente acusados de algum crime, por infidelidade, etc, não importando se o cara é um astro de cinema ou algum operário. É “sensacional” reportar não apenas os fatos da história, mas principalmente coisas mais “suculentas”, como o passado alegadamente “violento” do acusado, sua falta de sorte com mulheres, coisas que ele falou enquanto estava nervoso, “amigos da onça” que queimam sua imagem perante a mídia e até mesmo depoimentos de ex-esposas que tipicamente pintam seus ex como o capeta não importanto as coisas que ele fez ou não. O cara que tá aparecendo na tv pela mínima acusação ou “suspeita” de algo é pintado como um monstro com o uso das mais esdrúxulas histórias que faria Joseph Goebbels ficar com inveja. Agora meus amigos, me dê UMA mulher que foi tratada na mída desta forma…

fonte: http://www.the-spearhead.com/2011/09/10/media-%E2%80%9Cshaming%E2%80%9D-carte-blanche/

2 comentários

  1. Fernando

    O que espera de bom dessa mídia vagabunda totalmente dominada pelo feminismo,e somente ataques e difamações contra os homens,idiotas úteis como Datena e Marcelo Rezende só obedecem as ordens da empresa onde trabalham senão são demitidos caso façam qualquer criticar do pensamento feminazi ou esquerdopata,como ocorreu com o Datena por ter criticado os ateus.

  2. Leo Philalethes

    Excelente texto. Atualmente, o homem é punido por errar e também por fazer a coisa certa, de modo que só nos resta a omissão.

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